{"id":30650,"date":"2018-12-21T13:08:32","date_gmt":"2018-12-21T16:08:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=30650"},"modified":"2021-01-27T02:31:01","modified_gmt":"2021-01-27T05:31:01","slug":"neoliberalismo-despolitizacao-da-economia-e-expulsoes-por-um-pacto-cosmopolita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2018\/12\/21\/neoliberalismo-despolitizacao-da-economia-e-expulsoes-por-um-pacto-cosmopolita\/","title":{"rendered":"Neoliberalismo, despolitiza\u00e7\u00e3o da economia e expuls\u00f5es: por um \u201cpacto cosmopolita\u201d"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n\r\n<div id=\"blogd-1860368344\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o decl\u00ednio do Estado de Bem-Estar Social, na d\u00e9cada de 1970, ganhou for\u00e7a nos c\u00edrculos acad\u00eamicos e dos tomadores de decis\u00e3o a doutrina do neoliberalismo como paradigma de desenvolvimento, especialmente para Am\u00e9rica do Sul. A esse concerto entre ag\u00eancias econ\u00f4micas como o FMI e o Banco Mundial, e governos Neoliberais de pa\u00edses desenvolvidos (Margareth Tatcher no Reino Unido e Ronald Reagan nos EUA s\u00e3o os dois principais exemplos) foi dado o nome de \u201cConsenso de Washington\u201d. Entretanto, a ordem neoliberal, ao despolitizar a economia, n\u00e3o atingiu o resultado esperado e provocou crises sucessivas, tanto econ\u00f4micas quanto de legitimidade, refletidas, por exemplo, na atual ascens\u00e3o de governos nacionalistas e at\u00e9 mesmo autoproclamados antiglobalistas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">No presente texto, argumentamos que o decl\u00ednio do neoliberalismo n\u00e3o foi seguido por um novo \u201cpacto\u201d global e que as atuais rea\u00e7\u00f5es nacionalistas e autorit\u00e1rias s\u00e3o derivadas da despolitiza\u00e7\u00e3o da economia que a ideologia neoliberal promove. A partir do conceito de expuls\u00f5es formulado por Saskia Sassen (2016), entendemos que isso significou expulsar do povo da delibera\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica e colocar tecnocratas em seu lugar.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de \u201cexpuls\u00f5es\u201d abrange, de maneira geral, tanto pessoas expulsas de seus locais de habita\u00e7\u00e3o, de seus costumes tradicionais, de suas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de subsist\u00eancia, dum sistema de seguran\u00e7a social etc., quanto expuls\u00f5es da natureza, fauna e flora (por exemplo, com a minera\u00e7\u00e3o). Segundo a autora, \u201cO conceito de expuls\u00f5es leva-nos al\u00e9m daquela ideia que nos \u00e9 mais familiar da desigualdade crescente como forma de entender as patologias do capitalismo global atual\u201d (SASSEN, 2016, p. 9).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more Clique para continuar lendo--><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O fim da II Guerra Mundial marcou o in\u00edcio de um novo pacto social nos pa\u00edses desenvolvidos, o dito Estado de Bem Estar Social. John Ruggie (1982) cunhou o termo \u201cliberalismo embutido\u201d (<em>embedded liberalism<\/em>) para se referir a essa ordem liberal embutida com preocupa\u00e7\u00f5es sociais que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, diziam respeito \u00e0 sua legitimidade. Nesse sentido, a economia teria sido \u201cpolitizada\u201d, de alguma maneira conectada \u00e0 sociedade e a seus princ\u00edpios, limitando o <em>laissez-faire<\/em> radical que mais tarde re-emergiria no neoliberalismo. Na realidade, os sistemas econ\u00f4micos tendem, historicamente, a se conectar de alguma forma com a \u201cmoral popular\u201d em voga \u2014 um exemplo n\u00e3o t\u00e3o distante \u00e9 a sociedade de corte moderna, onde um t\u00edtulo ou a proximidade com o Rei teria um valor muito maior que o ac\u00famulo de capital, ou mesmo a sociedade medieval e sua moralista proibi\u00e7\u00e3o da usura \u2014 tendo o capitalismo (especialmente em seu est\u00e1gio industrial, a partir de quando ganha for\u00e7a o liberalismo economicista) \u201calienado\u201d a sociedade e seus costumes da esfera econ\u00f4mica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa an\u00e1lise mais detida, percebe-se que o liberalismo nasceu muito mais como uma doutrina pol\u00edtica e filos\u00f3fica, at\u00e9 mesmo moral, em sua defesa intransigente dos direitos do indiv\u00edduo em face do absolutismo mon\u00e1rquico, do que com o sentido economicista que a palavra possui hoje. Karl Polanyi (2013, p. 322), ao comentar sobre a Lei dos Pobres