{"id":52049,"date":"2022-05-05T09:55:10","date_gmt":"2022-05-05T12:55:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=52049"},"modified":"2022-05-10T20:42:45","modified_gmt":"2022-05-10T23:42:45","slug":"sidinea-pedreira-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2022\/05\/05\/sidinea-pedreira-entrevista\/","title":{"rendered":"SIDINEA PEDREIRA\/Entrevista"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-188912292\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Alceu,-Paula-Fernandes,-Alcymar-Monteiro,-Fl%C3%A1vio-Jos%C3%A9-e-Ra%C3%A7a-Negra-animar%C3%A3o-o-Arrai%C3%A1-de%20Feira.html&#038;id=8&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=43073#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (7)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-7.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\"><em style=\"text-align: justify;\">Nasci e me criei em Feira de Santana, no bairro do <strong>Tomba, em 1976<\/strong>. <strong>Sou a ca\u00e7ula de uma fam\u00edlia de cinco irm\u00e3os. Tive uma inf\u00e2ncia muito feliz, cercada de cuidados de meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, m\u00e3e e madrinha.<\/strong> Meu pai veio a \u00f3bito quando eu tinha 9 anos. Minha fam\u00edlia era de tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, e nessa tradi\u00e7\u00e3o vivi minha inf\u00e2ncia, fiz primeira comunh\u00e3o, participei de escola de catecismo, novenas, prociss\u00f5es. Desse per\u00edodo cultivo a lembran\u00e7a grandiosa e significativa de minha professora de catecismo, e minha amiga at\u00e9 hoje, professora Railda Neves. Um dos grandes exemplos de minha caminhada.<\/em><\/p><div id=\"blogd-1822802863\" class=\"blogd-conteudo-2-mobile blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/feirenses.com.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"feirenses\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses.png 300w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-170x45.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/feirenses-280x74.png 280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" class=\"no-lazyload\" width=\"300\" height=\"79\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Minha casa ficava na Rua Pedro Am\u00e9rico de Brito, 676. Uma casa simples, com paredes ao lado colada em uma casa de um lado e do outro, sem janelas nos quartos, e banheiro que ficava no quintal. Ah, mas o quintal&#8230;O quintal de minha casa representa muito a minha inf\u00e2ncia. Costumo dizer que o meu quintal era maior que a minha casa. Dele eu tenho muitas lembran\u00e7as boas e muitas mem\u00f3rias. Lembro do meu irm\u00e3o mais velho, Dinho, um dos primeiros jovens negros do bairro que conseguiu trabalhar nos correios, e que caminhava muito pelo bairro entregando cartas e era conhecido de todos. Ele e meu irm\u00e3o, Van, chegaram a participar fervorosamente do <strong>Afox\u00e9 Flor de Ijex\u00e1.<\/strong> Van cultivava o seu black bem alto naquela \u00e9poca e ouvia muito as m\u00fasicas de Gilberto Gil e muitos reggaes, o que influenciou muito meu gosto musical, e depois muito mesmo do que eu sou hoje. Passava as tardes em cima da mangueira e da goiabeira branca, brincava com as minhas amigas, sonhava com o meu futuro embaixo de minha mangueira. <strong>Observava minha m\u00e3e que cuidava muito bem de tudo, criava galinhas, plantava ervas medicinais<\/strong>. E eu, cuidava das diversas ervas que minha m\u00e3e cultivava, aprendia, crescia. Ao lado de minha casa moravam meu tio materno e sua esposa que era minha madrinha, Maroquinha, com seus 3 filhos. <strong>Cresci em sua casa, comendo de sua comida e sob os seus cuidados. Brincava com minhas vizinhas e ao longo dos anos, foram muitas fam\u00edlias que passaram pela Pedro Am\u00e9rico de Brito. Nessa rua, morava o antigo vereador, eleito pelo bairro do Tomba, Bartolomeu Pond\u00e9. Esse foi o meu primeiro contato mais de perto com a pol\u00edtica feirense. Ter um vereador morando na mesma rua de sua casa.<\/strong> Nossa! Uma crian\u00e7a como eu, j\u00e1 come\u00e7ava a conhecer sobre a pol\u00edtica da cidade. Lembro<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-52102\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0947102-346x300.png\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0947102-346x300.png 346w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0947102-170x147.