Pelo menos três pessoas  citadas pelo jornalista Wilson Mário à Comissão da Verdade  como ‘delatores’ da ditadura militar em Feira continuam vivas e morando na Bahia: a professora Laura Folly, o ex-vereador e interventor Joselito Amorim e o advogado Adessil Guimarães.

O depoimento de Wilson Mário à Comissão da Verdade foi gravado na tarde desta terça-feira, na Universidade Estadual de Feira de Santana a membros da Comissão municipal e estadual.

O jornalista falou sobre o período da deposição do então prefeito de Feira,  Chico Pinto, baseado em depoimentos feitos pelo pai dele, o tabelião Walter Livramento Silva, já falecido, e que teve atuação destacada na resistência ao Golpe.

Manuseando documentos da época, o jornalista, que é um estudioso do assunto, discorreu também sobre as principais ações do  governo de Pinto que iam de encontro aos interesses da elite de Feira, entre elas a implantação do Código Tributário Municipal e a criação do Ginásio Municipal que hoje tem o nome de Joselito Amorim.

Wilson também comentou um aspecto pouco lembrado na história do golpe em Feira: o acordo do PSD, através de Eduardo Fróes da Mota com os militares para deposição de Pinto.

O depoimento de Wilson foi elogiado pela ex-deputada Amabilia Almeida, que preside a Comissão Estadual da Verdade e recebeu um emocionado ‘aval’ do ex-vereador Hosanah Leite que foi também uma das vítimas da ditadura na cidade.

Leia também:

Nome de Joselito no Ginásio é uma ‘contradição’, diz professora da UEFS

Tortura na ‘prensa-de-fumo’