na Inglaterra do s\u00e9culo XIX, pontua que \u201cSer\u00e1 preciso esperar pela d\u00e9cada de 1830 para vermos o liberalismo explodir numa cruzada apaixonada e o <em>laissez-faire<\/em> tornar-se um credo militante\u201d. Ele observa, ainda, que a liberaliza\u00e7\u00e3o radical, longe de ter sido um processo natural da economia, ocorreu sob forte interven\u00e7\u00e3o do Estado \u2014 sua rea\u00e7\u00e3o, paradoxalmente, tamb\u00e9m se deu segundo uma inspira\u00e7\u00e3o puramente pragm\u00e1tica e por vias legais, refreando os del\u00edrios ut\u00f3picos do <em>laissez-faire<\/em>. Seus oponentes n\u00e3o eram o socialismo ou o nacionalismo, mas sim a mir\u00edade de interesses e valores de diversos setores da sociedade que foram afetados por essa liberaliza\u00e7\u00e3o. O liberalismo (econ\u00f4mico radical) era punido por suas pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">As diversas rea\u00e7\u00f5es ao <em>laissez-faire<\/em>, portanto, n\u00e3o se organizavam somente de acordo a interesses ou converg\u00eancias econ\u00f4micos. Polanyi (2013) nota que a desintegra\u00e7\u00e3o do ambiente cultural, da l\u00f3gica dos costumes, provoca rea\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem motiva\u00e7\u00f5es estritamente econ\u00f4micas. \u00c9 inclusive novidade do capitalismo a organiza\u00e7\u00e3o do mundo na forma de uma \u201csociedade de trabalhadores\u201d (ARENDT, 2016), tendo como m\u00e1xima a realiza\u00e7\u00e3o de seu processo vital. Os s\u00e9culos XVII ao XIX ressignificaram o trabalho, que antes era visto como degradante (a palavra trabalho inclusive deriva do latim <em>tripalium<\/em>, um instrumento romano de tortura) e passou a ser dignificante. De fato, Arendt (2016, p. 103) aponta que na antiguidade \u201cTrabalhar significava ser escravizado pela necessidade\u201d. Apenas com John Locke, que \u201cdescobriu que o trabalho \u00e9 a fonte de toda propriedade\u201d (ARENDT, 2016, p. 124), ele elevou-se \u00e0 mais alta posi\u00e7\u00e3o das atividades humanas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p><br \/><strong>o triunfo do mundo moderno sobre a necessidade se deve [&#8230;] ao fato de que o <em>animal laborans<\/em> [animal que trabalha, o homem quando exerce seu processo vital] foi admitido no dom\u00ednio p\u00fablico; e, no entanto, enquanto o <em>animal laborans<\/em> continuar de posse dele, n\u00e3o poder\u00e1 existir um dom\u00ednio p\u00fablico, mas apenas atividades privadas exibidas \u00e0 luz do dia. <\/strong><\/p>\r\n<cite>(ARENDT, 2016, p. 165)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que possa parecer radical a posi\u00e7\u00e3o arendtiana acerca do trabalho, o que ela nos mostra \u00e9 que \u00a0cada \u00e9poca, portanto, dava ao que se convencionou hoje a chamar de economia um significado permeado de valores e expectativas. O <em>laissez-faire <\/em>evidentemente carrega em si uma ontologia e, sobretudo, uma perspectiva da natureza humana: o <em>homo economicus<\/em>. Para al\u00e9m de criticar essa perspectiva, vale ressaltar que o pr\u00f3prio liberalismo encontra uma incoer\u00eancia interna entre sua doutrina pol\u00edtica e sua pr\u00e1tica econ\u00f4mica. Ainda que os cidad\u00e3os gozem de um status de igualdade formal na esfera jur\u00eddica (idealmente na pol\u00edtica), eles passam a distanciar-se das decis\u00f5es econ\u00f4micas, assunto que, pela excessiva cientifiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 visto como pr\u00f3prio de tecnocratas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O neoliberalismo radicaliza essa contradi\u00e7\u00e3o e d\u00e1 a ela um car\u00e1ter de dupla expuls\u00e3o: expulsa a economia dos anseios da sociedade e o cidad\u00e3o da delibera\u00e7\u00e3o (pol\u00edtica) econ\u00f4mica. Nesse sentido, John Ruggie (1982) percebe o \u201cpacto\u201d empreendido no p\u00f3s-Guerra nos pa\u00edses desenvolvidos e que permitiu uma reconcilia\u00e7\u00e3o do liberalismo consigo mesmo, ainda que limitada. Seria ing\u00eanuo dizer que o liberalismo embutido de Ruggie \u00e9 a panaceia do capitalismo em nosso tempo, mas \u00e9 suficiente reparar que ele diminuiu o fosso entre economia e sociedade, tendo promovido um per\u00edodo de relativa estabilidade e prosperidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Ep\u00edtome do neoliberalismo da Escola de Chicago, o chamado \u201cConsenso de Washington\u201d tornou-se a resposta padr\u00e3o para pa\u00edses em desenvolvimento que passavam por dificuldades. Essa pol\u00edtica neoliberal ressuscitou a