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0947102-216x187.png 216w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0947102.png 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/> que o vereador estava precisando de algu\u00e9m para datilografar algumas coisas para ele. Estava pagando alguns trocados para esse trabalho. E eu que tinha acabado de concluir o curso de datilografia, falei com minha m\u00e3e para oferecer os meus servi\u00e7os de datil\u00f3grafa, e foi assim que datilografei alguns trabalhos para ele.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu <strong>estudei no Col\u00e9gio Polivalente, da 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9rie,<\/strong> entre os anos 1985 e 1988. Eu considerava o m\u00e1ximo estudar nessa escola! Sempre admirei as \u00e1rvores ao entorno da escola, gostava da estrutura das salas e do espa\u00e7o f\u00edsico do Col\u00e9gio. Amava as aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, com a Professora Am\u00e9rica, os times de handebol e, particularmente, gostava deveras de participar do gr\u00eamio estudantil. Nesse espa\u00e7o do Polivalente, eu fui profundamente influenciada pela rebeldia de minha professora de Hist\u00f3ria, Glad Lira. Ela era a <strong>imagem de mulher contestadora, rebelde e revolucion\u00e1ria que me saltava aos meus olhos de menina. L\u00e1 me descobri militante social e tomei gosto por assuntos pol\u00edticos.<\/strong> Depois disso, atrav\u00e9s do marido de minha irm\u00e3, ganhei uma bolsa e pude estudar no Col\u00e9gio Castro Alves, em 1989. Fui reprovada no 1\u00ba ano do ainda segundo grau, e senti na pele o abismo entre os conte\u00fados estudados em um ano numa escola p\u00fablica e numa escola privada na cidade. E em 1990, j\u00e1 sem bolsa de estudos, com muita luta, consegui uma vaga na disputada Escola T\u00e9cnica \u00c1ureo de Oliveira Filho, na Santa M\u00f4nica, para fazer o curso de T\u00e9cnica em Edifica\u00e7\u00f5es, no qual me formei em 1994, e me orgulho muito. <strong>Nesse per\u00edodo me bati de frente com as lutas pol\u00edticas e tive o privil\u00e9gio de ter como professor e grande influenciador o professor Gerinaldo Costa, atual presidente do PT da cidade. Nesse \u00ednterim, perdi uma irm\u00e3 de 23 anos. Essa experi\u00eancia me sensibilizou e me aproximou de uma amiga que me apresentou a juventude de uma igreja protestante do bairro.<\/strong> A\u00ed fui acolhida e trago com carinho a mem\u00f3ria de experi\u00eancias significativas vividas a\u00ed na Igreja Congregacional do bairro do Tomba e depois da Cristov\u00e3o Barreto. E minha milit\u00e2ncia passou a ser alguns lugares carentes do Tomba, especificamente <strong>a rua Iti\u00faba, conhecida como rua da lama.<\/strong> Em seu entorno, eu cresci enquanto ser humano, mulher nas ruas e nos movimentos sociais da igreja. Mergulhei profundamente nessas \u00e1guas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Trabalhei como estagi\u00e1ria em obras de constru\u00e7\u00e3o civil na cidade, fiz concurso para embasa, e l\u00e1 trabalhei apenas 3 meses na \u00e1rea de edifica\u00e7\u00f5es. Pedi exonera\u00e7\u00e3o do cargo, pois descobri que n\u00e3o tinha grande talento e nem motiva\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para seguir em frente. Fui trabalhar no comercio de Feira e deixei de lado o sonho de entrar para a universidade, pois nesse momento era somente eu e minha m\u00e3e, vi\u00fava, e que dependia somente de uma pens\u00e3o deixada pelo meu pai. Fui trabalhar para ajudar a minha m\u00e3e e a mim mesma. A<strong>p\u00f3s a morte de minha irm\u00e3, sa\u00edmos de nossa casa do Tomba, e moramos em algumas casas alugadas, no Sobradinho, morada das \u00c1rvores.