{"id":45717,"date":"2021-06-06T12:22:58","date_gmt":"2021-06-06T15:22:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=45717"},"modified":"2021-06-08T11:39:52","modified_gmt":"2021-06-08T14:39:52","slug":"fernando-pessoa-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2021\/06\/06\/fernando-pessoa-na-bahia\/","title":{"rendered":"Fernando Pessoa na Bahia"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-1225639367\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Alceu,-Paula-Fernandes,-Alcymar-Monteiro,-Fl%C3%A1vio-Jos%C3%A9-e-Ra%C3%A7a-Negra-animar%C3%A3o-o-Arrai%C3%A1-de%20Feira.html&#038;id=8&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=43073#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (7)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-7.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Poesia, diz-se, \u00e9 algo pessoal.<br \/>\nN\u00e3o sei se concordo com isso. Mesmo figuradamente. Custa aceitar que uma coisa t\u00e3o antiga, t\u00e3o arraigada no ser humano, t\u00e3o espalhada por todas as civiliza\u00e7\u00f5es seja assim. Em todo caso, como n\u00e3o se tem l\u00e1 tantas certezas no mundo, adotemos a suposi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, que o falar de poesia \u2013 o que vamos fazer neste momento \u2013 seja tamb\u00e9m algo pessoal. A gente diz que gosta de tal poema, prefere tal poeta \u2013 e \u00e9 s\u00f3 isso mesmo. Sejamos pessoais. N\u00e3o h\u00e1 trocadilho: Fernando Pessoa, ele mesmo \u2013 ou mesmo n\u00e3o ele mesmo \u2013 nem gostava disso.<br \/>\nPessoa. Descoberta dos dezesseis, dezessete anos.<br \/>\nClaro que o rapazola de ent\u00e3o nada sabia da j\u00e1 reconhecida magnitude do poeta: \u00e0quela altura \u2013 os anos 1960 \u2013, o que me chegava \u00e0s m\u00e3os n\u00e3o era a literatura \u201csobre\u201d Fernando Pessoa, mas o pr\u00f3prio poeta. Era o impacto de sua poesia que me fascinava, literalmente fascinava. \u201cDescoberta\u201d \u00e9 como se diz usualmente para nomear eventos desta estirpe. Para quem j\u00e1 vinha escrevendo poesia h\u00e1 alguns anos, e se via no futuro como um tamb\u00e9m poeta, ela \u2013 essa descoberta \u2013 era uma d\u00e1diva.<br \/>\nFernando Pessoa na Bahia, eis o meu tema. Claro, n\u00e3o o em carne e osso. Infelizmente. Ali\u00e1s, enquanto viveu, pouqu\u00edssima gente mesmo sabia de sua exist\u00eancia no Brasil. Aqueles modernistas de S\u00e3o Paulo eram uns ignorantes em termos de poesia mais profunda; gostavam era da futilidade, que associavam \u00e0 na\u00e7\u00e3o inteira. Pessoa, imagino, nos teria feito ganhar algumas d\u00e9cadas de qualidade. Em todo caso, a Bahia de Pessoa a que me refiro \u00e9 aquela que conheci, a dos anos 60. A rigor, a de 1964, ano em que entrei na Universidade. No ano seguinte a Aguilar publicava sua \u201cObra Po\u00e9tica\u201d, papel b\u00edblia, volume \u00fanico, o que uso at\u00e9 hoje. Falava-se, portanto, de Pessoa.<br \/>\nDos Pessoa.<br \/>\n\u00c1lvaro de Campos para os mais exaltados. A rigor, aquelas longas odes me pareciam longas demais, com seus (para mim, excessivamente excessivos) Ah\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2-\u00f2 \u2013 yyy&#8230; \/ Eh-eh-eh-eh-eh! Eh eh-eh-eh-eh! eh! \/ Shooner ah\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4-\u00f4- \/ T-t\u2014t&#8212;t&#8212;-t&#8212;&#8211;t &#8230;, embora me alegrando o interior adolescente o tesouro dos dois versos:<\/p><div id=\"blogd-1471082212\" class=\"blogd-conteudo-2-mobile blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/feirenses.com.