{"id":38329,"date":"2020-06-07T17:25:38","date_gmt":"2020-06-07T20:25:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=38329"},"modified":"2020-06-11T00:03:11","modified_gmt":"2020-06-11T03:03:11","slug":"o-trabalho-pioneiro-de-rollie-poppino-em-feira-de-santana-e-a-canonizacao-de-sua-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/06\/07\/o-trabalho-pioneiro-de-rollie-poppino-em-feira-de-santana-e-a-canonizacao-de-sua-obra\/","title":{"rendered":"O trabalho pioneiro de Rollie Poppino em Feira de Santana"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-285060733\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.sefaz.feiradesantana.ba.gov.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (6)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-6.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Em dias t\u00e3o tr\u00e1gicos, como os que passamos agora, devido \u00e0 pandemia mundial do coronav\u00edrus e seus desdobramentos, ler um texto que faz refer\u00eancia \u00e0 Hist\u00f3ria e a Mem\u00f3ria de Feira de Santana \u00e9 reconfortante. Ainda mais, quando esse texto trata de um tema sobre o qual venho me dedicando h\u00e1 algum tempo. Os historiadores t\u00eam essa possibilidade de recorrer aos rastros de vida deixados pelos que j\u00e1 se foram, para criar novas perguntas sobre as experi\u00eancias no presente. Se ela n\u00e3o conseguir responder a contento, tem como virtude distrair (Marc Bloch) e o exerc\u00edcio da d\u00favida sobre as vers\u00f5es apresentadas se torna ainda mais interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, cabe a n\u00f3s discutir o fascinante mundo das mem\u00f3rias que se criam sobre os acontecimentos do passado e nos inquietam hoje, atrav\u00e9s do ato de lembrar. As lembran\u00e7as s\u00e3o essa incr\u00edvel compet\u00eancia humana de refor\u00e7ar pontos do cruzamento dos tempos idos com o que desejamos que seja marcado agora, e assim, refundamos novos momentos para o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refiro-me ao texto \u201c<span style=\"text-decoration: underline; color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff; text-decoration: underline;\" href=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/04\/23\/dia-mundial-do-livro-e-feira-de-santana-de-rollie-poppino\/\">Dia Mundial do Livro e \u2018Feira de Santana\u2019 de Rollie Poppino<\/a><\/span>\u201d, no Blog da Feira do \u00faltimo dia 23. Na verdade, a nota de Janio Rego reproduziu a narrativa feita em 2018 sobre o cinquenten\u00e1rio da publica\u00e7\u00e3o \u201cFeira de Santana\u201d, fruto da tese do autor californiano Rollie Edward Poppino, escrita em 1953, publicada em 1968 e tomada por muitos como principal refer\u00eancia para o estudo da hist\u00f3ria do munic\u00edpio. O registro do jornalista tencionou para que algo fosse feito em prol da mem\u00f3ria a respeito do pr\u00f3prio autor e do livro. A reclama\u00e7\u00e3o surtiu resultado. Uma rua recebeu o nome de Rollie Poppino, em homenagem ao historiador<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em 2018, <a href=\"http:\/\/www.tribunafeirense.com.br\/noticias\/28568\/cinquentenario-de-%C2%93feira-de-santana%C2%94-de-rollie-poppino.html\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff; text-decoration: underline;\">Andr\u00e9 Pomponet escreveu sobre o livro, na Tribuna Feirense<\/span><\/span><\/a>, dois meses antes da mudan\u00e7a do nome da rua e prop\u00f4s algo rico: uma reedi\u00e7\u00e3o do texto do norte-americano<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, que, na \u00e9poca, foi editado na UFBA e produzido pela editora Itapu\u00e3. A retomada da discuss\u00e3o sobre o papel de Poppino ao visitar Feira de Santana, uma poss\u00edvel reedi\u00e7\u00e3o do texto e as evoca\u00e7\u00f5es sobre seu nome nos levam a algumas inquieta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que para ser celebrado como fonte incontest\u00e1vel para as refer\u00eancias da hist\u00f3ria de Feira, Poppino e seu livro poderia ser retomado como objeto de estudo em si, tanto a obra, como o autor, as mem\u00f3rias que fundou, a conjuntura de sua escrita, em interc\u00e2mbio intelectual entre o Brasil e os Estados Unidos em 1951-1953.