{"id":36932,"date":"2020-04-07T00:03:15","date_gmt":"2020-04-07T03:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=36932"},"modified":"2020-04-22T13:39:26","modified_gmt":"2020-04-22T16:39:26","slug":"o-fim-de-uma-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/04\/07\/o-fim-de-uma-era\/","title":{"rendered":"O fim de uma era"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-692547394\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Como posso convencer a minha mulher de que, enquanto olho pela janela, estou a trabalhar? \u2014 perguntava-se Joseph Conrad no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. Eu, em vez disso, pergunto-me: como posso explicar \u00e0 minha filha que, quando olho pela janela, vejo o fim de uma era?<\/p>\n<p>A era em que ela nasceu, mas que n\u00e3o conhecer\u00e1, a era do mais longo e distra\u00eddo per\u00edodo de paz e prosperidade desfrutado na hist\u00f3ria da Humanidade.<\/p>\n<p>Vivo em Mil\u00e3o, at\u00e9 ontem a mais evolu\u00edda, rica e brilhante cidade de It\u00e1lia, uma das mais desejadas do mundo. A cidade da moda, do design, da Expo.<\/p>\n<p>A cidade do aperitivo, que deu ao mundo o Negroni Sbagliato e a happy hour e que hoje \u00e9 a capital mundial do Covid-19, a capital da regi\u00e3o que, sozinha, soma trinta mil cont\u00e1gios confirmados e tr\u00eas mil mortos.<\/p>\n<p>Uma taxa de mortalidade de 10 por cento, os caix\u00f5es empilhados \u00e0 frente dos pavilh\u00f5es dos hospitais, uma pestil\u00eancia vaporosa que paira sobre as torres da sua catedral como sobre as cidades amaldi\u00e7oadas das antigas trag\u00e9dias gregas.<\/p>\n<p>As sirenes das ambul\u00e2ncias tornaram-se na banda sonora dos nossos dias; as nossas noites s\u00e3o atormentadas por homens adultos que choramingam no sono: \u201cO que \u00e9, sentes-te bem?\u201d. \u201cNada, n\u00e3o \u00e9 nada, volta a dormir\u201d.<\/p>\n<p>Milhares de amigos, parentes e conhecidos seus tossem at\u00e9 cuspir sangue, sozinhos, fora de todas as estat\u00edsticas e sem qualquer assist\u00eancia, nas camas dos seus est\u00fadios decorados por arquitetos de renome.<\/p>\n<p>Se, neste momento, olhar pela janela, vejo uma pobre loja de conveni\u00eancia gerida com admir\u00e1vel dilig\u00eancia por imigrantes cingaleses.<\/p>\n<p>At\u00e9 ontem, era uma singular anomalia neste bairro semi-central e, ao seu modo elegante, uma nota dissonante.<br \/>\nHoje \u00e9 um lugar de peregrina\u00e7\u00e3o. Na fila para o p\u00e3o em frente \u00e0s suas vitrinas despidas, vejo homens e mulheres que at\u00e9 ontem o desdenhavam por n\u00e3o ter a sua marca preferida de farelo.<\/p>\n<p>Ficam, apoiados pela disciplina do des\u00e2nimo, a um metro de dist\u00e2ncia uns dos outros, ao mesmo tempo amea\u00e7adores e amea\u00e7ados, com m\u00e1scaras improvisadas, feitas de peda\u00e7os de tecido com os quais, at\u00e9 ontem, protegiam as plantas ex\u00f3ticas do seu roof garden, gazes desfiadas penduradas nos seus rostos com a melancolia mole dos restos de uma era acabada.<\/p>\n<p>Vejo estes homens e estas mulheres tristes, incongruentes consigo mesmos. Olho-os. N\u00e3o tenho nenhuma inten\u00e7\u00e3o de os diminuir ou de tro\u00e7ar deles.<\/p>\n<p>S\u00e3o homens e mulheres adultos, contudo por cima das m\u00e1scaras mostram o olhar assustado das crian\u00e7as carenciadas. Chegaram totalmente despreparados ao seu encontro com a hist\u00f3ria e, no entanto, precisamente por este motivo, s\u00e3o homens e mulheres corajosos.<\/p>\n<p>Fizeram parte do peda\u00e7o mais abastado, protegido, longevo, bem vestido, nutrido e cuidado da Humanidade a pisar a face da Terra e, agora, na casa dos cinquenta, est\u00e3o na fila do p\u00e3o.<\/p>\n<p>A sua aprendizagem na vida foi uma longa aprendizagem da irrealidade televisiva.