{"id":65030,"date":"2024-12-28T21:31:40","date_gmt":"2024-12-29T00:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=65030"},"modified":"2025-03-06T23:11:15","modified_gmt":"2025-03-07T02:11:15","slug":"a-condicao-marcadamente-humana-da-pesquisa-ou-ainda-ha-gente-que-escreve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2024\/12\/28\/a-condicao-marcadamente-humana-da-pesquisa-ou-ainda-ha-gente-que-escreve\/","title":{"rendered":"A condi\u00e7\u00e3o marcadamente humana da pesquisa, ou: ainda h\u00e1 gente que escreve!"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-352497594\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Os ass\u00edduos leitores de longa data mais atentos deste Blog j\u00e1 repararam que esta coluna est\u00e1 h\u00e1 bastante tempo sem grandes novidades. H\u00e1 algumas raz\u00f5es para isso, mas uma delas \u00e9 que, nos \u00faltimos anos, estive me dedicando \u00e0 conclus\u00e3o do mestrado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, que agora pomposamente estampa minha descri\u00e7\u00e3o no fim do post. No entanto, sempre estive aqui pelo Blog: revisando textos, trocando banners, publicando mat\u00e9rias &#8220;frias&#8221;, corrigindo erros e outras in\u00fameras atividades administrativas e de manuten\u00e7\u00e3o do site.<\/p>\n<p>O mestrado, por sua vez, j\u00e1 foi conclu\u00eddo. Disserta\u00e7\u00e3o defendida e enviada para a publica\u00e7\u00e3o. Ainda est\u00e1 &#8220;no prelo&#8221;, mas logo deve ser disponibilizada na \u00edntegra na biblioteca virtual da Universidade Federal de Santa Catarina. Este post, no entanto, n\u00e3o \u00e9 uma presta\u00e7\u00e3o de contas. Irei transcrever um trecho dos agradecimentos da disserta\u00e7\u00e3o. Foi uma das partes que mais gostei de escrever e que fluiu quase que naturalmente de uma vez s\u00f3, ao contr\u00e1rio do restante do trabalho, lento e laborioso. Resolvi, ent\u00e3o, aproveitar o que seria apenas uma formalidade acad\u00eamica para refletir sobre o que significa fazer ci\u00eancia e, mais importante, sobre o que significa ser humano no contexto da pesquisa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Por mais que a aridez dos textos cient\u00edficos possa testemunhar em contr\u00e1rio, os trabalhos acad\u00eamicos n\u00e3o s\u00e3o escritos no v\u00e1cuo. Eles derivam de condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, pessoais, laborais e relacionais espec\u00edficas. \u00c9 j\u00e1 senso comum que o pesquisador, ainda mais nas ci\u00eancias que estudam diretamente a a\u00e7\u00e3o humana, n\u00e3o consegue mais convencer a audi\u00eancia de sua neutralidade: seu vi\u00e9s j\u00e1 se inicia quando elege, dentre uma multitude de possibilidades, o tema que ir\u00e1 trabalhar, quando seleciona sua metodologia, quando encontra aportes te\u00f3ricos que podem subsidi\u00e1-lo na tarefa a que se prop\u00f4s.<\/p>\n<p>A \u00e9tica da pesquisa cient\u00edfica, no entanto, imp\u00f5e a ele (esse pesquisador abstrato e quase sempre masculinizado, pela hist\u00f3ria, pela estrutura social e pela pr\u00f3pria linguagem) um afastamento no m\u00ednimo lingu\u00edstico do conte\u00fado de sua pesquisa. Rapidamente o \u201ceu\u201d, que escrevo, se transmuta em \u201cn\u00f3s\u201d, que afirmamos, que notamos, que argumentamos, que convencemos, que reconstru\u00edmos, que conclu\u00edmos. Se o \u201cn\u00f3s\u201d tem a vantagem de neutralizar os marcadores de distin\u00e7\u00e3o social do ser-que-pesquisa, tem a desvantagem de apagar o <em>ego <\/em>que realiza uma a\u00e7\u00e3o. Sobretudo em um trabalho monogr\u00e1fico, assinado, avaliado formalmente e conducente a um t\u00edtulo acad\u00eamico, o \u201cn\u00f3s\u201d cumpre a fun\u00e7\u00e3o de dessituar o que \u00e9 absolutamente situado.