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"feirenses\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png 300w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-170x45.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-280x74.png 280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" class=\"no-lazyload\" width=\"300\" height=\"79\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div>\n<p>Fifteen men on the Dead Man\u2019s Chest.<br \/>\nYo-ho-ho and a botle of rum!<\/p>\n<p>\u201cAh, que \u00e2nsia humana de ser rio ou cais!\u201d \u2013 parece-nos tamb\u00e9m estar a ouvi-lo.<br \/>\nMas \u00c1lvaro de Campos era tamb\u00e9m o autor do \u201cPoema em linha reta\u201d: Nunca conheci quem tivesse levado porrada. \/ Todos os meus conhecidos t\u00eam sido campe\u00f5es em tudo; do \u201cLisbon revisited\u201d, de 1923: N\u00e3o, n\u00e3o quero nada. \/ J\u00e1 disse que n\u00e3o quero nada. \/\/ N\u00e3o me venham com conclus\u00f5es! \/ A \u00fanica conclus\u00e3o \u00e9 morrer. \/\/ N\u00e3o me tragam est\u00e9ticas! \/ N\u00e3o me falem em moral! \/\/Tirem-me daqui a metaf\u00edsica! \u2013 com os ecos do seu mestre Caeiro; e sobretudo daquela obra-prima que \u00e9 \u201cTabacaria\u201d. Leitor \u2013 modesto \u2013 de Heidegger, sempre vi este fil\u00f3sofo em nosso poeta. Ou vice-versa. N\u00e3o s\u00f3 em \u201cTabacaria\u201d, mas por toda parte; no poema dram\u00e1tico intitulado \u201cPrimeiro Fausto\u201d, em especial.<br \/>\nPara os formais \u2013 voltemos aos heter\u00f4nimos \u2013, Ricardo Reis; que eu achava, com o perd\u00e3o da palavra, insosso. Frio. Meus vinte anos (e, por que n\u00e3o dizer, ainda meus trinta e tantos, ou mais) n\u00e3o podiam aceit\u00e1-lo convenientemente. Alguns poemas de Reis, escritos no dia 12 de junho de 1914, em especial o excelente Coroai-me de rosas, chegaram a me parecer (e escrevi um ensainho sobre isto) atribui\u00e7\u00e3o equ\u00edvoca de Pessoa a Reis: o poema, eu achava, era de Caeiro.<br \/>\nReis, assim como se diz que ocorre \u00e0 leitura de Goethe, foi uma descoberta da maturidade. Hoje, sua solenidade e aus\u00eancia de pressa j\u00e1 me parece uma sabedoria.<br \/>\nEnt\u00e3o \u2013 Caeiro.<br \/>\nLia e relia Caeiro. Pessoa o fizera nascer e o extinguira praticamente de um s\u00f3 golpe, com poucos anos de \u201cvida\u201d \u2013 vinte e seis, creio. Caeiro foi o meu mestre, disse Pessoa. \u00c1lvaro de Campos o adorava: \u201cE eu perguntei de repente ao meu mestre Caeiro: \u2018est\u00e1 contente consigo?\u2019. E ele respondeu: \u2018N\u00e3o: estou contente.\u2019 Era como a voz da terra, que \u00e9 tudo e ningu\u00e9m.\u201d<br \/>\nVale a pena (a alma n\u00e3o \u00e9 pequena) falar um pouco mais de Caeiro.<br \/>\nEm 1931 (sigo a edi\u00e7\u00e3o da Aguilar, p. 246) Pessoa \u2013 isto \u00e9, \u00c1lvaro de Campos \u2013 escreveu umas \u201cNotas para a recorda\u00e7\u00e3o do meu mestre Caeiro\u201d. Umas quatro p\u00e1ginas muito salutares. Campos faz perguntas, Caeiro o impressiona com suas respostas.<\/p>\n<p>Nessa altura senti carnalmente que estava discutindo, n\u00e3o com outro homem, mas com outro universo. Fiz uma \u00faltima tentativa, um desvio que me obriguei a sentir leg\u00edtimo.