{"id":44567,"date":"2021-04-03T07:03:38","date_gmt":"2021-04-03T10:03:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=44567"},"modified":"2021-04-04T12:45:04","modified_gmt":"2021-04-04T15:45:04","slug":"ivan-paraiba-o-sorriso-mais-contagiante-da-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2021\/04\/03\/ivan-paraiba-o-sorriso-mais-contagiante-da-feira\/","title":{"rendered":"Ivan Para\u00edba: o sorriso mais contagiante da Feira"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-1791616283\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Tenho uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas, que gosto bastante, homenageando a amigos e familiares, geralmente por ocasi\u00e3o de seus anivers\u00e1rios. Neste texto, apresento aos meus poucos, mas valorosos leitores, um personagem muito, muito interessante, o Ivan Para\u00edba, figura por demais conhecida na cidade. Nascido no Cruzeiro, periferia de Campina Grande, foi batizado em uma igreja do bairro vizinho Bodocong\u00f3, que tornou-se famoso e imortalizado pela voz do legend\u00e1rio Jackson do Pandeiro, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos. O lugar assim est\u00e1 retratado, em um de seus sambas:<\/p>\n<p>&#8220;Eu fui feliz l\u00e1 no Bodocong\u00f3&#8230;<br \/>\nCom meu barquinho, de um remo s\u00f3&#8230;<br \/>\nQuando era lua, com meu bem, remava a toa..<br \/>\nAi, ai, ai que vida boa l\u00e1 no meu Bodocong\u00f3!&#8221;<\/p>\n<p>Chegou adolescente, em Feira de Santana, aos 16 anos de idade, exatamente em 26 de agosto de 1977. A m\u00e3e, dona Josefa, mais conhecida por Nita, j\u00e1 estava aqui desde o ano anterior, morando no bairro Baraunas e convivendo com o padrasto dele. Ali Ivan passou toda a juventude. Logo ganhou o &#8220;sobrenome&#8221; Para\u00edba, o que n\u00e3o ocorreu simplesmente por ele ter nascido naquele Estado. A inven\u00e7\u00e3o partiu do falecido radialista e amigo Erivaldo Cerqueira. &#8220;Tinha uns oito &#8216;Ivans&#8217; nas Bara\u00fanas&#8221;, relembra. Para diferenciar dos outros, o &#8220;Bigurrilho&#8221; botou o Para\u00edba como apelido e assim ficou.<\/p>\n<p>Nosso amigo \u00e9 casado h\u00e1 42 anos, com dona Neide, servidora do Hospital Geral Cl\u00e9riston Andrade h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Ela \u00e9 muito reservada, exatamente o oposto do espalhafatoso marido. Seria justo condecor\u00e1-la, pois \u00e9 hero\u00edna, n\u00e3o vou explicar porqu\u00ea. O casal teve quatro filhos: o primog\u00eanito Douglas, a primeira das mulheres, Ivana, Ivanessa e \u00cdtala.<\/p>\n<p>Douglas trabalha na \u00e1rea de tecnologia; Ivana, jornalista, \u00e9 funcion\u00e1ria do setor administrativo de uma ind\u00fastria; Ivanessa cumpre miss\u00e3o profissional das mais interessantes, animadora infantil. Figura muito disputada para encantar as crian\u00e7as em festas de anivers\u00e1rio e eu recomendo seu trabalho, pois \u00e9 maravilhosa. \u00cdtala, a mais jovem, vive em Portugal com o marido h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Portanto, todos muito bem encaminhados. A alegria da fam\u00edlia est\u00e1 completa, com os netinhos Samuel (filho de Ivana) e o rec\u00e9m-nascido N\u00edcolas (de Douglas), paix\u00f5es dos av\u00f3s.