<\/p>\n<p>Assim, o \u00fanico ref\u00fagio tradicional do <em>ego <\/em>s\u00e3o as p\u00e1ginas que v\u00eam antes do corpo da pesquisa \u201cem si\u201d: a ep\u00edgrafe, os agradecimentos, alguma ou outra nota introdut\u00f3ria. Aqui, descobre-se que de fato h\u00e1 um ser humano que realizou a pesquisa que porventura encontra-se inserido numa teia de rela\u00e7\u00f5es sociais, possui familiares, amigos, expressa emo\u00e7\u00f5es, frusta\u00e7\u00f5es, reflete sobre a dificuldade inerente \u00e0 pesquisa cient\u00edfica, esteve em algum local do planeta. Pistas interessantes, mas frequentemente escassas e fragment\u00e1rias, carregando linguagens que n\u00e3o se endere\u00e7am, como a pesquisa, a potencialmente todos os leitores da l\u00edngua em que \u00e9 escrita o trabalho.<\/p>\n<p>Esta disserta\u00e7\u00e3o, \u00e9 evidente, n\u00e3o fugir\u00e1 a essa regra. Afinal, a atividade que realizo aqui \u00e9 de tradi\u00e7\u00e3o quase milenar, a defesa de teses teol\u00f3gicas, filos\u00f3ficas ou cient\u00edficas para obter um grau que indique a exist\u00eancia de alguma capacidade intelectual aut\u00f4noma. Presume-se ao menos que, obtendo um t\u00edtulo pretensiosamente intitulado Mestre, eu tenha demonstrado alguma capacidade de articular ideias minimamente coerentes e de desenvolver uma pesquisa aut\u00f4noma de qualidade aceit\u00e1vel. Por isso, desde o s\u00e9culo X, os Europeus \u2013 e muitos argumentam que duzentos anos antes, os \u00e1rabes \u2013 realizam um ritual em linhas gerais semelhantes ao que performo agora.<\/p>\n<p>Se algo o estudo da Ci\u00eancia Pol\u00edtica e da Sociologia me ensinou foi a import\u00e2ncia da performance, dos pap\u00e9is sociais e, igualmente, das redes discursivas, dos textos que os sustentam e permitem sua continuidade no tempo e no espa\u00e7o, a reprodu\u00e7\u00e3o, no jarg\u00e3o cient\u00edfico. Assim, por mais que se possa tentar de alguma maneira escapar a esse padr\u00e3o, ele \u00e9 inexor\u00e1vel pela pr\u00f3pria natureza impositiva da atividade que realizo \u2013 que evid\u00eancia maior do que esta pr\u00f3pria reflex\u00e3o, grafada na norma padr\u00e3o da l\u00edngua portuguesa?<\/p>\n<p>Como aqui ainda posso falar do que sinto, devo confessar que \u00e9 um misto de admira\u00e7\u00e3o, resigna\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Admiro o pr\u00f3prio fato de haver a esp\u00e9cie humana, um animal que trata discursivamente de seus assuntos. Admiro a possibilidade de continuidade, a renova\u00e7\u00e3o dos assuntos humanos pelo ciclo de nascimento e mortalidade. Essa renova\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o \u00e9 completa por causa da intersubjetividade, que gera a tradi\u00e7\u00e3o e que permite a continuidade intertemporal dos nobres esfor\u00e7os humanos, ou das opress\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o. A capacidade do ser humano em comunicar-se por meio da linguagem, que comporta proferimentos potencialmente infinitos, \u00e9 algo que sempre me causa admira\u00e7\u00e3o. Na imensid\u00e3o de um universo regido por leis naturais precisas e constantes bem ajustadas, h\u00e1 um ser que cria discurso, tamb\u00e9m imenso, potencialmente ainda mais infinito que o universo. Quando descobrirmos \u2013 ah, esse quando, a certeza do homem da modernidade! \u2013 todo o universo; quando mapearmos todas as estrelas, todos os planetas, quando descrevermos cada \u00e1tomo, cada quark, quando os inserirmos num modelo explicativo da totalidade do Big Bang at\u00e9 a morte termodin\u00e2mica do Universo: ainda haver\u00e1 sobre o que falar?<\/p>\n<p>Se o discurso permite a continuidade da esp\u00e9cie humana e a cria\u00e7\u00e3o de coisas novas, por que, ent\u00e3o, sinto resigna\u00e7\u00e3o diante da tarefa de adicionar mais palavras ao mundo? As palavras, que servem para inventar coisas novas, tamb\u00e9m permitem a continuidade de coisas muito antigas e que talvez j\u00e1 n\u00e3o devessem mais ter lugar. Se a comunica\u00e7\u00e3o permite a colabora\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de mil\u00eanios, ela tamb\u00e9m ancora situa\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o e injusti\u00e7a profundas no respeit\u00e1vel termo \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d. Por que tantas palavras perpetuam a nega\u00e7\u00e3o do reconhecimento de indiv\u00edduos e grupos tidos como menos semelhantes aos