<br \/>\n\u201cOlhe, Caeiro&#8230; Considere os n\u00fameros&#8230; Onde \u00e9 que acabam os n\u00fameros? Tomemos qualquer n\u00famero \u2013 o 34, por exemplo. Para al\u00e9m dele temos 35, 36, 37, 38, e assim sem poder parar. N\u00e3o h\u00e1 n\u00famero grande que n\u00e3o haja um n\u00famero maior&#8230;\u201d<br \/>\n\u201cMas isso s\u00e3o s\u00f3 n\u00fameros\u201d, protestou o meu mestre Caeiro.<br \/>\nE depois acrescentou, olhando-me com uma formid\u00e1vel inf\u00e2ncia: \u201cO que \u00e9 o 34 na Realidade?\u201d<\/p>\n<p>\u201cPessoas\u201d de Pessoa, diz-se. O rebanho \u00e9 os meus pensamentos \/ E os meus pensamentos s\u00e3o todos sensa\u00e7\u00f5es. Em outro lugar, ainda o guardador de rebanhos: H\u00e1 metaf\u00edsica bastante em n\u00e3o pensar em nada. Em outro mais: Porque o \u00fanico sentido oculto das coisas \/ \u00c9 elas n\u00e3o terem sentido oculto nenhum. Em outro:<\/p>\n<p>O Tejo \u00e9 mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,<br \/>\nMas o Tejo n\u00e3o \u00e9 mais belo que o rio que corre pela minha aldeia<br \/>\nPorque o Tejo n\u00e3o \u00e9 o rio que corre pela minha aldeia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o vem Fernando Pessoa, o tal \u201cele mesmo\u201d. O autor daquela trova que todo o mundo conhece, mesmo que s\u00f3 conhe\u00e7a a trova: O poeta \u00e9 um fingindor \u2013 etc. E mais: mais que nos heter\u00f4nimos, \u00e9 neste Pessoa que o m\u00edstico melhor se mostra. Em \u201cInicia\u00e7\u00e3o\u201d, o verso final: Ne\u00f3fito, n\u00e3o h\u00e1 morte; em \u201cNo t\u00famulo de Christian Rosencreutz\u201d: Quando despertos deste sono, a vida, \/ Soubermos o que somos, e o que foi \/ Essa queda at\u00e9 Corpo&#8230; Em outra parte: Entre o sono e o sonho, \/ Entre mim e o que em mim \/ \u00e9 o quem eu me suponho, \/ Corre um rio sem fim. O dividido Pessoa do N\u00e3o meu, n\u00e3o meu \u00e9 quanto escrevo. E que penso agora adir, por minha conta, um verso de 1930 ou 32:<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 vento e disfar\u00e7ar.<\/p>\n<div id=\"blogd-3884083006\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p>Sabemos que Pessoa n\u00e3o ficou s\u00f3 a\u00ed, nesses quatro. N\u00e3o chegou, \u00e9 verdade, a trezentos, trezentos e cinquenta. Mas o que fez foi bem suficiente. \u00c9 um dos poucos poetas, digamos assim, vivos. Setenta anos se passaram: Pessoa est\u00e1 a\u00ed. Visitamos as livrarias \u2013 e quem vemos? Tr\u00eas ou quatro: Drummond, Vinicius, Ele. Folheamos algum jornal onde se fala mais \u201c\u00e0 vontade\u201d de poetas: quais s\u00e3o os caricaturados? Drummond e Pessoa. A camisa dos adolescentes traz um s\u00f3 estampado no peito: Pessoa. Ora, direis, mas j\u00e1 l\u00e1 se v\u00e3o setenta anos! Pois sim. Tamb\u00e9m concordo. Drummond estava ainda em p\u00e9 h\u00e1 pouquinha hora; Vinicius (embora meio tr\u00f4pego, \u00e9 certo), idem; e Cabral mal se vai encantando. Isso \u00e9 a pura verdade. Vai que o aplauso dos homens chega sempre um tanto atrasado, broncos que s\u00e3o eles, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<br \/>\nMas o fato \u00e9 que&#8230;<br \/>\nQu\u00ea?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poesia, diz-se, \u00e9 algo pessoal. N\u00e3o sei se concordo com isso. Mesmo figuradamente. Custa aceitar que uma coisa t\u00e3o antiga, t\u00e3o arraigada no ser humano, t\u00e3o espalhada por todas as civiliza\u00e7\u00f5es seja assim. 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