<\/strong> E assim, dei refor\u00e7o escolar a filhos de fam\u00edlias mais abastadas, vendi doces (muita pa\u00e7oca), fui bab\u00e1, fiz faxinas para pagar material escolar do curso que fazia na Escola T\u00e9cnica, e para colaborar com as despesas da casa. Por fim, trabalhei na Farm\u00e1cia Silva, e em uma livraria evang\u00e9lica da cidade, chamada Kirius. Casei, engravidei de minha \u00fanica filha,<strong> Emilly, que agora tem quase 24 anos, e vive em Salvador, trabalhando no Instituto An\u00edsio Teixeira (IAT). No ano me descobri gr\u00e1vida dela (1988), eu voltei aos estudos, no STBNe \u2013 Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico Batista do Nordeste.<\/strong> Fui fazer o curso de Educa\u00e7\u00e3o Religiosa e M\u00fasica Sacra. Passei 5 anos no Semin\u00e1rio. Me formei em Pedagogia Crist\u00e3, na nova nomenclatura do curso, e depois fiz a convalida\u00e7\u00e3o do curso em Teologia. Nesse espa\u00e7o, o qual cham\u00e1vamos de Esquina Teol\u00f3gica do Mundo, cresci academicamente, tive significativas experi\u00eancias comunit\u00e1rias e de fraternidade. Conheci pessoas inomin\u00e1veis, tive contato com diversas teologias, cren\u00e7as, saberes. <strong>Aprendi a respeitar todas as religi\u00f5es, credos, n\u00e3o-cren\u00e7as. Nesse espa\u00e7o brotou a semente daquilo que estou-sendo hoje. Sementes feministas, anti-racistas, anti-intoler\u00e2ncia religiosa.<\/strong> Foi nesse espa\u00e7o que comecei a ler Ivone Gebara e Leonardo Boff, por exemplo, e me deslumbrei com Rubem Alves e encontrei, meu mestre Paulo Freire. Conheci aqui meus professores e professoras, Jorge Nery, Eliabe Barbosa (3\u00aa pessoa de Z\u00e9 Ningu\u00e9m, como ele se apresentava), Merval Rosa, Bianca Da\u00e9b\u00b4s, Marcos Monteiro, Allan Callahan, que impactaram profundamente minha experi\u00eancia com o Sagrado e com a comunidade. Conheci e fiz amizades profundas que cultivo at\u00e9 hoje e que mudaram para sempre a minha vida, e que n\u00e3o abro m\u00e3o de seguir segurando suas m\u00e3os, no STBINE, Elaine Miranda, no STBNe, An\u00edsia Neta, Aletuza Leite, Kelly Brito, Denilson Lima, Z\u00f3zimo Trabuco, dentre outros. Hoje em dia, n\u00e3o atuo mais diretamente em espa\u00e7os religiosos protestantes da cidade, mas acredito que deixei muitas amizades e lembran\u00e7as de trabalhos realizados por l\u00e1. <strong>Considero-me uma pessoa que consegue dialogar com pessoas de todas as religi\u00f5es,<\/strong> <strong>poderia me considerar ecum\u00eanica. Frequento tamb\u00e9m as umbandas, os candombl\u00e9s, os centros esp\u00edritas. E particularmente, tenho aprendido muito com as Ialorix\u00e1s da cidade, que costumo chamar de Iyalod\u00eas de Feira de Santana. Elas s\u00e3o int\u00e9rpretes da cidade.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-52103\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0948532-306x300.png\" alt=\"\" width=\"306\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0948532-306x300.png 306w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0948532-153x150.png 153w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0948532-191x187.png 191w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0948532.png 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/>Somente no ano de<strong> 2005 \u00e9 que consegui fazer vestibular<\/strong>. <strong>Nesse ano fui cursar letras com franc\u00eas na UEFS, no qual estudei por cinco semestres. Sempre trabalhei e estudei.<\/strong> Nesse per\u00edodo, j\u00e1 havia conclu\u00eddo o curso no STBNe, e era ministra de educa\u00e7\u00e3o na Igreja Batista Central, na qual trabalhei de 2003 at\u00e9 2007. Ano do meu div\u00f3rcio e de minha sa\u00edda da Igreja. <strong>Viajei em 2006 para uma experi\u00eancia de est\u00e1gio de 3 meses no revolucion\u00e1rio projeto educacional (Fazer a Ponte) da Escola da Ponte, em Vila das Avis, no norte de Portugal. Voltei cheia de sonhos com a educa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/strong> Logo depois, Interrompi a gradua\u00e7\u00e3o na UEFS para participar de um interc\u00e2mbio em Portugal em 2007. Vendi todas as minhas coisas, aluguei minha casa e fui de mudan\u00e7a para Portugal. F<strong>ui intercambista por dois semestres e depois participei da sele\u00e7\u00e3o para o mestrado na Universidade de Coimbra em 2008.