{"id":46065,"date":"2021-06-27T12:14:01","date_gmt":"2021-06-27T15:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=46065"},"modified":"2021-06-29T16:56:23","modified_gmt":"2021-06-29T19:56:23","slug":"o-largo-armazem-do-factivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2021\/06\/27\/o-largo-armazem-do-factivel\/","title":{"rendered":"O largo armaz\u00e9m do fact\u00edvel"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-643800996\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Dilthey escreveu: \u201cCom os olhos dos grandes poetas percebemos o valor e a conex\u00e3o das coisas humanas\u201d. No entanto, o grande mundo pouco quer saber de poetas. O lastro da esp\u00e9cie preserva sua caverna. H\u00e1 duzentos anos se alertava para os tempos indigentes: viv\u00edamos tempos indigentes, j\u00e1 os poetas ecoavam menos nos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual \u00e9 a real dimens\u00e3o dessa indig\u00eancia?<br \/>\nValeria a pena se estudar isso mais profundamente. N\u00e3o basta dizer que vivemos tempos cada vez mais avessos \u00e0 poesia: \u00e9 preciso verificar se os tempos indigentes n\u00e3o foram, realmente, todos os tempos. A rigor, exclu\u00eddos talvez alguns dec\u00eanios da Gr\u00e9cia antiga, n\u00e3o se pode dizer que a grande arte esteve sempre junto do homem comum. Quando falamos aqui da poesia, referimo-nos \u00e0 grande poesia \u2013 e, nesse caso (resguardadas algumas exce\u00e7\u00f5es, se \u00e9 mesmo que elas existiram), o natural sempre foi uma ado\u00e7\u00e3o cautelosa. A grande poesia jamais foi uma oferta, nunca esteve a\u00ed para ser t\u00e3o s\u00f3 colhida: disposi\u00e7\u00f5es especiais s\u00e3o exigidas para abord\u00e1-la. O sentido do belo, sem o qual n\u00e3o h\u00e1 nenhuma grande poesia, n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a todos. E mais: assim como outros ramos do conhecimento, a poesia tamb\u00e9m se desgarrou do lastro meramente biol\u00f3gico do homem e j\u00e1 n\u00e3o comunga com os mesmos esquemas de sobreviv\u00eancia, a\u00ed impl\u00edcita sua percep\u00e7\u00e3o de mundo. N\u00e3o que em outros tempos tiv\u00e9ssemos uma mesma percep\u00e7\u00e3o; talvez jamais tenha havido essa distribui\u00e7\u00e3o equitativa. Isso, dissemos, mereceria um estudo mais aprofundado. No momento, por\u00e9m, queremos s\u00f3 constatar a maior consci\u00eancia desse fato pelos pr\u00f3prios poetas, que os leva a crer em coisas como tempos indigentes.<br \/>\nEsses tempos n\u00e3o eram vistos por Buda ou Plat\u00e3o; os homens eram o que eram, e cumpria, isto sim, ensin\u00e1-los. A consci\u00eancia de que estavam aptos a faz\u00ea-lo, n\u00e3o se discutia. Para Buda, eram poucos os que tinham a vis\u00e3o suficientemente clara para escut\u00e1-lo, mas o que lhe importava era transmitir-lhes suas descobertas sobre as coisas do mundo. Por certo que Buda confiava arrebanhar mais ouvintes, multiplicar o n\u00famero de despertos. Mas, aqui, o que nos interessa sobremodo \u00e9 alertar para a certeza que o dominava, a for\u00e7a dessa certeza moldadora. Buda e Plat\u00e3o, que tomamos como nossos primeiros exemplos, n\u00e3o foram, a rigor, poetas \u2013 o que n\u00e3o tira o valor de nossa argumenta\u00e7\u00e3o: s\u00e1bios, fil\u00f3sofos ou poetas fazem todos parte de uma mesma linhagem, e se est\u00e3o iludidos, esta ilus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 propriamente deles, mas de todos os homens.<br \/>\n\u00c9 disso que estamos falando: da certeza que sempre envolveu alguns dentre n\u00f3s. Essa certeza \u00e9 que foi ferida. Apontar a exist\u00eancia de um \u201ctempo indigente\u201d no correr do tempo (mais exatamente: um presente indigente), n\u00e3o seria isto muito mais uma justificativa para o irromper dessa inseguran\u00e7a? E caberia, a rigor, esse estar inseguros quando se trata de verdadeiros poetas, criadores de deuses?<br \/>\nOs deuses s\u00e3o cria\u00e7\u00f5es, dissemos. Brahma e Mara traduzem dilemas. Nossos dilemas. Passamos um dia a t\u00ea-los porque a interroga\u00e7\u00e3o entrava em cena. Essa devo\u00e7\u00e3o do pensamento, como a chamava Heidegger \u2013\u00ac \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o \u2013, dotava-nos de \u00f3tima ferramenta para que melhor nos convenc\u00eassemos daquilo de que, no fundo, j\u00e1 est\u00e1vamos certos. A mitologia indiana, parece-nos, jogava aqui com cartas marcadas: era Brahma o vencedor, e foi esse deus que fez Buda pensar nos homens e se decidir a ensin\u00e1-los. Esse jogo \u00e9 decerto aplic\u00e1vel tamb\u00e9m a Plat\u00e3o, mas o fil\u00f3sofo foi mais ponderado. T\u00e3o logo ele conclui sua f\u00e1bula da caverna, interpreta-a como \u201cuma subida para o mundo l\u00e1 de cima e a contempla\u00e7\u00e3o das coisas que ali se encontram com a ascens\u00e3o da alma para a regi\u00e3o intelig\u00edvel\u201d, mas para completar logo em seguida que esta \u00e9 sua \u201chumilde opini\u00e3o\u201d, e \u201cs\u00f3 a divindade sabe se est\u00e1 certa ou errada.