{"id":44965,"date":"2021-04-19T08:00:34","date_gmt":"2021-04-19T11:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=44965"},"modified":"2021-04-20T11:20:24","modified_gmt":"2021-04-20T14:20:24","slug":"o-primeiro-contato-com-a-poesia-de-manuel-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2021\/04\/19\/o-primeiro-contato-com-a-poesia-de-manuel-bandeira\/","title":{"rendered":"O primeiro contato com a poesia de Manuel Bandeira"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-74766718\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.sefaz.feiradesantana.ba.gov.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (6)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-6.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Hoje \u00e9 19 de abril, Dia do \u00cdndio. Lembro das celebra\u00e7\u00f5es escolares na d\u00e9cada de 1980. Naquele tempo, a garotada pintava o rosto e sa\u00eda com penachos de papel e cartolina, em desfiles marciais pelas ruas ensolaradas do Sobradinho. At\u00e9 ent\u00e3o, os \u00edndios ainda figuravam como parte da identidade nacional. Hoje, coitados, fan\u00e1ticos querem convert\u00ea-los \u00e0 for\u00e7a ao cristianismo farisaico que se v\u00ea a\u00ed na pra\u00e7a; garimpos ilegais violam suas reservas; criminosos extraem madeira impunemente e a Covid-19 avan\u00e7a como mais recente flagelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, at\u00e9 para preservar a sanidade, \u00e9 bom lembrar tamb\u00e9m de coisas alegres, do que \u00e9 vida e exalta\u00e7\u00e3o da vida. Afinal, 19 de abril \u00e9 a data de nascimento de Manuel Bandeira. H\u00e1 exatos 135 anos, em 1886, o poeta \u2013 um dos mais importantes do s\u00e9culo XX \u2013 nascia no Recife. Mas foi no Rio de Janeiro que ele passou boa parte da vida. L\u00e1 produziu sua obra, contribuindo para firmar a capital fluminense no imagin\u00e1rio da poesia brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas deparei-me com sua poesia nas aulas de Literatura Brasileira. Li \u201cEvoca\u00e7\u00e3o do Recife\u201d, \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada\u201d, \u201cPneumot\u00f3rax\u201d, \u201cOs Sapos\u201d, e outros, e outros. Mas foi \u201cProfundamente\u201d que me impressionou mais vivamente. O duro contraste da festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, que \u00e9 o s\u00edmbolo maior da alegria do nordestino, com a melancolia e a tristeza dilacerantes daqueles versos me desconcertou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na noite da v\u00e9spera do S\u00e3o Jo\u00e3o de 1992 sa\u00ed com aqueles versos na cabe\u00e7a, chamejantes: \u201cQuando ontem adormeci\/Na noite de S\u00e3o Jo\u00e3o\/Havia alegria e rumor\/Estrondos de bombas luzes de Bengala\/Vozes cantigas e risos\/Ao p\u00e9 das fogueiras acesas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais adiante, vinha o v\u00edvido contraste: \u201cNo meio da noite despertei\/n\u00e3o ouvi mais vozes nem risos\/Apenas bal\u00f5es\/Passavam errantes\/Silenciosamente (&#8230;) Onde estavam os que h\u00e1 pouco\/Dan\u00e7avam\/Cantavam\/E riam\/Ao p\u00e9 das fogueiras acesas?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desci o aclive suave da rua Arivaldo de Carvalho, tomei a Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria e subi o Nag\u00e9. Enxergava as nuvens cinzas que a fuma\u00e7a e as luzes dos fogos avermelhavam; poucas fogueiras acesas, o licor de jenipapo, a triste teimosia de quem sustentava a tradi\u00e7\u00e3o e resistia aos chamativos forr\u00f3s em S\u00e3o Jos\u00e9; no c\u00e9u, \u00e0s vezes, a chama fosca de um bal\u00e3o que passava errante, silenciosamente&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00e7oitado por uma plat\u00f4nica paix\u00e3o juvenil segui em frente, transpus a Pra\u00e7a Froes da Mota, deserta, escura e silenciosa. Foi ent\u00e3o que no come\u00e7o da Sales Barbosa me deparei com uma mendiga que dormia um sono profundo defronte \u00e0 porta de uma loja. Os versos de \u201cProfundamente\u201d cintilaram novamente, num estalo: \u201c \u2013 Estavam todos dormindo\/Estavam todos deitados\/Dormindo\/Profundamente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retive a marcha para fixar aquelas lembran\u00e7as: o c\u00e9u avermelhado, denso de nuvens; a luz met\u00e1lica, opaca, triste, dos postes de ilumina\u00e7\u00e3o; o vigia na esquina seguinte, estupefato com a inesperada presen\u00e7a daquele pedestre; e o rosto sereno da mendiga, que dormia indiferente aos bal\u00f5es, aos fogos, \u00e0s fogueiras, \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es juninas. Aquilo \u2013 acalentava com as furiosas ambi\u00e7\u00f5es juvenis \u2013 tinha que render uma literatice qualquer.<\/p>\n<div id=\"blogd-352263049\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Depois, em casa, voltei a Manuel Bandeira e o impulso inicial esfriou. Faltava-me estofo para aquela empreitada. Mas nunca esqueci daquele mote liter\u00e1rio: o sono solto da mulher, despreocupado, indiferente; o sil\u00eancio e a solid\u00e3o daquelas art\u00e9rias, enquanto todo mundo celebrava, distante; um ou outro bal\u00e3o, silencioso no c\u00e9u sangu\u00edneo; e, sobretudo, a for\u00e7a daqueles versos que invocavam vozes, cantigas e risos \u2013 reais e imagin\u00e1rios \u2013 e, em mim, o pesar daquilo que n\u00e3o se viveu&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 19 de abril, Dia do \u00cdndio. Lembro das celebra\u00e7\u00f5es escolares na d\u00e9cada de 1980. Naquele tempo, a garotada pintava o rosto e sa\u00eda com penachos de papel e cartolina, em desfiles marciais pelas ruas ensolaradas do Sobradinho. At\u00e9 ent\u00e3o, os \u00edndios ainda figuravam como parte da identidade nacional. Hoje, coitados, fan\u00e1ticos querem convert\u00ea-los<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":44978,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[592,4,1],"tags":[],"class_list":["post-44965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunistas","category-cultura","category-raiz"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bandeira_violao.png","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3niVf-bHf","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":38482,"url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2020\/06\/15\/godofredo-filho-e-a-visita-de-manuel-bandeira-a-bahia\/","url_meta":{"origin":44965,"position":0},"title":"Godofredo Filho e a visita de Manuel Bandeira \u00e0 Bahia","author":"Andr\u00e9 Pomponet","date":"15\/06\/2020","format":false,"excerpt":"\"Nunca vi uma cidade t\u00e3o caracteristicamente brasileira como a \u2018boa terra\u2019. 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