<\/p>\n<p>Tinham vinte anos quando assistiram, a partir das suas salas de estar, \u00e0 primeira guerra da hist\u00f3ria humana em direto na televis\u00e3o, trinta quando foram alvejados atrav\u00e9s dos televisores pelo terror midi\u00e1tico, quarenta quando a odisseia dos condenados da terra aterrou nas praias das suas f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Todos encontros fat\u00eddicos que n\u00e3o poderiam perder. As grandes cenas da sua exist\u00eancia foram consumidas em eventos midi\u00e1ticos, foram guerreiros de sala, banhistas nas praias dos migrantes, veteranos traumatizados pelas noites passadas em frente \u00e0 televis\u00e3o. E agora est\u00e3o na fila do p\u00e3o.<\/p>\n<p>A sua inf\u00e2ncia foi uma mang\u00e1 japonesa, a sua juventude uma festa de piscina \u2014 lembram-se? Era s\u00e1bado \u00e0 noite e \u00edamos a uma festa; era sempre s\u00e1bado \u00e0 noite e \u00edamos sempre a uma festa \u2014, a sua idade adulta \u00e9 um tributo a uma trindade insossa e feroz: o frenesi do trabalho, os ver\u00f5es no outlet, o sublime do spa.<\/p>\n<p>Viveram bem, melhor do que qualquer outra pessoa, mas quanto mais viviam mais inexperientes eram na vida: nunca conheceram o terror da guerra, nunca foram tocados pelo sentimento tr\u00e1gico da exist\u00eancia, nunca uma quest\u00e3o sobre o seu lugar no universo.<\/p>\n<p>E agora, aos cinquenta anos, com os cabelos j\u00e1 brancos, o abd\u00f4men prolapso e a \u00e2nsia que lhes incomoda os pulm\u00f5es, est\u00e3o na fila do p\u00e3o.<\/p>\n<p>Turistas compulsivos, correram o mundo sem nunca sair de casa e agora a sua casa marca para eles os limites do mundo; sofreram quase s\u00f3 dramas interiores e agora o drama da hist\u00f3ria catapulta-os para a linha de fogo de uma pandemia global; t\u00eam uma casa na praia e um telefone de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, mas agora est\u00e3o na fila do p\u00e3o; tiveram mais c\u00e3es do que filhos e agora arriscam as suas vidas para levar o seu poodle a mijar.<\/p>\n<p>Olho-os da janela do meu est\u00fadio enquanto escrevo.<\/p>\n<p>Observo-os enquanto o n\u00famero de mortes sobe para quatro mil, enquanto a abcissa do cont\u00e1gio cresce exponencialmente, enquanto sustenho a respira\u00e7\u00e3o para n\u00e3o inalar o ar do tempo.<\/p>\n<p>Olho-os e compade\u00e7o-me deles porque foram a gera\u00e7\u00e3o mais sortuda da hist\u00f3ria humana, mas, depois, tocou-lhes viver o fim do seu mundo justamente quando come\u00e7aram a ficar demasiado velhos para esperar um mundo vindouro.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ter\u00e3o de o fazer. E o far\u00e3o, estou seguro. V\u00e3o ter de imaginar o mundo que t\u00eam sido obrigados a experimentar nestes dias: um mundo que se questiona sobre como educar os pr\u00f3prios filhos, sobre como preservar um ar respir\u00e1vel, sobre como cuidar de si e dos outros.<\/p>\n<p>Uma era acabou, outra come\u00e7ar\u00e1.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Hoje estamos na fila para o p\u00e3o. Hoje os jornais titulam: resiste, Mil\u00e3o! E Mil\u00e3o resiste.<\/p>\n<p>Lan\u00e7o um \u00faltimo olhar pela janela sobre os meus contempor\u00e2neos dos cinquenta anos, os meus concidad\u00e3os milaneses, os meus rapazes repentinamente envelhecidos: como s\u00e3o grandes e pat\u00e9ticos com os seus t\u00eanis de corrida e as suas m\u00e1scaras cir\u00fargicas.<\/p>\n<p>Tenho piedade, compreendo-os, compade\u00e7o-me deles. Dentro de alguns segundos estarei na fila junto deles.\u201d<\/p>\n<p><em>Antonio Scurat \u00e9 professor de Lingu\u00edstica e Comunica\u00e7\u00e3o na Universidade de Mil\u00e3o. Com o livro \u201cM \u2013 O filho do s\u00e9culo\u201d, Scurat ganhou o Pr\u00eamio Strega, o mais importante da literatura italiana.<\/em><\/p>\n<div id=\"blogd-2737667301\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: observador.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como posso convencer a minha mulher de que, enquanto olho pela janela, estou a trabalhar? \u2014 perguntava-se Joseph Conrad no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. Eu, em vez disso, pergunto-me: como posso explicar \u00e0 minha filha que, quando olho pela janela, vejo o fim de uma era? 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