A suspensão do concurso público da Câmara de Vereadores de Feira por ordem da Justiça da Bahia que acatou as suspeitas de irregularidades investigadas pelo Ministério Público já tem um ‘bode expiatório’ que se chama vereador Edvaldo Lima.(veja nota abaixo)

Desde ontem, após a decisão judicial que põe em cheque a lisura da licitação, que o presidente da Câmara, Justiniano França, informou, sob clima de gravidade, que a denúncia ao Ministério Público para investigar o concurso teria partido de um ‘misterioso’ vereador.

Justiniano é um evangélico pentecostal e fundamentalista e por certo desconhece os ‘mistérios gozosos’ que fazem parte da teologia católica, mas terminou criando um deles.

Com a ‘contemplação’ do ‘mistério de Justiniano’, a imprensa e a Câmara se voltaram não para a irregularidade do Concurso, mas para a ‘caçada’ ao ‘dedo-duro’.

O Presidente da Câmara de Feira deve estar ‘gozando’ com o efeito do ‘mistério’. Não sabendo ele que, depois dos ‘gozosos’, vem os  ‘mistérios dolorosos’.

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