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o original da tese, \u201cPrincess of the Sert\u00e3o: A history of Feira de Santana\u201d, defendida em Stanford em 1953, est\u00e1 dispon\u00edvel nos arquivos da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Davis, local onde Poppino trabalhou posteriormente, a partir de 1961, como diretor do Departamento de Hist\u00f3ria. O texto original, inclusive, j\u00e1 foi disponibilizado em formato digital, segundo <a href=\"http:\/\/oliveiradimas.blogspot.com\/2018\/03\/tese-de-doutorado-de-rollie-e-poppino.html\">Dimas Oliveira<\/a><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, atrav\u00e9s de Carlos Brito e da Funda\u00e7\u00e3o Senhor dos Passos, a algumas institui\u00e7\u00f5es locais, como a UEFS. Mas esse acesso poderia ser maior. Alguns n\u00fameros da edi\u00e7\u00e3o de 1968 ainda circulam nas bibliotecas de Feira de Santana e da Bahia e talvez uma reedi\u00e7\u00e3o refrigerasse o debate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se sabe, o estudo realizado por Rollie E. Poppino foi fruto do acordo bilateral entre a Universidade de Col\u00fambia em Nova York, pela via da cria\u00e7\u00e3o do Programa de Estudos Sociais Estado da Bahia, montado em 1950 pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, no ent\u00e3o governo de Ot\u00e1vio Mangabeira. Segundo Janio Rego e outros atestaram, pouco se sabe sobre sua estadia em Feira de Santana. At\u00e9 ent\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es de particulares sobre a recep\u00e7\u00e3o de Poppino demonstram um acolhimento positivo do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas informa\u00e7\u00f5es circulam na m\u00eddia sobre o tema, mas podemos destacar mais outras. As men\u00e7\u00f5es feitas, nos documentos do Projeto Col\u00fambia, a estudantes bolsistas, auxiliares de pesquisa, apontam para o suporte que elas ofertaram ao programa baiano, indo a campo para fazer a coleta de dados. Na maioria das vezes, esses homens que vieram para o interior da Bahia<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> n\u00e3o adentravam as resid\u00eancias para fazer anota\u00e7\u00f5es e question\u00e1rios, mas deixavam essas tarefas para as mulheres, que tamb\u00e9m garimpavam os materiais nos arquivos. Ficava mais f\u00e1cil, em uma sociedade de heran\u00e7a patriarcal como a nossa, receber as \u201cmo\u00e7as\u201d do projeto do que o pesquisador, diretamente e aqui fica uma quest\u00e3o sobre o modo de trabalho nos arquivos e por onde o autor caminhou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, disp\u00f4s dos materiais de outros arquivos e de acervos particulares. Boa parte do material utilizado, como exemplares de jornais feirenses (Poppino recorreu muitas vezes aos editoriais celebrativos do Jornal Folha do Norte e \u00e0s colunas sobre cultura local) est\u00e3o hoje sob guarda da sua cole\u00e7\u00e3o particular, em Davis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poppino havia chegado em Salvador com sua companheira, Lois Lamberson Poppino, que precisou viajar de volta por conta do nascimento do primeiro filho do casal. Frequentou as reuni\u00f5es do projeto como estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o financiado, principalmente, pela recent\u00edssima Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Bahia (FDC-BA) e por ag\u00eancias privadas norte-americanas que ofereceram alguns recursos. Mas \u00e9 fato que, a maior parte dos custos vieram da pr\u00f3pria secretaria, na Bahia. A FDC era uma esp\u00e9cie de instrumento pioneiro no Brasil nesse sentido e patrocinou a estadia desses pesquisadores, os equipamentos utilizados, os recursos internos das viagens de campo e afins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre a articula\u00e7\u00e3o feita por Carlos Valadares. O prefeito da cidade era Almachio Alves Boaventura, lideran\u00e7a que sofreu grande oposi\u00e7\u00e3o entre os vereadores, devido aos conflitos internos por reconhecimento de alian\u00e7as e da forma\u00e7\u00e3o de frentes de disputa pelo poder na C\u00e2mara, que inaugurava suas sess\u00f5es. Uma das querelas locais era a tens\u00e3o que havia em reconhecer-se Ot\u00e1vio Mangabeira como l\u00edder no estado e seu projeto de interioriza\u00e7\u00e3o