<\/p>\n<p>Conheci Ivan motorista da R\u00e1dio Suba\u00e9, meados da d\u00e9cada de 1980. Antes, ele havia trabalhado na TV Suba\u00e9, na dupla fun\u00e7\u00e3o de motorista e iluminador. Se gaba de ter &#8220;feito reportagem&#8221; por l\u00e1. Na verdade, apenas segurou microfone para o entrevistado falar. Deixa quieto. &#8220;Miro, a gente come\u00e7ou amizade no futebol&#8221;, relembra. De fato, jogamos no time daquela emissora, que fazia parte da rede de comunica\u00e7\u00e3o pertencente ao Grupo Modesto Cerqueira, integrado ainda pela TV Suba\u00e9, Jornal Feira Hoje e FM Nordeste. O time de pernas de pau era montado por Rog\u00e9rio Santana. Eu trabalhava nesta \u00e9poca no jornal e tamb\u00e9m na r\u00e1dio AM.<\/p>\n<p>Na &#8220;1080&#8221;, Ivan dirigiu carro de &#8220;VHF&#8221; (reportagem volante) para os rep\u00f3rteres Eliel Paiva, Jorge Teles, Aldo Matos e Erivaldo Cerqueira. &#8220;Todos excelentes&#8221;. Mas, lhe pergunto: e o mais popular, quem era? ; &#8220;O nego Erivaldo&#8221;, responde de pronto. &#8220;Tinha dificuldade para ler at\u00e9 o que ele mesmo escrevia, mas improvisava tudo e fazia sucesso assim mesmo. Era um bicho&#8221;, elogia.<\/p>\n<p>\u00c9 normal o amante do futebol ter duas paix\u00f5es. Ivan tem tr\u00eas. O Treze era seu time da inf\u00e2ncia e in\u00edcio de adolesc\u00eancia. &#8220;Sa\u00eda de uma dist\u00e2ncia como das Bara\u00fanas ao Tomba, a p\u00e9, para ver o time treinar&#8221;. O Botafogo do Rio, aprendeu a gostar depois de ver um jogo das duas equipes no Presidente Vargas, est\u00e1dio trezeano. Chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o que as camisas tem as mesmas cores (preto e branco).<\/p>\n<p>Ao chegar em Feira, simpatizou com o Flu, mas assistindo no J\u00f3ia um cl\u00e1ssico com o Vit\u00f3ria, seu cora\u00e7\u00e3o bateu mais forte pelo rubro-negro. &#8220;Nunca pensei na vida torcer por um vermelho e preto&#8221;, surpreende-se, pois s\u00e3o as cores do Campinense, arquirival do Treze. Pela ordem, ele classifica o Treze em primeiro lugar e o Vit\u00f3ria em segundo. Lamenta n\u00e3o ter convencido nenhum dos quatro filhos a torcer por um desses times. &#8220;N\u00e3o gostam de futebol&#8221;. Acho que eles escaparam de uma enrascada, isto sim.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do futebol, a m\u00fasica \u00e9 a outra grande divers\u00e3o dele. \u00c9 um apaixonado, assim como eu, pelas antigas can\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas nacionais, do estilo cl\u00e1ssico de Nelson Gon\u00e7alves e Agnaldo Tim\u00f3teo ao pop de Jos\u00e9 Augusto, Fernando Mendes e Wanderley Cardoso. \u00c9 amante, tamb\u00e9m, claro, como bom paraibano, do forr\u00f3 (p\u00e9 de serra aut\u00eantico. Jackson e Gonzag\u00e3o, seus \u00eddolos. Evidentemente, n\u00e3o vamos aqui ser indiscretos, revelando outros entretenimentos de sua predile\u00e7\u00e3o, a exemplo da sagrada (l\u00e1 ele!) \u00e1gua que p\u00e1ssaro n\u00e3o bebe.<\/p>\n<p>Sempre dispon\u00edvel aos amigos, j\u00e1 me me fez companhia em viagem a Queimadas do Curral, Valente, em visita \u00e0 minha m\u00e3e. Aproximadamente seis horas de estrada, ida e volta. Curtimos, durante todo o percurso, aquelas lindas can\u00e7\u00f5es dos anos 60, 70 e 80. Aos berros cantamos as baladas de Jovem Guarda dos Fevers, Renato &amp; seus Blue Caps e do rei Roberto Carlos. Os cl\u00e1ssicos hits internacionais tamb\u00e9m rolaram, \u00e9 claro. Afinal, eu j\u00e1 sabia, ele era um cara que, como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones. Embolamos a l\u00edngua e &#8211; felizmente ningu\u00e9m por perto &#8211; soltamos a voz.