{"id":39288,"date":"2020-07-31T13:31:41","date_gmt":"2020-07-31T16:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=39288"},"modified":"2020-08-11T20:49:44","modified_gmt":"2020-08-11T23:49:44","slug":"o-curriculo-esquecido-no-exemplar-da-perestroika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/07\/31\/o-curriculo-esquecido-no-exemplar-da-perestroika\/","title":{"rendered":"O curr\u00edculo esquecido no exemplar da &#8220;Perestroika&#8221;"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-258278161\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/index.asp\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90-acordacidade (1)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-acordacidade-1.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sempre frequentei sebos. H\u00e1bito dos tempos de estudante, quando a grana era curta e os pre\u00e7os dos livros n\u00e3o cabiam no bolso. Mas mantive, vida afora, o costume de visitar esses estabelecimentos nos centros das cidades que visito. Al\u00e9m do pre\u00e7o mais em conta, h\u00e1 vantagens adicionais: sempre \u00e9 poss\u00edvel se deparar com uma obra rara ou com publica\u00e7\u00f5es interessantes cujas edi\u00e7\u00f5es est\u00e3o esgotadas. Al\u00e9m, claro, do contato mais intenso e do cheiro dos livros que despertam antigas e gratas sensa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quem compra livro antigo, por\u00e9m, estabelece conex\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m destas rela\u00e7\u00f5es utilitaristas. H\u00e1 sempre um contato, um fio subjetivo de afinidade com o leitor anterior. V\u00e1 l\u00e1 que muitos livros repousam em fundos de estantes e, l\u00e1 adiante, s\u00e3o repassados, sem nenhuma leitura sequer, para um sebo qualquer para desocupar espa\u00e7o ou render algum dinheiro num momento de aperto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">V\u00e1 l\u00e1, tamb\u00e9m, que o livro eventualmente despertou pouca aten\u00e7\u00e3o e, depois de uma leitura desatenta, foi parar numa pilha descart\u00e1vel qualquer. H\u00e1 menos energia condensada nessas publica\u00e7\u00f5es que despertaram poucas paix\u00f5es. Mas h\u00e1, sempre, aqueles livros intensamente manuseados, cuja leitura magnetizou o leitor. Fica, ali, uma for\u00e7a represada. O h\u00e1bito de manusear incont\u00e1veis exemplares vai despertando essa sensibilidade em quem dedica parte da vida \u00e0 leitura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 comum o livro ser possu\u00eddo sem refer\u00eancias: vem e vai sem anota\u00e7\u00f5es, sem assinaturas, sem datas rabiscadas. Outros, por\u00e9m \u2013 sobretudo as publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas \u2013 ficam prenhes de interpreta\u00e7\u00f5es e subjetividades, com as atentas marca\u00e7\u00f5es de quem l\u00ea. E h\u00e1 livros, nos sebos, que nos reservam preciosos achados. S\u00e3o esses achados que nos transportam para o universo dos leitores que nos precederam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Num ver\u00e3o recente, comprei num sebo em S\u00e3o Paulo \u2013 ali nas cercanias de S\u00e9 paulistana, a meio caminho do bairro oriental da Liberdade \u2013 o badalado \u201cPerestroika\u201d, de Mikhail Gorbachev. Fez muito sucesso em meados dos anos 1980, quando o imp\u00e9rio sovi\u00e9tico se aproximava da dissolu\u00e7\u00e3o. Capa vermelha, solene, destacando-se no balaio de promo\u00e7\u00f5es. Mais de trinta anos depois, por\u00e9m, despertava pouca aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pois dentro do livro, mais tarde, encontrei um curr\u00edculo. No fundo, n\u00e3o era nem isso: um peda\u00e7o de papel pautado, preenchido a caneta, dentro de um envelope simples. O autor? Eu vou cham\u00e1-lo de JC de Jesus. Nesse singelo documento, ele requisitava emprego na montadora Volkswagen do Brasil. Nosso leitor provavelmente \u00e9 pernambucano \u2013 deduzo que esteja vivo \u2013 e come\u00e7ou a vida no Recife: l\u00e1, trabalhou como vendedor em uma loja na rua do Livramento. Ficou pouco mais de dois anos, entre 1977 e 1979.