{"id":34203,"date":"2019-11-26T17:33:32","date_gmt":"2019-11-26T20:33:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=34203"},"modified":"2020-02-26T14:45:33","modified_gmt":"2020-02-26T17:45:33","slug":"cronica-do-pesadelo-da-noite-infinita-por-andre-pomponet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2019\/11\/26\/cronica-do-pesadelo-da-noite-infinita-por-andre-pomponet\/","title":{"rendered":"&#8220;Cr\u00f4nica do pesadelo da noite infinita&#8221;, por Andr\u00e9 Pomponet"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34208\" src=\"http:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/download-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/download-1.jpeg 474w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/download-1-170x113.jpeg 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/download-1-346x231.jpeg 346w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/p>\n<div id=\"blogd-1951269048\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.sefaz.feiradesantana.ba.gov.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (6)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-6.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">por Andr\u00e9 Pomponet*<\/span><\/i><\/p><div id=\"blogd-382396893\" class=\"blogd-conteudo-2-mobile blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/feirenses.com.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"feirenses\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png 300w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-170x45.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-280x74.png 280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" class=\"no-lazyload\" width=\"300\" height=\"79\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Saiu. Era noite. Nunca andara em noite como aquela, n\u00e3o conhecia a sensa\u00e7\u00e3o. Mas foi.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dobrou \u00e0 direita, enveredou por vias tortuosas. Logo adiante se deparou com um tumulto. Curiosos examinavam a cena do crime. No ch\u00e3o, incont\u00e1veis c\u00e1psulas de diversos calibres de armamento sofisticado. Sangue respingado manchava a parede \u00e1spera e uma po\u00e7a coagulara na poeira sobre o cal\u00e7amento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013\u00a0 Esse \u00e9 o destino dos \u00edmpios, daqueles que cultivam a sabedoria dos homens \u2013 vociferava um pardo de camisa social devidamente abotoada, cal\u00e7a vincada e impec\u00e1veis sapatos lustrosos. Empunhava o Velho Testamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Mataram um comunista \u2013 murmuravam aqueles que examinavam, m\u00f3rbidos, a cena do crime.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O corpo j\u00e1 fora recolhido: n\u00e3o convinha que ficasse exposto ali. Mas esqueceram a prova do crime: a mochila coalhada de literatura subversiva. \u201cFilosofia ou sociologia\u201d, cochichavam, alarmados, os retardat\u00e1rios que teimavam na esquina tr\u00e1gica. O vento quente espalhava as p\u00e1ginas daquelas publica\u00e7\u00f5es sacr\u00edlegas: p\u00e9s piedosos trataram de destruir os impressos sat\u00e2nicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando as vozes se ergueram entoando uma ora\u00e7\u00e3o para exaltar os que apertaram o gatilho, seguiu adiante. Continuou avan\u00e7ando \u00e0 direita, envolto na escurid\u00e3o indevass\u00e1vel daquela noite. As luzes, fugidias, sequer insinuavam que as trevas compactas pudessem se dissipar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quando quase esbarrou no grupo que se encaminhava para o centro da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fei\u00e7\u00f5es col\u00e9ricas, \u00f3dio nos olhos vidrados, l\u00e1bios repuxados por uma raiva indisfar\u00e7\u00e1vel. Eram v\u00e1rios. Empunhavam soqueiras bojudas, camuflavam correntes de bicicleta nos bolsos largos das bermudas, escondiam afiados punhais nas cinturas, mas os porretes lustrosos iam entre os dedos crispados. Nem se preocupavam em disfar\u00e7\u00e1-los.