<\/p>\n<p>P\u00e9 de valsa, Ivan \u00e9 figura carimbada em espa\u00e7os como Ali-Bab\u00e1, Cowboy do Asfalto e Ch\u00e3o de Estrelas. N\u00e3o perde por nada uma boa seresta e se for com o Viol\u00e3o de Ouro ent\u00e3o, s\u00f3 sai depois do \u00faltimo acorde e ap\u00f3s bailar a noite inteira, camisa completamente encharcada de suor. Enquanto esteve viva, sua parceira de sal\u00e3o sempre foi a m\u00e3e dele, dona Nita. Quando os dois, m\u00e3os dadas, esguios, desfilavam suas habilidades ao som de &#8220;El dia em que mi quieras&#8221;, n\u00e3o adiantava uma outra dama, admirada pela harmonia do seu passo, convida-lo para &#8220;uma parte&#8221;. Ali, eles eram exclusivos um do outro. Viveram insepar\u00e1veis, at\u00e9 que Deus a levou.<\/p>\n<p>Quando se est\u00e1 ao lado de Ivan Para\u00edba, nunca falta um bom papo. N\u00e3o por acaso ganhou no r\u00e1dio outro apelido, &#8220;Boc\u00e3o&#8221;. O homem sempre tem um assunto na ponta da l\u00edngua. Fala muito e de tudo. Eu disse &#8220;de tudo&#8221;, n\u00e3o &#8220;de todos&#8221;. Imposs\u00edvel n\u00e3o se contagiar pelo seu sorriso maravilhosamente escandaloso. Ele ao lado, \u00e9 alegria na certa. N\u00e3o se v\u00ea este homem de mal humor. Tanto que, n\u00e3o raro, a pr\u00f3tese dent\u00e1ria (a popular chapa) n\u00e3o resiste a tanta intensidade e muda de posi\u00e7\u00e3o, o que ele resolve rapidamente. Com seguidos movimentos de l\u00edngua a olhos vistos, devolve o objeto pro lugar.<\/p>\n<p>Caminhoneiro, taxista, motorista de \u00f4nibus, motorista de r\u00e1dio; chofer do deputado e depois prefeito Tarc\u00edsio Pimenta; entregador de quentinhas, office-boy e tudo o mais no antigo restaurante do radialista Wilson Passos. Ainda ao volante, atuou como motorista terceirizado dos Correios por nove anos &#8211; ele diz ter conhecido 250 cidades, mas vamos reduzir esse n\u00famero \u00e0 metade, pois \u00e9 um exagerado.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m operador de externa (profissional que &#8216;puxava&#8217; fios e ajudava a \u00e1rea t\u00e9cnica nos est\u00e1dios, durante as transmiss\u00f5es de futebol). Trabalhou muito, nos est\u00e1dios da vida, carregando pesados &#8220;rolos&#8221; de 100 metros de cabo, antes de surgir o microfone conectado \u00e0 base por antenas. Era a solu\u00e7\u00e3o para o rep\u00f3rter sair do campo e chegar aos vesti\u00e1rios, onde faria as entrevistas de fim de jogo. Nos \u00faltimos anos, tem trabalhado para a Prefeitura de Feira, entregando \u00e1gua de caminh\u00e3o na zona rural, que ele j\u00e1 conhece cada metro como a palma da m\u00e3o. Nosso Ivan j\u00e1 fez muita coisa nesta vida.<\/p>\n<p>Na Micareta e Expofeira, enquanto estive secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o da cidade por quase oito anos, solicitei da Secretaria de Servi\u00e7os P\u00fablicos que o cedesse para completar nossa equipe nesses grandes eventos. O paraibano era pau pra toda obra. Terminava de levar nossos jornalistas em casa \u00e0s vezes \u00e0s 4 da madrugada e estava de p\u00e9 \u00e0s 10, para resolver comigo problemas da grande cobertura.