{"id":43489,"date":"2021-02-16T13:08:14","date_gmt":"2021-02-16T16:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=43489"},"modified":"2021-02-19T20:18:02","modified_gmt":"2021-02-19T23:18:02","slug":"privacoes-provacoes-e-novas-re-configuracoes-do-ser-e-do-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2021\/02\/16\/privacoes-provacoes-e-novas-re-configuracoes-do-ser-e-do-viver\/","title":{"rendered":"Priva\u00e7\u00f5es, prova\u00e7\u00f5es e novas (re) configura\u00e7\u00f5es do ser e do viver"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-2189966870\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Alceu,-Paula-Fernandes,-Alcymar-Monteiro,-Fl%C3%A1vio-Jos%C3%A9-e-Ra%C3%A7a-Negra-animar%C3%A3o-o-Arrai%C3%A1-de%20Feira.html&#038;id=8&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=43073#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (7)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-7.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Tantos meses sem sair de casa! Sem pisar a areia das praias onde eu fazia caminhadas de Jardim dos Namorados a Amaralina, tr\u00eas, quatro vezes por semana. Sem andar na Ipueira, numa caminhada mensal de &#8221;suar em bicas&#8217;\u2019, sob o vento e o sol, enquanto respirava o cheiro de maracuj\u00e1s do mato, assa-peixe, cai\u00e7aras e o doce amargo das braqui\u00e1rias, do capim elefante triturado para o gado, ou do embriagante perfume das floradas de cajueiros, mangueiras, ou da sutileza dos aromas de flamboyants e ip\u00eas&#8230; Ou, enquanto concentrado, acompanhava o voo de uma ave, ou procurava o ninho de galinhas d\u2019Angola, gansas ou peruas sob as copas das \u00e1rvores ou escondidos touceiras de malvas ou moitas de vassourinhas ou capim.<\/p><div id=\"blogd-1017190790\" class=\"blogd-conteudo-2-mobile blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/feirenses.com.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"feirenses\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png 300w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-170x45.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-280x74.png 280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" class=\"no-lazyload\" width=\"300\" height=\"79\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo este tempo sem usar minha casa no Caminho Ilh\u00e9us, sem abrir minha rede, sem usufruir \u201cdo clima sagrado\u201d de minha Feira de Santana, minha terra querida, de ex\u00edlios e acolhidas, sem poder andar por suas largas ruas e avenidas, sem entrar na UEFS, sem reencontrar os amigos e amigas para o abra\u00e7o fraterno e caloroso, no riso alegre e sincero; sem olhar nos olhos dos estudantes e funcion\u00e1rios, sem lhes escutar a cordialidade, sem trocas afetivas e cognitivas; sem frequentar a feirinha da Cidade Nova, sem comprar frutas e legumes na barraca de Vanzinho e sua fam\u00edlia,\u00a0 sem comprar duas long neck de cerveja \u201cv\u00e9u de noiva\u201d em \u201cseu\u201d Ant\u00f4nio, na Pra\u00e7a do Lel\u00ea, ou em dona Fl\u00e1via, no Mercadinho 3M, na rua Jairzinho, frente \u00e0 Pra\u00e7a Jo\u00e3o Havelange&#8230; sem pesquisar novas cores e ra\u00e7as de pav\u00f5es, perus e galinhas d\u2019Angola, gansos e marrecos com Louro e Maneco, vendedores de aves&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, nesta bela capital aberta ao mar, em sua parte mais luminosa desta cidade colonial, confinado num apartamento do quarto andar de um edif\u00edcio numa rua da Pituba, um bairro eminentemente de classe m\u00e9dia e como tal reacion\u00e1rio e racista, de vizinhos que fingem acreditar na meritocracia, que veem o Outro, qualquer que seja o seu nome ou apar\u00eancia como amea\u00e7a e n\u00e3o como poss\u00edvel encontro, uma gente que desenvolveu toda uma mentalidade punitivista, enfim, apesar de estar com quem amo, com quem escolhi para amar, o entorno n\u00e3o me parece nem simp\u00e1tico, nem confi\u00e1vel, para mim que sou mesti\u00e7o e carrego as marcas \u00e9tnicas demasiado evidentes, e que n\u00e3o finjo n\u00e3o poder