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um m\u00eas depois \u2013 em agosto de 1979 \u2013 JC de Jesus j\u00e1 estava trabalhando numa metal\u00fargica no Cambuci, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. Perto, curiosamente, do sebo onde comprei o livro. L\u00e1, desempenhava a fun\u00e7\u00e3o de polidor. Talvez a indica\u00e7\u00e3o de algum conterr\u00e2neo o tenha levado a migrar, aventurando-se na pauliceia. Mas o fato \u00e9 que essa primeira experi\u00eancia n\u00e3o deu certo: logo em janeiro de 1980 ele estava se desligando da empresa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Voltou ao Recife e, l\u00e1, foi trabalhar como vendedor de cal\u00e7ados numa loja na Rua Nova, tamb\u00e9m no centro. Ficou exatamente um ano, entre maio de 1980 e maio de 1981. Da\u00ed em diante h\u00e1 uma lacuna no curr\u00edculo do nosso JC de Jesus: somente em janeiro de 1985 \u00e9 que ele volta a trabalhar. E na Ford, na Avenida do Tabo\u00e3o, em S\u00e3o Bernardo do Campo, no famoso ABC. Ficou por l\u00e1 at\u00e9 21 de setembro de 1987, exercendo a fun\u00e7\u00e3o de montador oficial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 23 de novembro do mesmo 1987 preencheu o curr\u00edculo \u2013 que n\u00e3o foi enviado \u2013, que sobreviveu num exemplar da \u201cPerestroika\u201d, chegando \u00e0s minhas m\u00e3os. Nele, JC de Jesus registra seu singelo pedido de emprego: \u201cVenho atrav\u00e9s de poucas palavras escritas falar-lhe sobre o meu conhecimento de meus trabalhos que j\u00e1 fiz. Agora desejo desempenhar minha profiss\u00e3o na montadora Volkswagen do Brasil\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 s\u00f3 o esbo\u00e7o de um curr\u00edculo, mas como ele sintetiza bem aquela \u00e9poca! JC de Jesus, como tantos nordestinos, migrou em busca de maiores oportunidades em S\u00e3o Paulo t\u00e3o promissor at\u00e9 o come\u00e7o da d\u00e9cada de 1980. L\u00e1, engajou-se como metal\u00fargico, ind\u00fastria pulsante naqueles tempos e que absorvia muita m\u00e3o-de-obra. Depois, foi abalroado pela persistente crise econ\u00f4mica da \u201cd\u00e9cada perdida\u201d, pelas reestrutura\u00e7\u00f5es produtivas.<\/span><\/p>\n<div id=\"blogd-3727852359\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A aquisi\u00e7\u00e3o de \u201cPerestroika\u201d, por si, tamb\u00e9m \u00e9 um ato revelador. Mostra o oper\u00e1rio engajado, disposto a discutir as quest\u00f5es pol\u00edticas, o que era bem comum naqueles fervilhantes tempos. Isso passou \u2013 a prop\u00f3sito, restam poucos oper\u00e1rios na era da automa\u00e7\u00e3o \u2013 e o h\u00e1bito da leitura, inclusive, foi sendo abandonado. Pouca gente compra livro hoje em dia. A demanda escassa eleva custos de produ\u00e7\u00e3o, tornando cada exemplar mais caro. Da\u00ed a necessidade de seguir recorrendo aos sebos e, \u00e0s vezes, nos depararmos com fragmentos da vida de gente como JC de Jesus&#8230;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre frequentei sebos. H\u00e1bito dos tempos de estudante, quando a grana era curta e os pre\u00e7os dos livros n\u00e3o cabiam no bolso. Mas mantive, vida afora, o costume de visitar esses estabelecimentos nos centros das cidades que visito. 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