<\/p>\n<p>Precisei fazer uma mudan\u00e7a de casa, no in\u00edcio dos anos 90. Deixei resid\u00eancia tempor\u00e1ria no conjunto Feira IV para inaugurar uma outra rec\u00e9m-adquirida no bairro Esta\u00e7\u00e3o Nova, ao t\u00e9rmino de reforma. Wilson Passos, meu amigo-irm\u00e3o, tinha uma Fiorino. Hoje ele anda de Toro, um lindo carro, pelas ruas de Feira, gra\u00e7as a Deus e m\u00e9rito do seu trabalho profissional. Mas naquele tempo, o ve\u00edculo dele era n\u00e3o era bem um carro&#8230; algo pr\u00f3ximo. Ivan, seu faz tudo, em um restaurante.<\/p>\n<p>Para economizar, em vez de fretar um caminh\u00e3o resolvi pedir a Wilson aquela &#8220;sardinha&#8221; (ops! torcedores do Bahia, n\u00e3o levem a mal, nada a ver com voc\u00eas). Ele n\u00e3o apenas a cedeu, mas tamb\u00e9m disponibilizou seu motorista. Ivan torceu a sombrancelha, achando que aquilo seria uma loucura. E era! Afinal, levar a mob\u00edlia de uma casa na carroceria de uma Fiorino velha, realmente, n\u00e3o tinha nada a ver. Coisa de gente sem ju\u00edzo (no caso, eu mesmo). Mas, l\u00e1 fomos n\u00f3s para o desafio. Resultado: Para\u00edba, que n\u00e3o mente, mas como j\u00e1 disse, exagera, diz ter feito 20 viagens carregando bugigangas. Nas minhas contas, foram umas 15. De qualquer forma, ele passou sufoco, at\u00e9 porque al\u00e9m de dirigir, fez as honras de carregador.<\/p>\n<p>Nesta Quinta-Feira Santa, Ivan me liga pela manh\u00e3. &#8220;Miro, voc\u00ea est\u00e1 em casa?&#8221; Eu lhe disse sim. Confesso que, nesses tempos que vivemos, fiquei preocupado em princ\u00edpio, imaginando que o amigo de tantas jornadas estivesse enfrentando algum problema de sa\u00fade. &#8220;Estou passando a\u00ed em 10 minutos para lhe entregar um neg\u00f3cio&#8221;, completou. Mais aliviado, aguardei tocar a campainha. Como mora aqui perto, chegou realmente no prazo &#8211; ali\u00e1s, pontualidade \u00e9 uma das virtudes dele. Abro a porta e o vejo vestido em uma conservada camisa do Vit\u00f3ria do tempo em que a publicidade do clube era o P\u00e1lio, uns 20 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Apenas o rosto pra dentro de casa, corpo colado ao port\u00e3o, ele estende a m\u00e3o fechada (cl\u00e1ssica forma de cumprimento desses infelizes tempos) para Francisco, meu menino de cinco anos, que n\u00e3o o reconhece por causa da m\u00e1scara. O garoto olha pra mim e permanece como est\u00e1, m\u00e3o aberta, sem esbo\u00e7ar corresponder \u00e0 sauda\u00e7\u00e3o. Aceno a cabe\u00e7a positivamente. Ele entende a autoriza\u00e7\u00e3o e, como sempre, d\u00e1 um verdadeiro murro na m\u00e3o de Ivan. \u00c9 sua maneira de dizer &#8220;ol\u00e1&#8221;, fazer o qu\u00ea?<\/p>\n<p>Com a outra m\u00e3o, Ivan segura uma embalagem em papel de presente. O formato de garrafa me fez pensar que seria um &#8220;sangue de boi&#8221; ou, quem sabe, um &#8220;Cantina da Serra&#8221;, j\u00e1 que estamos em tempo de vinho. Ele recomenda: &#8220;segura com cuidado, tem um copinho a\u00ed na tampa&#8221;. Mudei ent\u00e3o de palpite, deveria ser uma &#8220;Seleta&#8221;, com copo e tudo. Torci para que fosse esse destilado, \u00e9 muito bom aperitivo.