<\/strong> E assim fui cursar o mestrado em Estudos Feministas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Passei, praticamente quatro anos vivendo na europa. A maior parte do tempo em Portugal (estudando e trabalhando), mas tamb\u00e9m viajei e tive experi\u00eancias em Su\u00e9cia, Luxemburgo, etc, e vivi algum tempo na Alemanha, e na Rep\u00fablica Tcheca. Foi um per\u00edodo muito importante de minha vida, de solitude, reflex\u00e3o, aprendizagens, refazimento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Defendi minha disserta\u00e7\u00e3o em 2011, na Universidade de Coimbra<\/strong>,<strong> ano em que voltei para o Brasil. Foi em 2011 tamb\u00e9m que me aproximei do n\u00facleo do PSOL de Feira de Santana,<\/strong> que se organizava nessa \u00e9poca e, juntamente com companheiros e companheiras, <strong>ajudei a construir o PSOL em Feira. A primeira sede do PSOL funcionou em um anexo da minha casa.<\/strong> A primeira campanha do PSOL foi pensada nesse lugar, a primeira conven\u00e7\u00e3o oficial do partido aconteceu ali, bem como o planejamento das primeiras candidaturas de prefeito e vereadora, no ano de 2012. Foi uma experi\u00eancia \u00edmpar, cheia de vigor, for\u00e7a, esperan\u00e7a, sonhos. Foi uma experi\u00eancia revolucion\u00e1ria para mim. Foi como concretizar todas as experi\u00eancias anteriores, a do gr\u00eamio estudantil do Col\u00e9gio Polivalente, das mobiliza\u00e7\u00f5es estudantis com alunos e professores da Escola T\u00e9cnica, das lutas nos projetos sociais nos anos da igreja, enfim. <strong>O ano de 2011 tamb\u00e9m foi muito importante para mim, pois passei a militar no Coletivo de Mulheres de Feira de Santana<\/strong>, do qual tenho como grande exemplo de vida a idealizadora desse projeto e uma amiga muito querida, Ana Rita Costa (muita gente conhece como Rita do Pet). O Coletivo de Mulheres me levou ao Mulieribus \u2013 UEFS, e me fez encontrar no caminho o MONDEC e o grande exemplo de F\u00e1tima, essa grande militante feminista da cidade, e me fez encontrar no caminho outras tantas mulheres de luta da cidade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em 2012, voltei a estudar na UEFS. Fiz novo vestibular e voltei para estudar letras com ingl\u00eas. Conclui, fiz mestrado em Estudos liter\u00e1rios, e passei a participar do grupo de Estudos de Estudos Liter\u00e1rios Contempor\u00e2neos \u2013 GELC, e aqui tive grande influ\u00eancia do meu querido mestre Ade\u00edtalo Pinho. Ele me influenciou para a escolha de estudar escritoras negras quando me apresentou a Maria Firmina dos Reis. <strong>E foi atrav\u00e9s da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado que encontrei com a tem\u00e1tica das Iyalod\u00eas, que ano passado me conduziu at\u00e9 \u00e0s Iyalod\u00eas de Feira de Santana.<\/strong> Tudo interligado. Atrav\u00e9s dos estudos de mestrado na UEFS, fui contemplada com uma bolsa de estudos que me levou at\u00e9 a PUC-Rio para estudar uma disciplina, A \u00c1frica que h\u00e1 em n\u00f3s, em 2017, com a professora baiana Eneida Leal Cunha. Fiquei entre Rio de Janeiro e Petr\u00f3polis entre 2017 e 2018. <strong>Em Petr\u00f3polis militei no PSOL, me envolvi com a tem\u00e1tica da negritude de maneira muito visceral. L\u00e1 eu estava na ocasi\u00e3o do assassinato de Marielle Franco,<\/strong> <strong>o que foi muito impactante vivenciar tudo isso de t\u00e3o perto das minhas irm\u00e3s pretas do partido. Ali\u00e1s, um m\u00eas antes de seu assassinato, estive participando de uma audi\u00eancia p\u00fablica na Alerj, na qual Marielle se fazia presente.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em 2014, minha fam\u00edlia e eu passamos por uma experi\u00eancia de viol\u00eancia, quando perdemos o meu sobrinho Kevenne Lopes, assassinado aos 21 anos aqui na cidade, no bairro do Tomba, em frente ao Col\u00e9gio Ana Brandoa, \u00e1 poucos metros de sua casa. Ele \u00e9 para mim o meu motivo de levantar com todas as minhas for\u00e7as a bandeira de luta contra o genoc\u00eddio da juventude negra, e que consequentemente me levou a militar na luta antirracista, e assim, <strong>defender o movimento da educa\u00e7\u00e3o antirracista, e passar a defender o movimento da Teologia Negra.<\/strong> <strong>bell hooks j\u00e1 era minha inspira\u00e7\u00e3o nessa caminhada desde os tempos dos estudos feministas em Portugal, e passou a ser, mais ainda, depois desses acontecimentos todos. Me inspiro muito nas milit\u00e2ncias de Odja Barros e de Ronilson Pacheco no que tange a essas tem\u00e1ticas.