despolitiza\u00e7\u00e3o da economia e a aliena\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o (especialmente do trabalhador, ainda que a \u00f3tica de uma sociedade de classes seja um tanto que estranha ao liberalismo) da pol\u00edtica econ\u00f4mica. Entretanto, o processo de liberaliza\u00e7\u00e3o se radicaliza, tomando forma de expuls\u00e3o, j\u00e1 que a pol\u00edtica foi substitu\u00edda pela t\u00e9cnica, ou melhor, pela \u201ccompet\u00eancia\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p><br \/><strong> Segundo Marilena Chau\u00ed \u201cA ideologia da compet\u00eancia realiza a domina\u00e7\u00e3o pelo descomunal prest\u00edgio e poder do conhecimento cient\u00edfico-tecnol\u00f3gico, ou seja, pelo prest\u00edgio e poder das ideias cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas\u201d. Dessa maneira, \u00e9 a ideologia prop\u00edcia \u00e0 sociedade do conhecimento, na qual a economia \u00e9 fundada sobre a ci\u00eancia e sobre o dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e das tecnologias (inclusive as de poder). Assim, surge o discurso competente: \u201cn\u00e3o \u00e9 qualquer um que tem o direito de dizer alguma coisa a qualquer outro em qualquer lugar e em qualquer circunst\u00e2ncia\u201d <\/strong><\/p>\r\n<cite>(CHAU\u00cd, 2014, p. 46)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o \u201ccompetente\u201d (que adquire sua compet\u00eancia da for\u00e7a de uma Organiza\u00e7\u00e3o, seja a academia, o Estado, o mercado) intermedia a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo (o \u201cn\u00e3o-competente\u201d) com o mundo, impossibilitando seu acesso pleno \u00e0 delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta vis\u00e3o coloca o neoliberalismo em seu devido lugar: uma ideologia, no sentido estrito do termo, que escamoteia as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o dentro de uma sociedade e substitui a pol\u00edtica \u2014 \u00a0fundada na delibera\u00e7\u00e3o, do latim <em>de liberatio<\/em>, condi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 pode ocorrer em pleno gozo de liberdade, inclusive econ\u00f4mica no sentido de liberdade de subsistir materialmente [o que seria erroneamente classificado pelos ide\u00f3logos neoliberais de \u201cseguran\u00e7a\u201d financeira, individual, n\u00e3o percebendo a necessidade do car\u00e1ter coletivo e sist\u00eamico da no\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a desde, pelo menos, o Leviat\u00e3 de Hobbes], incompat\u00edvel com o <em>laissez-faire<\/em> desmesurado \u2014 pela t\u00e9cnica e pelo saber legitimado. Este \u00e9 o c\u00famulo da despolitiza\u00e7\u00e3o da economia, quando a pr\u00f3pria democracia (liberal!) torna-se irrelevante.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Os p\u00edfios resultados das pol\u00edticas neoliberais nos pa\u00edses em desenvolvimento, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo, colocaram em xeque a ideologia, sendo a Crise de 2008 seu golpe quase final. Entretanto, a supera\u00e7\u00e3o (ou decl\u00ednio) dessa ordem neoliberal, j\u00e1 tida anteriormente como \u201co fim da hist\u00f3ria\u201d, a partir da queda do socialismo real n\u00e3o veio acompanhada de um novo paradigma (ou um \u201cpacto\u201d) econ\u00f4mico e social a n\u00edvel global, como o foi, em certa medida, o \u201cliberalismo embutido\u201d do p\u00f3s-guerra.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse descompasso \u2014 derivado da despolitiza\u00e7\u00e3o da economia e da aliena\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o\/trabalhador da esfera p\u00fablica deliberativa \u2014 foi o combust\u00edvel que permitiu a inflama\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos nacionalistas e em certa medida antiglobalistas cujo mais proeminente exemplo \u00e9 o Trumpismo. Na aus\u00eancia de um novo regime estruturado, os corvos que trazem velhas ideias e que mobilizam afetos subterr\u00e2neos nas popula\u00e7\u00f5es afetadas pelo descalabro neoliberal passam a rodear as tumbas da velha ordem, que ziguezagueia sem ser derrubada e sepultada.