\u201d Como vemos, os deuses continuam presentes. Esses deuses (e Plat\u00e3o tamb\u00e9m sabia disso) supriam mais uma vez a lacuna deixada pela raz\u00e3o na sua impossibilidade de abarcar com seu discurso certas esferas do saber \u2013 como a da poesia, que nada sabe sen\u00e3o de si mesma e s\u00f3 a si mesma pode mostrar. N\u00e3o que isto seja uma limita\u00e7\u00e3o, o po\u00e9tico ensimesmado, vis\u00e3o de mundo por uma fresta. O que se quer \u00e9 muito mais um posto privilegiado para ela, que \u00e9 mostrar o inexprim\u00edvel.<\/p>\n<div id=\"blogd-2823278902\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\">O termo \u201cinexprim\u00edvel\u201d tem p\u00e9s de chumbo \u2013 muito dif\u00edcil \u00e9 carreg\u00e1-lo, dar-lhe as asas que a leveza das coisas verdadeiramente requer. Wittgenstein teve a exata percep\u00e7\u00e3o disso que estamos chamando de leveza. \u201cAquilo de que n\u00e3o se pode falar, deve-se calar\u201d \u2013 escreveu. Leva-nos a algo onde campeia o mist\u00e9rio, palavra usada pelo pr\u00f3prio fil\u00f3sofo para \u201cpano de fundo\u201d daquele qu\u00ea de \u00e1rido do seu filosofar: \u201cO indiz\u00edvel (o que me parece cheio de mist\u00e9rio e que n\u00e3o sou capaz de exprimir) forma talvez o pano de fundo em virtude do qual o que posso exprimir adquire uma significa\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nMas Wittgenstein n\u00e3o era poeta. Fosse poeta buscaria falar justamente daquilo de que n\u00e3o se pode, para que se soubesse que \u00e9 exatamente sobre essa impossibilidade que se funda toda a apreens\u00e3o. Os olhos dos grandes poetas, percebendo, para n\u00f3s, o valor e a conex\u00e3o das coisas humanas, n\u00e3o significava para Dilthey a apreens\u00e3o dessa impossibilidade. Para ele, as coisas humanas, muito embora dolorosas e muitas vezes insond\u00e1veis, eram as tang\u00edveis. Os poetas existiam para express\u00e1-las. N\u00e3o na sua \u201cnudez\u201d, se h\u00e1 algum sentido nesta palavra, mas na sua finitude. Da\u00ed a fantasia. N\u00e3o concordamos, por\u00e9m, com Dilthey. N\u00e3o h\u00e1 aquela \u201cnostalgia de algo permanente, n\u00e3o sujeito a mudan\u00e7a, subtra\u00eddo \u00e0 press\u00e3o das coisas\u201d \u2013 como ele queria. A poesia \u00e9 sua pr\u00f3pria realidade. Seu direito \u00e0 exist\u00eancia ou n\u00e3o exist\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 no compar\u00e1-la \u00e0 concretude das \u201ccoisas\u201d. Subtrair-se \u00e0 press\u00e3o da realidade \u00e9 um belo modo de pensar, mas este pensar, assim negativo, n\u00e3o nos parece inerente ao ser do homem. Este pensar o herdamos. O animal indefeso que fomos ao longo da nossa evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica legou-nos essas marcas do temor: nove d\u00e9cimos de nossa exist\u00eancia, sen\u00e3o mesmo toda ela, foram marcados por este pensar-sentir noturno e assustadi\u00e7o. \u201cSublimar\u201d tudo isso, como j\u00e1 foi dito, n\u00e3o nos parece o correto; este conceito, sobre carregar em si a mesma carga negativa de todas as fugas, reafirma t\u00e3o s\u00f3 o antigo temor. N\u00e3o se trata de uma resist\u00eancia \u00e0 press\u00e3o imposta pela realidade. As coisas n\u00e3o t\u00eam \u201crealidade\u201d alguma. Tamb\u00e9m este termo est\u00e1 carregado de negatividade, ao deixar subentender qualquer coisa que os poetas teimam em disfar\u00e7ar, maravilhosas crian\u00e7as que s\u00e3o. H\u00e1, portanto que n\u00e3o se deixar emaranhar por esta heran\u00e7a.<br \/>\nA supera\u00e7\u00e3o do antigo psiquismo, contudo, n\u00e3o se d\u00e1 em um momento. Uma sucess\u00e3o de poetas \u2013 o que pode levar uns bons s\u00e9culos \u2013 talvez seja necess\u00e1ria para que algo se mova.<br \/>\nMas \u00e9 assim que deve ser.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dilthey escreveu: \u201cCom os olhos dos grandes poetas percebemos o valor e a conex\u00e3o das coisas humanas\u201d. No entanto, o grande mundo pouco quer saber de poetas. O lastro da esp\u00e9cie preserva sua caverna. H\u00e1 duzentos anos se alertava para os tempos indigentes: viv\u00edamos tempos indigentes, j\u00e1 os poetas ecoavam menos nos cora\u00e7\u00f5es. 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