<\/strong> Todas essas viv\u00eancias foram fundamentais para que eu valorizasse a discuss\u00e3o cada vez mais de tem\u00e1ticas como: educa\u00e7\u00e3o antirracista, feminismos plurais, seguran\u00e7a p\u00fablica, principalmente nos bairros perif\u00e9ricos da cidade, o transporte p\u00fablico, a acessibilidade, o papel das pol\u00edcias, a descriminaliza\u00e7\u00e3o das drogas, o acesso \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, e outros. E tamb\u00e9m por entender que o cuidado com a cidade, com os trabalhadores e as trabalhadoras, em suas viv\u00eancias cotidianas, \u00e9 que resultar\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o de uma cidade para a maioria da popula\u00e7\u00e3o e numa cidade mais democr\u00e1tica. Por isso, pensar os lugares em que trabalhadoras e trabalhadores exercem o seu trabalho \u00e9 importante e necess\u00e1rio. <strong>Desde que passei a militar no PSOL e fui candidata em 2012 e 2014, respectivamente, a vereadora e a deputada federal, tem sido muito dif\u00edcil conseguir trabalho em Feira de Santana. Atuei muito tempo em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os para escolas, espa\u00e7os educacionais, dei aulas particulares em minha casa, enfim. Fui bolsista da UEFS em alguns programas, como o Universidade para todos, o Pr\u00e9-vestibular cidad\u00e3o. Trabalhei em algumas escolas particulares, no Pronatec em cidades como S\u00e3o Gon\u00e7alo e Concei\u00e7\u00e3o da Feira. Fui professora bolsista e dei aulas no Programa da UFBA G\u00eanero na Escola, na plataforma Moodle, trabalhei como coordenadora pedag\u00f3gica em Santo Estev\u00e3o por alguns anos, enfim. Sempre lutei pela sobreviv\u00eancia. Como toda mulher negra feirense, tenho batalhado muito todos os dias, desde que me entendo por gente.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-52104\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0949372-307x300.png\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0949372-307x300.png 307w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0949372-153x150.png 153w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0949372-191x187.png 191w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0949372.png 713w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/>Penso que Feira de Santana precisa construir um caminho que resulte em pol\u00edticas p\u00fablicas para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, principalmente nos bairros perif\u00e9ricos e nos distritos. \u00c9 urgente pensar em um plano de democratiza\u00e7\u00e3o da cidade! Escutar a sua popula\u00e7\u00e3o para conhecer as suas necessidades e saber por onde come\u00e7ar. Fazer consultas p\u00fablicas, promover audi\u00eancias p\u00fablicas, debates, plebiscitos; ouvir a popula\u00e7\u00e3o. <strong>A popula\u00e7\u00e3o tem sofrido com o aumento dos casos de feminic\u00eddios, genoc\u00eddio da juventude negra, descaso com os camel\u00f4s da cidade, com as mulheres que trabalham nas ruas da Marechal, Sales Barbosa, com os trabalhadores do Shopping Popular.<\/strong> H\u00e1 d\u00e9cadas convivemos com o descaso do executivo da cidade com as lagoas, o rio, com as \u00e1rvores e a nossa natureza. <strong>N\u00e3o temos nenhum plano de revitaliza\u00e7\u00e3o, nenhum planejamento ambiental. Esses s\u00e3o temas caros para mim. A quest\u00e3o da sa\u00fade tamb\u00e9m me toca bastante. Por ter endometriose profunda h\u00e1 mais de vinte anos, e nunca ter encontrado tratamento e nem apoio na rede p\u00fablica de sa\u00fade e a doen\u00e7a ainda ser desconhecida nas redes municipais de sa\u00fade, PCFs e Policl\u00ednicas da cidade, esse assunto da sa\u00fade sempre mexeu comigo.<\/strong> Converso com outras jovens e mulheres que tem o mesmo problema de sa\u00fade que eu e como eu, j\u00e1 passaram por diversas cirurgias, e dilemas parecidos na rede de sa\u00fade da cidade.