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade das coisas \u00e9 que <em>America First <\/em>tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 de forma alguma a solu\u00e7\u00e3o para um mundo que vive a ressaca do neoliberalismo. J\u00e1 \u00e9 evidente a necessidade de repactua\u00e7\u00e3o da ordem global, como teria sido o \u201cliberalismo embutido\u201d, mas com bases mais amplas e metas mais ousadas. O mundo hoje n\u00e3o vive mais na bipolaridade (ou tripolaridade, j\u00e1 que ningu\u00e9m incluiria os pa\u00edses do Sul, sem lan\u00e7ar m\u00e3o de devaneios ret\u00f3ricos de uma solidariedade cultural forjada pela coloniza\u00e7\u00e3o, no Ocidente) da Guerra Fria e \u00e9 decerto muito mais complexo que na segunda metade do s\u00e9culo XX. A China se lan\u00e7a como um novo ator de relev\u00e2ncia global, aderindo de forma <em>sui generis<\/em> aos regimes existentes e sustentando taxas de crescimento muito elevadas, j\u00e1 tendo angariado (ou \u201ccomprado\u201d) v\u00e1rios aliados e admiradores.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria pretensioso \u2014 e seguramente err\u00f4neo \u2014 lan\u00e7ar uma resposta definitiva a este desafio posto. Por\u00e9m nos parece que um novo pacto que preserve os pressupostos economicistas e despolitizados das ordens anteriores estaria fadado a uma desgra\u00e7a talvez ainda maior. Uma ordem Cosmopolita, manifesta atrav\u00e9s de um direito igualmente Cosmopolita criado \u201cem uma sociedade mundial constitu\u00edda democraticamente (que n\u00e3o precisa ela mesma assumir qualidades estatais)\u201d (HABERMAS, 2012, p. 30), deve ser a perspectiva civilizat\u00f3ria fundante de um mundo reconciliado com seus cidad\u00e3os. Afinal, trata-se de preservar o car\u00e1ter humano dos sistemas e regimes econ\u00f4micos que, al\u00e9m de permitir sua legitima\u00e7\u00e3o, permite a repactua\u00e7\u00e3o social e a politiza\u00e7\u00e3o (isto \u00e9, de inclus\u00e3o permanente na esfera deliberativa) desses sistemas e regimes. Apenas a constante reitera\u00e7\u00e3o de suas bases sociais, deliberada numa esfera p\u00fablica mais universal poss\u00edvel, pode garantir uma subsist\u00eancia prolongada de um pacto social; se for novamente imposto pela for\u00e7a ou pelas armas, com ideologias criadas em gabinetes reclusos, invariavelmente sofrer\u00e1 desgaste de legitima\u00e7\u00e3o pela hist\u00f3ria. \u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Prop\u00f5e-se, de fato, uma solu\u00e7\u00e3o radicalmente popular e democr\u00e1tica, baseada na igualdade e na capacidade deliberativa de todo indiv\u00edduo (por isso, de alguma forma, pr\u00f3xima do liberalismo enquanto doutrina pol\u00edtica), por\u00e9m todo imp\u00e9rio perecer\u00e1; e tamb\u00e9m toda ideologia, paradigma, sistema e regime. Mesmo assim, a renova\u00e7\u00e3o do mundo humano, composto tanto pelo artif\u00edcio (a \u201cobra de nossas m\u00e3os\u201d) quanto pela a\u00e7\u00e3o (elemento humano e, portanto, pol\u00edtico do mundo), \u00e9 permitida pelo fato mais b\u00e1sico da continuidade da prolongada exist\u00eancia humana: a natalidade. Todos os ditadores nasceram, todos os revolucion\u00e1rios tamb\u00e9m. \u201cA cada novo nascimento, um novo come\u00e7o surge para o mundo, um novo mundo em potencial passa a existir\u201d (ARENDT, 2012, p. 354).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, Hannah. <strong>A Condi\u00e7\u00e3o Humana<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Forense Universit\u00e1ria, 2013.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <strong>Origens do totalitarismo:<\/strong> antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">CHAU\u00cd, Marilena. <strong>A ideologia da compet\u00eancia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Aut\u00eantica, 2014.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">HABERMAS, J\u00fcrgen.\u00a0<strong>Sobre a constitui\u00e7\u00e3o da Europa<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, 2012.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">POLANYI, Karl. <strong>A grande transforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2013.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">RUGGIE, John Gerard. International regimes, transactions, and change: embedded liberalism in the postwar economic order. <strong>International organization<\/strong>, v. 36, n. 2, p. 379-415, 1982.<\/p>\r\n<div id=\"blogd-1164484668\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">SASSEN, Saskia. <strong>Expuls\u00f5es<\/strong>: Brutalidade e complexidade na economia global. S\u00e3o Paulo: Paz &amp; Terra, 2016.<\/p>\r\n\r\n\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o decl\u00ednio do Estado de Bem-Estar Social, na d\u00e9cada de 1970, ganhou for\u00e7a nos c\u00edrculos acad\u00eamicos e dos tomadores de decis\u00e3o a doutrina do neoliberalismo como paradigma de desenvolvimento, especialmente para Am\u00e9rica do Sul. 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