dos dom\u00ednios pol\u00edticos do governo. Para esse projeto, o governo da Bahia precisou articular acordos com representantes da UDN e do PSD em grandes cidades do estado. O ent\u00e3o deputado feirense Carlos Valadares, que se tornou l\u00edder da Assembleia Legislativa da Bahia, assumiu o cargo de governador algumas vezes, a despeito do estado de sa\u00fade de Ot\u00e1vio Mangabeira, e acabou se tornando um dos grandes respons\u00e1veis pela chegada de Poppino a Feira de Santana. Segundo os registros da minha pesquisa, Valadares recebeu Thales de Azevedo e Rollie Poppino em sua resid\u00eancia, em Salvador, para tratar do assunto. Depois de feitas as devidas apresenta\u00e7\u00f5es, Poppino ainda permaneceu um tempo em Salvador, at\u00e9 que organizasse o in\u00edcio da pesquisa, contando com Valadares para fazer as apresenta\u00e7\u00f5es em Feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O destino de pesquisa que Poppino escolheu era uma esp\u00e9cie de objeto-chave para discuss\u00e3o da economia do interior do estado. Quando Poppino veio a Feira de Santana, a cidade era uma parada obrigat\u00f3ria para viajantes que pretendiam chegar a Salvador, que fincavam estadias e dormida no local, at\u00e9 que retomassem seu percurso at\u00e9 a capital da Bahia. A recep\u00e7\u00e3o aos migrantes nordestinos j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o celebrada, quando chegavam \u00e0s centenas para procurar trabalho, ou terminavam por se estabelecer nos mercados de rua da cidade, somando for\u00e7as ao contingente de desabrigados, quando migravam na verdade para outras regi\u00f5es do pa\u00eds. Era uma preocupa\u00e7\u00e3o do governo da Bahia, que contou com o suporte de sua Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, organizar os estudos do Projeto Col\u00fambia, em favor da produ\u00e7\u00e3o de respostas pr\u00e1ticas e r\u00e1pidas para a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do estado. Feira de Santana passou a figurar como um dos focos da aten\u00e7\u00e3o daqueles investimentos e poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Treinado em l\u00ednguas latinas pelos programas estrat\u00e9gicos norte-americanos de Guerra, dedicou-se ao estudo da Am\u00e9rica Latina e do Brasil, seguindo depois uma trajet\u00f3ria de diplomata e historiador, ao trabalhar como funcion\u00e1rio de pesquisa do Departamento de Estado. Essas e outras tantas informa\u00e7\u00f5es sobre sua vida nos fizeram suspeitar que Poppino teria atuado na Bahia a partir das demandas norte-americanas de pesquisa voltadas para a pol\u00edtica externa, o que podemos considerar at\u00e9 ent\u00e3o como v\u00e1lido, caso n\u00e3o pensemos que este intento era \u00fanica e exclusivamente o motivo de sua chegada aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de sua carreira como funcion\u00e1rio do Departamento, produziu textos espec\u00edficos sobre a pol\u00edtica externa brasileira nos anos 1960 e 1970, em revistas especializadas (sobre Hist\u00f3ria e sobre rela\u00e7\u00f5es internacionais), a edi\u00e7\u00e3o de um livro sobre o comunismo na Am\u00e9rica Latina (1963), o ensaio <em>Brazil: The Land and People<\/em> e outros artigos, que se tornam ind\u00edcios claros do tipo de conhecimento que o brasilianista organizou. Poppino seguiu os passos de alguns cientistas pol\u00edticos de sua gera\u00e7\u00e3o que reproduziram o anticomunismo em suas narrativas sobre o Brasil e sobre a Am\u00e9rica Latina. \u00a0Podemos dizer, nesse caso, que o trabalho que realizou estava muito pr\u00f3ximo da produ\u00e7\u00e3o do Departamento de Estado e do tipo de an\u00e1lise das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais que ficaram ao lado do \u201cregime autorit\u00e1rio\u201d, ou, na palavra dos historiadores que analisaram a quest\u00e3o de outro modo, a ditadura, que se instalou a partir de 1964 no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ao tratar especificamente de sua vinda \u00e0 Bahia, n\u00e3o \u00e9 esse \u201ctipo\u201d de americanismo que encontramos. \u00c9 preciso ver que o imperialismo norte-americano fez parte da trajet\u00f3ria de Rollie Poppino em outros termos. Foi uma via de m\u00e3o dupla. Na sua visita, n\u00e3o ocasional, aos