<strong> Me preocupo, particularmente, com as muitas mulheres negras que tentam acessar a rede de sa\u00fade da cidade. Penso que todas essas quest\u00f5es que citei tem a ver com a pol\u00edtica<\/strong>. Como diz muito bem um antigo, mas atual lema feminista: \u201cO pessoal \u00e9 pol\u00edtico\u201d. Por isso, penso que temos que incentivar as pessoas a participar da pol\u00edtica, a fazer escolhas e entender que esse ato \u00e9 muito importante para o futuro do nosso pa\u00eds. Eu ainda me lembro muito bem de todos os meus passos em dire\u00e7\u00e3o ao posicionamento pol\u00edtico no mundo e penso que todos eles foram importantes, desde as viv\u00eancias estudantis \u00e0s viv\u00eancias nos espa\u00e7os religiosos, nos movimentos sociais e no partido pol\u00edtico. Lembro ainda de todo a minha gana e cren\u00e7a em um mundo melhor ao dar o meu primeiro voto em 1994 em Lula da Silva. <strong>Todas essas minhas experi\u00eancias, do voto \u00e0 milit\u00e2ncia, foram intensas. Algumas foram frustrantes, como o per\u00edodo ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 2014, quando fiquei ineleg\u00edvel, por conta de uma presta\u00e7\u00e3o de contas prestada equivocadamente pelo partido.<\/strong> <strong>Mas mesmo essa experi\u00eancia ruim e traum\u00e1tica, que roubaram meus direitos pol\u00edticos e civis por quase seis anos, me fez mais forte e mais consciente de que a luta muda vidas e de que \u00e9 necess\u00e1rio lutar sempre.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-52099\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0932162-346x283.png\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0932162-346x283.png 346w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0932162-170x139.png 170w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0932162-229x187.png 229w, https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Screenshot_20220505-0932162.png 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/>Eu n\u00e3o sei o que ser\u00e1 o futuro, nem de Feira, nem do Brasil, muito menos do mundo. Mas sei de uma coisa: se lutarmos e acreditarmos, ser\u00e1 no m\u00ednimo, diferente do que \u00e9 agora. <strong>Ano passado, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) me devolveu os direitos pol\u00edticos e civis. N\u00e3o tenho pensado no momento em voltar a militar no movimento partid\u00e1rio, mas nunca penso em abandonar a luta pol\u00edtica.<\/strong> Ela \u00e9 tamb\u00e9m uma luta pessoal, ao passo que \u00e9 coletiva. Acompanho sim, os fatos pol\u00edticos locais, estaduais, nacionais e do mundo. Fa\u00e7o minha an\u00e1lise de conjuntura a partir do lugar que estou no momento, e nos \u00faltimos quatro anos, que \u00e9 a socioeduca\u00e7\u00e3o do estado, na Funda\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a e do Adolescente \u2013 FUNDAC. Aqui fiz a minha casa e o meu espa\u00e7o de luta durante esses \u00faltimos quatro anos. Daqui acompanhei a pol\u00edtica local, as manifesta\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias, inclusive do PSOL, ao qual ainda estou filiada. Daqui assisti a conquista do mandato de vereador t\u00e3o sonhado n\u00e3o s\u00f3 por mim. \u00c9 deste lugar da socioeduca\u00e7\u00e3o, que coincidentemente estarei ocupando at\u00e9 o dia de amanh\u00e3, que eu fiz da minha luta a minha vida. E continuo acreditando na Revolu\u00e7\u00e3o, nos ideais de socialismos e de liberdades, um dia defendidos pelas esquerdas ao redor deste mund\u00e3o. E ainda acredito, que assim, combateremos os fundamentalismos tantos (racismos, misoginia, lgbtqifobias, etc) e desbravaremos mundos novos, com mais justi\u00e7a, paz, fraternidade e liberdade para ser o que se \u00e9 e o que se quer ser.<\/em><\/p>\n<div id=\"blogd-1401979812\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Nota do BF<\/em> &#8211; O texto acima \u00e9 resultado de troca de mensagens\/entrevista via WhatsApp entre a autora e o jornalista J\u00e2nio R\u00eago.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasci e me criei em Feira de Santana, no bairro do Tomba, em 1976. Sou a ca\u00e7ula de uma fam\u00edlia de cinco irm\u00e3os. Tive uma inf\u00e2ncia muito feliz, cercada de cuidados de meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, m\u00e3e e madrinha. Meu pai veio a \u00f3bito quando eu tinha 9 anos. 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