com eles manter la\u00e7os de perten\u00e7a e solidariedade. Nem mesmo ante a Covid-19, pois enquanto prego o isolamento, eles insistem em \u201cvoltar \u00e0 normalidade\u201d, depois de terem repetido o mantra da \u201cgripezinha\u201d, enquanto eu defendia o SUS, eles pregavam, aos berros, o fim das pol\u00edticas p\u00fablicas de a\u00e7\u00e3o afirmativa, clamavam contra os governos do PT! Mas tudo tem pre\u00e7o e escolhi estar aqui e agora&#8230; e outras compensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis e efetivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o meses e dias sem&#8230; sem&#8230; sem isso, sem&#8230; aquilo&#8230; e sem&#8230; muito mais. E talvez mais meses ainda, como n\u00e3o prever que nesse ritmo n\u00e3o se chega nunca em Marrakech?!! Onde chegaremos se ficarmos no lugar, isolados, confinados, respeitando a quarentena, sitiados, cercados, sob vigil\u00e2ncia do v\u00edrus que est\u00e1 \u00e0 espreita, esperando um vacilo, um descuido, uma despreocupa\u00e7\u00e3o maior para contaminar, sufocar, asfixiar? n\u00e3o sabemos&#8230; \u00e9 uma priva\u00e7\u00e3o com prova\u00e7\u00e3o e sem garantia de recompensa da sa\u00fade assegurada ao fim desta jornada ao desconhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meses em priva\u00e7\u00f5es de sociabilidade, com restri\u00e7\u00f5es de demonstra\u00e7\u00f5es de afetividade. Sem abra\u00e7ar meus velhos pais, sem beijar meus filhos e sem tomar na colo os netos, sem o abra\u00e7o fraterno nos irm\u00e3os, na irm\u00e3, sobrinhos e amigos, sem visitar e sem ser visitado&#8230; sem o aconchego di\u00e1rio, sem o conforto do carinho, sem a car\u00edcia amorosa e essencial, t\u00e3o perto e t\u00e3o afastados, isolados&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Priva\u00e7\u00f5es. Como negar que a pandemia nos for\u00e7a a priva\u00e7\u00f5es sucessivas e de v\u00e1rias ordens? Prazeres suprimidos, gozos adiados para um tempo incerto, n\u00e3o \u00e9 mais \u201cpara quando o carnaval chegar\u201d, pois pode nunca mais chegar, mas fica para depois, para quando e se a pandemia passar, que pode ter o mesmo n\u00famero de s\u00edlabas, com incertezas ainda maiores nessa promessa de um futuro imaginado e um presente inacabado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o todas fortes priva\u00e7\u00f5es que implicam em prova\u00e7\u00f5es n\u00e3o menos duras. Exigem do ser humano uma for\u00e7a e uma coragem moral que por vezes duvidamos possuir, mas que (re) encontramos quando nos (re)centramos, respiramos fundo, no <em>hara, <\/em>como nos ensina a sabedoria oriental, e sentimos a for\u00e7a vital dentro de n\u00f3s acordar e nos aquecer, nos ativar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prova\u00e7\u00f5es, pois passamos a mensurar o pre\u00e7o que precisamos pagar por cada desejo realizado ou adiado, suprimido ou exclu\u00eddo. \u201cBoca a salivar desejos\u201d, a f\u00e1brica de ilus\u00f5es de nossa mente que nos prega pe\u00e7as inventando necessidades inacess\u00edveis, nos fazendo acreditar em sofrimentos maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O nosso eu idealizado nos faz cobran\u00e7as, por vezes desmedidas e cru\u00e9is, e at\u00e9 certo ponto desnecess\u00e1rias. Trapaceiro e astucioso, nosso eu idealizado por vezes \u201cfinge t\u00e3o perfeitamente que as vezes chega a pensar que \u00e9 dor a\u00a0 dor que deveras sente\u201d ,como nos lembra Fernando Pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padecemos da falta de abra\u00e7os, sofremos com os \u201cbeijos malogrados e os sorrisos suspensos\u201d; tudo parece faltar, a vida parece que de tanta assepsia, ficou seca, \u00e1rida, como as m\u00e3os demasiadamente lavadas com \u00e1lcool setenta por cento, ou em gel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 sobre esta secura que dever\u00e3o nascer as condi\u00e7\u00f5es de novas reconfigura\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias: como estamos sendo neste momento de pandemia? Quais transforma\u00e7\u00f5es est\u00e3o