estudos planejados pelos intelectuais baianos dos anos 1950, o jovem Rollie Poppino ainda estava reunindo experi\u00eancias de viagens ao seu curr\u00edculo. Naquele momento, n\u00e3o podemos dizer que a chegada do autor foi, por si s\u00f3, um ato \u201camericanista\u201d. \u00c9 preciso olhar internamente para verificar o americanismo que o trouxe a Feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontramos sim, um movimento pr\u00f3-americano, com ra\u00edzes dom\u00e9sticas, entre os intelectuais que o convidaram e que parece ser o mesmo que se reverbera entre os que at\u00e9 hoje evocam as mem\u00f3rias de seu trabalho como um exemplo sacralizado de narrativa da hist\u00f3ria de Feira de Santana. A presen\u00e7a do americanismo na Bahia pode ser creditada aos atos de An\u00edsio Teixeira, associado aos de modelos de educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Col\u00fambia, ou do aumento dos acordos com os Estados Unidos no governo de Ot\u00e1vio Mangabeira \u2013 que envolve remessas de d\u00f3lares, compra de trigo e outros \u2013 mas eu prefiro demarcar sua forte influ\u00eancia no modo como acreditou-se que um olhar \u201cestrangeiro\u201d seria o mais autorizado para abra\u00e7ar a causa da pesquisa sobre as tradi\u00e7\u00f5es comerciais de Feira de Santana e sua import\u00e2ncia para a economia do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal comportamento foi muito presente nas d\u00e9cadas de 1950, 1960, 1970, quando as ci\u00eancias sociais no Brasil demarcavam seu espa\u00e7o nos circuitos acad\u00eamicos internacionais, mais permaneceu como influ\u00eancia na escuta da opini\u00e3o dos \u201cbrasilianistas\u201d e ainda hoje incomoda, de certa forma, os pesquisadores que chegam ao Brasil embebidos dessa imagem de autoriza\u00e7\u00e3o de sua fala como sendo superior \u00e0s conclus\u00f5es internas de interpreta\u00e7\u00e3o da realidade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dado o seu devido reconhecimento (produzi um cap\u00edtulo inteiro da tese para discutir o livro sobre Feira de Santana), j\u00e1 h\u00e1 in\u00fameros trabalhos que se esfor\u00e7aram em ampliar, superar, criticar e revisitar aquilo que foi dito no livro de Poppino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A riqueza de seu trabalho \u00e9 ineg\u00e1vel. Poppino colocou Feira de Santana em um circuito internacional de estudos sobre a hist\u00f3ria da pecu\u00e1ria e da interioriza\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, inaugurou preocupa\u00e7\u00f5es sobre os modos de vida no Sert\u00e3o da Bahia e as fronteiras da regi\u00e3o do Agreste, fez um esfor\u00e7o consider\u00e1vel em caracterizar a produ\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es de trabalho locais, tudo isso em um \u00fanico volume, ou numa tese. Foi utilizado em diversos documentos oficiais de Feira de Santana, como o planejamento urbano de 1969 e as avalia\u00e7\u00f5es posteriores e deu suporte, inclusive, para in\u00fameras quest\u00f5es de pesquisa que foram levantadas no campo da Hist\u00f3ria, da Geografia, Economia, enfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As principais quest\u00f5es dirigidas a seu trabalho ocorrem fundamentalmente por causa das metodologias aplicadas para observa\u00e7\u00e3o da realidade local na \u00e9poca. Ali\u00e1s, essa metodologia foi muito importante em revelar o papel regional do Munic\u00edpio ou que, para estudar Feira de Santana, \u00e9 inicialmente decisivo conhecer a sua zona rural. Mas os \u201cestudos de comunidade\u201d avaliavam a realidade de maneira homog\u00eanea, refutando as abordagens que pudessem partir da observa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais a partir de conflitos. O olhar de Poppino cristalizou alguns estere\u00f3tipos do mundo do trabalho a partir de modelos e j\u00e1 se foi dito tamb\u00e9m que o autor silenciou a exist\u00eancia das religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 crucial dizer que a sua validade, finalmente, enquanto documento, \u00e9 principalmente reconhecida pela din\u00e2mica de discuss\u00e3o que pode proporcionar e n\u00e3o pela sua canoniza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 certo ainda que possamos dizer que haja uma \u201chistoriografia feirense\u201d, mas j\u00e1 h\u00e1 uma quantidade expressiva de trabalhos sobre a Hist\u00f3ria de Feira de Santana, focando em sujeitos diversos e assim, em v\u00e1rios programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, inclusive alguns j\u00e1 publicados. \u00a0Isso nos leva a questionar o debate sobre o teor insuper\u00e1vel do livro que circula na m\u00eddia e resgat\u00e1-lo como elemento fundamental para pesquisa da hist\u00f3ria de Feira de Santana e regi\u00e3o, como objeto de estudo, em di\u00e1logo constante com as novas produ\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria local.