seus pares humanos? Se ao menos desde Saussure sabemos que os signos n\u00e3o se confundem com a materialidade de seu significado, sua exist\u00eancia real \u00e9 inquestion\u00e1vel por seus efeitos profundos no mundo. A resigna\u00e7\u00e3o parece ser, ent\u00e3o, a \u00fanica resposta poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a esperan\u00e7a, esta sim, surge da pr\u00f3pria capacidade de renova\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica da natureza \u2013 a filosofia diria que a natalidade \u00e9 o milagre que salva o mundo de sua ru\u00edna natural, a ci\u00eancia diria que a vida reverte a tend\u00eancia termodin\u00e2mica \u00e0 entropia. Contudo ela seria in\u00fatil se a natureza n\u00e3o tivesse capacidade de renovar-se a si pr\u00f3pria, pela evolu\u00e7\u00e3o, e o ser humano de renovar o seu pr\u00f3prio mundo, pela a\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o, esta sim, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de novos discursos. Eles sempre estar\u00e3o, evidentemente, vinculados aos recursos dispon\u00edveis ao ator \u2013 em primeiro lugar, o pr\u00f3prio sistema lingu\u00edstico compartilhado por seus pares. Por\u00e9m \u00e9 apenas a esperan\u00e7a (uma capacidade curiosamente semelhante \u00e0 f\u00e9, o que talvez ajude a explicar a profundidade do sentimento religioso humano) que d\u00e1 sentido a qualquer discurso ou a\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio esperar, acreditar, ter f\u00e9 de que algo possa ser, ainda que s\u00f3 um pouco, diferente. \u00c9 preciso ao menos suspeitar que, ao dizer algo, est\u00e1-se correndo o risco de incorrer numa inova\u00e7\u00e3o, em uma sequ\u00eancia de palavras que n\u00e3o foram ainda postas lado a lado e que podem produzir efeitos imprevis\u00edveis. O infinito cont\u00e1vel do sistema lingu\u00edstico, que permite expressar as mais terr\u00edveis ideias e as mais belas poesias, \u00e9 o primeiro fator da esperan\u00e7a \u2013 ou mesmo da f\u00e9.<\/p>\n<div id=\"blogd-2424880694\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p>Volto \u00e0 minha pergunta, agora reformulada: quando se disser tudo que se pode dizer, quando a linguagem se esgotar completamente, quando todos os trabalhos liter\u00e1rios, cient\u00edficos e filos\u00f3ficos que poderiam ser escritos forem escritos, quando todos os discursos de encorajamento forem ditos, quando todas as can\u00e7\u00f5es tristes forem cantadas, ainda haver\u00e1 o que dizer, o que escrever ou o que cantar?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ass\u00edduos leitores de longa data mais atentos deste Blog j\u00e1 repararam que esta coluna est\u00e1 h\u00e1 bastante tempo sem grandes novidades. H\u00e1 algumas raz\u00f5es para isso, mas uma delas \u00e9 que, nos \u00faltimos anos, estive me dedicando \u00e0 conclus\u00e3o do mestrado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, que agora pomposamente estampa minha descri\u00e7\u00e3o no fim do post.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":65032,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[592,1],"tags":[],"class_list":["post-65030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunistas","category-raiz"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/DALL\u00b7E-2024-12-28-21.31.02-A-subtly-abstract-and-contemporary-depiction-of-academic-reflection-inspired-by-a-university-setting-in-Florianopolis-Brazil.-The-foreground-shows-a-.webp","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3niVf-gUS","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":56703,"url":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2023\/02\/28\/tom-ze-e-a-estrada-de-alagoinhas-pra-feira-nunca-passou-um-trem\/","url_meta":{"origin":65030,"position":0},"title":"Tom Z\u00e9 e a estrada de Alagoinhas pra Feira: &#8220;nunca passou um trem&#8221;","author":"Blog da Feira","date":"28\/02\/2023","format":false,"excerpt":"Se n\u00e3o me engano essa era a linha que vinha de Juazeiro a Feira de Santana e passaria por Irar\u00e1. 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