alterando, esculpindo nossa autoimagem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confinados, milh\u00f5es a s\u00f3s, milh\u00f5es de outros e outras juntos e separados, vivendo a superatividade ; outros e outras incapazes de compreender quem s\u00e3o e o que de fato necessitam, sem apreender o sentido da pr\u00f3pria priva\u00e7\u00e3o e sua consequente prova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO mundo se despeda\u00e7a\u201d, lembro que o t\u00edtulo deste romance de Chinua Achebe, presenteado por Elaine Matos, veio-me \u00e0 mente quando tive conhecimento do absurdo da situa\u00e7\u00e3o que ir\u00edamos viver sob o impacto da pandemia. Sem podermos assistir presencialmente, fisicamente, os nossos velhos, sem dar vaz\u00e3o a nossa fome de demonstra\u00e7\u00e3o de afetos, sem poder estar presente aos funerais dos entes queridos. A pandemia nos confrontou \u00e0 mis\u00e9ria da solid\u00e3o e ao peso esmagador da impot\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por querer a seguran\u00e7a de quem amamos, nos privamos de sua companhia. De repente,\u00a0 tornamo-nos homens-bombas, mulheres-bombas, portando v\u00edrus letais da Covid 19. Capazes de transmitir a morte no inocente afago, no abra\u00e7o, no toque sobre o corrim\u00e3o, na ma\u00e7aneta da porta, na tecla do elevador, numa folha de papel, numa caneta emprestada&#8230;kamikazes, podemos ser terroristas a espalhar v\u00edrus e a destruir vidas. Ou nos privamos ou somos prova\u00e7\u00f5es para quem amamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos confrontados aos nossos medos mais prim\u00e1rios que, inevitavelmente, poder\u00e3o vir ao nosso encontro, de t\u00e3o mentalizados podendo se plasmar em nossa frente. Se n\u00e3o respirarmos profundamente, se n\u00e3o nos recentrarmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que nos leva a repensar valores morais, \u00e9ticos e est\u00e9ticos. De repente descobrimos que o que valia antes, hoje n\u00e3o faz mais sentido, est\u00e1 fora de lugar ou n\u00e3o mais importa. Isto vale para as roupas, os sapatos, cintos, carteiras, bolsas, os colares e brincos, tudo de repente parece ter se tornado o que de fato sempre foram: acess\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prova\u00e7\u00f5es que nos levam a repensar e ressignificar afetos positivos at\u00e9 antes da pandemia imprescind\u00edveis, sem os quais nossa sede n\u00e3o seria mitigada, e eis que agora, distantes, nos vemos vivendo a cada dia, sem a companhia e&#8230; n\u00e3o morremos por essa falta, j\u00e1 somos capazes de crer que somos como estamos sendo, t\u00e3o somente&#8230; E isso \u00e9 outro choque e n\u00e3o pequeno aprendizado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Velhas e agrad\u00e1veis certezas que hoje deslizam entre a m\u00e1 f\u00e9 e a ignor\u00e2ncia, o v\u00edrus nos arrancou. N\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o fora da vacina nesta civiliza\u00e7\u00e3o! Pois \u00e9 a pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o da vida social que nos faz encontrar ou atrair o v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, adeus \u00e0s reuni\u00f5es que tanto nos encantavam e que serviam para inflar nossos egos: nada mais de concorridos funerais onde nos sent\u00edamos falsamente recompensados por nos vermos desviados de nossa real dor; muito menos os casamentos festivos onde o n\u00famero de convidados tamb\u00e9m indicava uma posi\u00e7\u00e3o na hierarquia social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As religi\u00f5es institucionalizadas? Ilus\u00f5es perdidas, sombras no nevoeiro! N\u00e3o nos salvam e s\u00e3o potenciais transmissoras dos v\u00edrus com seus cultos coletivos. Ir aos templos \u00e9 travessia de salva\u00e7\u00e3o incerta e cont\u00e1gio presumido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos de aprender a nos relacionar com as divindades sem intermedia\u00e7\u00f5es, deveremos ser nossos pr\u00f3prios sacerdotes, or\u00e1culos dos deuses e deusas que podem nos habitar, os escolhermos, se quisermos