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> De acordo com a Lei de n\u00famero 3838, de 4 de maio de 2018 nomeia a antiga rua de nome \u201cAlegria\u201d por Rollie Poppino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a><a href=\"http:\/\/www.tribunafeirense.com.br\/noticias\/28568\/cinquentenario-de-%C2%93feira-de-santana%C2%94-de-rollie-poppino.html\">http:\/\/www.tribunafeirense.com.br\/noticias\/28568\/cinquentenario-de-%C2%93feira-de-santana%C2%94-de-rollie-poppino.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"http:\/\/oliveiradimas.blogspot.com\/2018\/03\/tese-de-doutorado-de-rollie-e-poppino.html\">http:\/\/oliveiradimas.blogspot.com\/2018\/03\/tese-de-doutorado-de-rollie-e-poppino.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>\u00a0Al\u00e9m de Rollie Poppino, as pesquisas se iniciaram com outros estudos como os de Harry Hutchinson, Marvin Harris, Bem Zimmerman, como convidados externos do programa que ficou conhecido como \u201cProjeto Col\u00fambia\u201d. H\u00e1 v\u00e1rios estudos sobre o tema, especialmente na Universidade do Estado da Bahia, contando com o suporte do Museu Pedag\u00f3gico Padre Palmeira, atrav\u00e9s de projeto espec\u00edfico de cria\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria sobre o Programa de Estudos Sociais Estado da Bahia.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<div id=\"blogd-1446055249\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"4aOPdqEmZM\"><p><a href=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/04\/23\/dia-mundial-do-livro-e-feira-de-santana-de-rollie-poppino\/\">Dia Mundial do Livro e &#8216;Feira de Santana&#8217; de Rollie Poppino<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Dia Mundial do Livro e &#8216;Feira de Santana&#8217; de Rollie Poppino&#8221; &#8212; Blog da Feira\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/04\/23\/dia-mundial-do-livro-e-feira-de-santana-de-rollie-poppino\/embed\/#?secret=4aOPdqEmZM\" data-secret=\"4aOPdqEmZM\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dias t\u00e3o tr\u00e1gicos, como os que passamos agora, devido \u00e0 pandemia mundial do coronav\u00edrus e seus desdobramentos, ler um texto que faz refer\u00eancia \u00e0 Hist\u00f3ria e a Mem\u00f3ria de Feira de Santana \u00e9 reconfortante. Ainda mais, quando esse texto trata de um tema sobre o qual venho me dedicando h\u00e1 algum tempo. Os historiadores<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":38326,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,592,1],"tags":[10,8,107],"class_list":["post-38329","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade","category-colunistas","category-raiz","tag-feira","tag-feira-de-santana","tag-uefs"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/poppino.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3niVf-9Yd","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":13386,"url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2014\/11\/07\/missa-na-catedral-em-feira-lembra-hoje-20-anos-da-morte-de-colbert-2\/","url_meta":{"origin":38329,"position":0},"title":"Missa na Catedral em Feira lembra hoje 20 anos da morte de Colbert","author":"Blog da Feira","date":"07\/11\/2014","format":false,"excerpt":"Uma missa na Catedral de Sant'Anna, em Feira de Santana, \u00e0s 17:00 desta sexta-feira, \u00a0marca os 20 anos de morte do l\u00edder pol\u00edtico feirense Colbert Martins. Vereador,\u00a0deputado estadual e prefeito, por duas vezes, de Feira de Santana, Colbert \u00e9 ainda uma mem\u00f3ria viva na pol\u00edtica da cidade. 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