<\/p>\n<p>&#8220;Minha filha sempre traz pra mim e lembrei de voc\u00ea, Miro, que deve gostar&#8221;, arrematou o velho, fiel e gentil amigo. Agradeci a lembran\u00e7a. N\u00e3o abri naquele momento, mas agucei a expectativa. &#8220;Opa, acho que me enganei&#8221;, imaginei (pobre de n\u00f3s, humanos, com nossos pensamentos nem sempre nobres). Constataria depois que realmente era algo mais &#8220;requintado&#8221; do que as bebidas que especulei silenciosamente de in\u00edcio. Ent\u00e3o, segurando a lembran\u00e7a com o cuidado recomendado, puxei um papo com ele ali mesmo, no port\u00e3o, pois n\u00e3o quis entrar.<\/p>\n<p>Perguntei-lhe se j\u00e1 havia sido vacinado, de sacanagem, pois sei que n\u00e3o tem ainda 60 e tantos anos. &#8220;Como Miro, se fiz 60 agora dia 18?&#8221;, respondeu-me, acrescentando &#8220;t\u00e1 longe ainda&#8221;. E o que fez para comemorar, quis saber. &#8220;Cozinhei uma panela de feij\u00e3o preto, outra de feij\u00e3o mulatinho. Conhecido que passava eu oferecia&#8221;. \u00danico que mandou entrar foi &#8220;Morde L\u00edngua&#8221;, disse ele, fazendo aquele caracter\u00edstico sinal com o dedo indicador em c\u00edrculos ao lado do ouvido. Que o famoso radialista n\u00e3o leia este texto, pois pode dar o troco &#8220;no ar&#8221;. Ivan soltou o &#8220;veneno&#8221;, despediu-se com o tradicional &#8220;um cheiro, Miro&#8221;, entrou no carro rindo, como sempre, e voltou pra casa dele.<\/p>\n<p>Carreguei minha garrafa, n\u00e3o sabia ainda do qu\u00ea, para a cozinha. Abri a embalagem. Me deparei com um Gran Cruz, do Porto, safra 2006. Um luxo. Obrigado, Ivan, por brinde de t\u00e3o bom gosto. Fosse um &#8220;Cantina&#8221;, brincadeira \u00e0 parte, receberia com a mesma alegria, pois o valor est\u00e1 no gesto, n\u00e3o no conte\u00fado.<\/p>\n<p>Como disse l\u00e1 em cima, no in\u00edcio, gosto de homenagear amigos em data natal\u00edcia. Ivan resolve me visitar, traz uma lembran\u00e7a t\u00e3o marcante e ainda me d\u00e1 not\u00edcia da boa nova, seu ingresso no clube dos sexagen\u00e1rios neste mar\u00e7o, \u00e9 inevit\u00e1vel a vontade de escrever essas mal tra\u00e7adas. A cr\u00f4nica, longa, poderia ser maior, e o faria com todo o prazer, pra contar todas as nossas aventuras, o que s\u00f3 evito para n\u00e3o cansar minha dezena de leitores.<\/p>\n<p>Obrigado, estimado amigo, pela visita e o despertar desta oportunidade, em que rememoramos momentos t\u00e3o especiais. Sorte minha, que meus caminhos tenham se encontrado com os de algu\u00e9m extremamente simples e ao mesmo tempo de energias t\u00e3o boas. \u00c9 certo que jamais esquecerei deste grande, amado e inesquec\u00edvel irm\u00e3o. Desejo-lhe vida longa e amizade eterna com seu insepar\u00e1vel, inesgot\u00e1vel, indefect\u00edvel, impag\u00e1vel e contagiante sorriso.<\/p>\n<div id=\"blogd-481133524\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p><strong><em>Valdomiro Silva \u00e9 jornalista, fundador do jornal &#8216;Tribuna Feirense&#8217;, ex-secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Feira de Santana<\/em><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas, que gosto bastante, homenageando a amigos e familiares, geralmente por ocasi\u00e3o de seus anivers\u00e1rios. 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