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Iam ca\u00e7ar travestis no centro da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Comentavam que a quantidade deca\u00edra. Mas aqueles iam perscrutar todos os becos e vielas, varar avenidas, vasculhar as barracas dos camel\u00f4s nos cal\u00e7ad\u00f5es. Se fossem felizes, no dia seguinte um cad\u00e1ver desfigurado amanheceria repousando nalguma montanha de lixo. Quando n\u00e3o achavam travestis, trucidavam prostitutas. Mulher sozinha \u2013 e com as pernas de fora \u2013 depois costumava exibir verg\u00f5es quando se deparava com uma dessas patrulhas. V\u00e1rias tiveram o rosto desfigurado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ficou assustado, mas disfar\u00e7ou o temor. Nas regi\u00f5es mais desenvolvidas do Pa\u00eds, os perseguidos eram seus conterr\u00e2neos, a gente do Norte. Amarrou o passo, porque nessa noite era temer\u00e1rio reagir. Enveredou por uma rua lateral, discreta, pouco frequentada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Vai querer o qu\u00ea? O fumo ou o p\u00f3? \u2013 N\u00e3o viu o molecote que emergiu de uma viela escura, estreita, que exalava um repugnante odor de esgoto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o queria nada e o molecote puxou um velho rev\u00f3lver calibre 38 da cintura: por ali ele n\u00e3o podia passar. Aquilo tinha dono, s\u00f3 entrava fregu\u00eas. Gaguejou umas desculpas e foi se afastando de costas, porque o cano enferrujado podia cuspir um proj\u00e9til fatal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 &#8230; Deu foi sorte. O patr\u00e3o \u00e9 da mil\u00edcia, t\u00e1 circulando a\u00ed. Se fosse ele&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Deu azar: cinco minutos depois encontrou a mil\u00edcia numa rua deserta, de matagais intrincados. Circulavam num carro roubado. Os fuzis despontavam nas janelas. Viajavam despreocupados, os bra\u00e7os largos pendendo das janelas. Nem pestanejaram, foram logo descendo, puxando pistolas autom\u00e1ticas, mandando ficar quieto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Documento, documento \u2013 gritaram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Que caralho tu veio fazer aqui? Indagaram, depois do exame minucioso dos papeis. O dinheiro que descansava na sua carteira foi parar no bolso do mais forte, que mesmo \u00e0 noite exibia \u00f3culos escuros. Na revista, retiraram o aparelho celular do seu bolso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Tu n\u00e3o \u00e9 da imprensa, n\u00e3o? \u2013 Tirou os \u00f3culos e os olhos cintilaram de \u00f3dio, mesmo na noite sem estrelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Que fazer? Insinuou que era conservador. Pacato. Apol\u00edtico. Quase um alienado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 Dessa vez vamo te liberar. Mas essa \u00e1rea \u00e9 nossa, t\u00e1 sabendo? Some !!!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi trope\u00e7ando na escurid\u00e3o e s\u00f3 sossegou quando uma profus\u00e3o de luzes se insinuou \u00e0s margens de uma avenida larga. Nem percebeu que passou pelo trecho de mata aonde desovavam os corpos dos jovens negros. \u00c0s vezes, dois ou tr\u00eas numa mesma madrugada. M\u00e3os amarradas, sinais de sev\u00edcias. Diziam, sempre, que eram marginais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A profus\u00e3o de luzes conduzia ao gigantesco painel que estampava a imagem do Farol dos Povos. O L\u00edder s\u00e1bio de venera\u00e7\u00e3o impositiva. O Patriota. O Redentor. E ele estava l\u00e1, reluzente, com o olhar vazio, os l\u00e1bios insignificantes e os dentes tortos&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8230;Acordou com um grito que reverberou pelas paredes do quarto: fora um pesadelo!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Levantou. Bebeu o resto da \u00e1gua gelada na geladeira. Esvaziou a garrafa. Decidiu beber na torneira mesmo, encostou a boca, engolia com goles ruidosos. Respirou, arquejando, o suor escorrendo em gotas espessas pelo rosto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi um pesadelo. Ou n\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhou a cidade plana que se estendia a partir da janela do terceiro andar. L\u00e1 fora, a madrugada densa. E sentiu, desanimado, que a luz para dissipar aquela escurid\u00e3o poderia demorar muito&#8230;\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"blogd-4263022157\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p><em><strong>*Andr\u00e9 Pomponet \u00e9 jornalista<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Andr\u00e9 Pomponet* Saiu. Era noite. Nunca andara em noite como aquela, n\u00e3o conhecia a sensa\u00e7\u00e3o. Mas foi. Dobrou \u00e0 direita, enveredou por vias tortuosas. Logo adiante se deparou com um tumulto. Curiosos examinavam a cena do crime. No ch\u00e3o, incont\u00e1veis c\u00e1psulas de diversos calibres de armamento sofisticado. 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