lhes dar vida. Aprender a despertar estas divindades talvez seja uma outra urgente prioridade para a refunda\u00e7\u00e3o do viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escravos da acumula\u00e7\u00e3o de bens e produtos, sobrecarregados do peso de bens materiais, vemo-nos obrigados a ser humildes, quase desnudos, totalmente despojados, pois o v\u00edrus aprecia sobremaneira os materiais, as superf\u00edcies, n\u00e3o importa se ouro ou papel\u00e3o, diamante, ou pl\u00e1stico. Indiferente ao valor material, \u00e0 riqueza ou ostenta\u00e7\u00e3o, ele, o v\u00edrus, pousa e se incrusta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, a civiliza\u00e7\u00e3o que temos \u00e9 ela mesma tanto provocadora como hospedeira preferencial do v\u00edrus. A prova inconteste \u00e9 que popula\u00e7\u00f5es mais long\u00ednquas e que se mant\u00e9m distantes de contatos com indiv\u00edduos com tr\u00e2nsito nos grandes centros urbanos, se mant\u00e9m isentas e com sa\u00fade preservada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sistema de produ\u00e7\u00e3o desenfreada, o capitalismo n\u00e3o reconhece limites e fronteiras, nem respeita espa\u00e7os sagrados: nem mares, nem\u00a0 florestas, nem geleiras, nem ares&#8230; tudo deve ser objeto de cobi\u00e7a e lucro, de explora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua at\u00e9 a exaust\u00e3o&#8230; O desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico \u00e9 outra prova inconteste desta a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria sobre a natureza provocado por esta civiliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 ela pr\u00f3pria regida e configurada pelo capitalismo em sua fase mais perversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez seja o mais duro aprendizado que tantas priva\u00e7\u00f5es e prova\u00e7\u00f5es tenham nos oferecido: aprender a ser, t\u00e3o somente. Focar o essencial. Ser plenamente, independente de como se esteja, com quem se esteja. Talvez seja esta a resili\u00eancia que necessita ser elaborada a cada momento nestes tempos perigosos de pandemia e pandem\u00f4nio, outro nome do Caos. Acreditar numa nova reorganiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 a maior prova de sabedoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma nova refunda\u00e7\u00e3o da vida pressup\u00f5e um novo pacto social onde prevale\u00e7a o Cuidado como regra fundamental a nortear as rela\u00e7\u00f5es de cada indiv\u00edduo com seu semelhante e tamb\u00e9m com o n\u00e3o humano, seja animal, vegetal ou simb\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refunda\u00e7\u00e3o de pacto que implica em religa\u00e7\u00e3o com a Terra, um novo enraizamento onde cada ser humano se descubra em sua natureza original, se conscientizando da sua animalidade b\u00e1sica e sem a qual \u00e9 apenas fria racionalidade, ou modo de ser produ\u00e7\u00e3o. Reivindicar o <em>esprit<\/em> <em>de<\/em> <em>finesse<\/em> e assim, entre raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o, num equil\u00edbrio sempre a ser constru\u00eddo e buscado, ter como meta o modo de ser afetividade.<\/p>\n<div id=\"blogd-1157615431\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">E, por saber que este terror que nos amea\u00e7a pode ser fruto da desmedida da soberba de perversos governantes, enquanto esperamos a vacina como \u00fanico salvo conduto para de novo transitarmos em nossos pr\u00f3prios territ\u00f3rios, enquanto esperamos, tentemos, mesmo no modo virtual, estabelecer redes de insubmiss\u00e3o que, ao apresentarem propostas honestas e bem argumentadas, sejam capazes de criar condi\u00e7\u00f5es para um outro mundo onde a sustentabilidade seja a chave do desenvolvimento e a solidariedade seja o objetivo do progresso, em escala planet\u00e1ria, verdadeira \u201cutopia concreta\u201d, este sonho diurno que se sonha de olhos abertos, n\u00e3o importa onde se esteja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tantos meses sem sair de casa! 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