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Ele vive, cata papelão, dorme e medita ao pé dessa escultura de Juraci Dórea na praça do antigo Mercado, o MAP de Feira.

Não sei seu nome, sua fama ou sua desdita. Talvez devesse fazer uma longa reportagem com ele, especular sua vida, sua origem, arrancar uma palavra sobre seus sonhos.  Às vezes parece conversar com alguém que não se vê mas nunca consegui interagir com ele. Sou mais um que passa na multidão que, assim como ele a ela, o tem como invisível.

E além do mais, cá pra nós, quem mais quer ler sobre isso…? esse big brother não interessa, nem aos ‘moradores’ do Paço que fica ali defronte…Mas o jornalismo não precisa fazer apenas o que interessa ao leitor imediatista, penso, e me lembro de como tem estudante de jornalismo nessa terra….que seja, então, uma sugestão de pauta para os que chegam a essa ingrata profissão.

O homem solitário da praça J. Pedreira (é o nome oficial, argh!), o catador de papel, o maluco beleza, ou seja lá que título lhe dou agora, é um personagem à espera de quem lhe conte a história.

É uma presença constante na paisagem urbana da Feira e não deve ser ignorada.