{"id":71511,"date":"2026-03-01T08:37:13","date_gmt":"2026-03-01T11:37:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=71511"},"modified":"2026-03-02T02:43:31","modified_gmt":"2026-03-02T05:43:31","slug":"euclides-e-a-criacao-da-realidade-os-sertoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2026\/03\/01\/euclides-e-a-criacao-da-realidade-os-sertoes\/","title":{"rendered":"Euclides e a cria\u00e7\u00e3o da realidade: &#8216;Os Sert\u00f5es&#8217;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-3189753470\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Legi\u00f5es de homens estropiados, com suas armas toscas, a bater-se contra o ex\u00e9rcito nacional: foi isto o que se viu, do amanhecer ao p\u00f4r-do-sol daquele 1 de outubro de 1897. Os mortos, todos: os derrotados. Canudos, o nome do palco destro\u00e7ado, um arraial troncho de vinte mil pobres almas do qual uma s\u00f3 casa n\u00e3o restou de p\u00e9; jagun\u00e7os, um feio nome fac\u00ednora, seus her\u00f3is; o fan\u00e1tico Antonio Conselheiro, o comandante-em-chefe. Foi a mais absurda guerra da hist\u00f3ria do Brasil. E pensar que tudo ficaria t\u00e3o s\u00f3 esbranqui\u00e7ada mem\u00f3ria n\u00e3o fosse aquele sujeito chamado Euclides a ter presenciado!<\/p>\n<p>Misto de literatura e hist\u00f3ria, a bem dizer \u2013 e com uns certos laivos de ci\u00eancia, acrescente-se (para bem ou para mal) -, Os sert\u00f5es \u00e9 para n\u00f3s, brasileiros, um cl\u00e1ssico. Nossos livros did\u00e1ticos, pelo menos at\u00e9 os anos 60, registravam, para que a bem assimil\u00e1ssemos, a frase magna da obra: \u201cO sertanejo \u00e9 antes de tudo um forte.\u201d Algo de fato altissonante; barroquizante \u2013 se assim nos podemos expressar. Mas, absolutamente, bem pouco distante da verdade.<\/p>\n<p>Euclides, este, teve tamb\u00e9m seu barroco fim: morreu num duelo a bala; motivos passionais. Tinha 43 anos. Este professor de l\u00f3gica de um dos mais conceituados col\u00e9gios da \u00e9poca, e que h\u00e1 exatos cem anos escrevia as \u00faltimas p\u00e1ginas do seu fascinante livro, vai estar um pouco, agora, conosco.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 bem da guerra que quero falar, entendam. Ser\u00e1 mais pr\u00f3prio dizer que estarei falando sobre o livro que a registrou. Isto faz alguma diferen\u00e7a: tenho c\u00e1 comigo umas suspeitas de que foi justamente o livro que fez aquela guerra \u201c<em>existir<\/em>\u201d. A verdade \u00e9, um pouco, o que escrevemos. Quero falar, portanto, dessa liga\u00e7\u00e3o, agora verdadeiramente um tanto n\u00e3o desenred\u00e1vel, entre a fic\u00e7\u00e3o e a realidade.<\/p>\n<p>Mas vamos, de todo modo, \u00e0 guerra. Canudos, o cen\u00e1rio, era s\u00f3 um amontoado de casebres. O homem que a comandava, Antonio Conselheiro, tinha um nome emblem\u00e1tico e hist\u00f3rias. Adoravam-no. Em suas pr\u00e9dicas, aquele jesus cristo dos ainda mais miser\u00e1veis exclamava apontando os morros e rios circundantes: ser\u00e3o montanhas de cuscuz e rios de leite. E vociferava, dirigindo-se talvez aos opressores do litoral: O sert\u00e3o vai virar mar e o mar vai virar sert\u00e3o. As gentes das redondezas, e ainda de mais distante, vinham para escut\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Mas o fato \u00e9 que a fome, essa, grassava.<\/p>\n<p>Era este o estado de coisas que o engenheiro Euclides da Cunha encontrara ao desembarcar no sert\u00e3o baiano naquele outubro de 1897. Vinha cobrir a guerra para O Estado de S. Paulo, um jornal do sul. Chegara nos \u00faltimos dias. Mas vira muito. Vira praticamente tudo. Pelo menos, foi em grande parte com base em seu depoimento que os historiadores que vieram depois redigiram seus escritos. Eis porque se tem Euclides como um dos criadores da nossa realidade.<\/p>\n<p>Em 1902 o livro foi publicado. Fruto de quatro anos (desde o fim da guerra, em 1897) de trabalho para ordenar e aprofundar o conte\u00fado das reportagens, mas sobretudo da mem\u00f3ria abalada, Os sert\u00f5es j\u00e1 nascia um cl\u00e1ssico. Liam-no, discutiam-no. Os quatro anos passados, muito longe de fazerem esquecer o drama de uns miser\u00e1veis, reavivaram um certo difuso sentimento de solidariedade que quase se poderia dizer de uma na\u00e7\u00e3o. Fiel a Taine, Euclides da Cunha sabia do valor que a intensidade da descri\u00e7\u00e3o conferia ao objeto descrito; constru\u00e7\u00f5es ambas, hist\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o (parecia ele intuir) s\u00f3 sobrevivem pelo estilo. Debru\u00e7ado sobre a volumosa papelada das anota\u00e7\u00f5es, o estudioso j\u00e1 n\u00e3o se interessava pelo simples e honesto registro do fato; queria edific\u00e1-lo, imprimi-lo indelevelmente nos cora\u00e7\u00f5es. Da\u00ed o art\u00edfice da palavra e da imagem. Se, por vezes, esse estilo parece veicular id\u00e9ias ainda mal digeridas de uma \u00e9poca, como na descri\u00e7\u00e3o do valente Paje\u00fa:<\/p>\n<p>\u201c<em>Capitaneava-os, agora, um mesti\u00e7o de bravura inexced\u00edvel e ferocidade rara, Paje\u00fa. Leg\u00edtimo cafuz, no seu temperamento impulsivo acolchetavam-se todas as tend\u00eancias das ra\u00e7as inferiores que o formavam. Era o tipo completo do lutador primitivo \u2013 ing\u00eanuo, feroz e destemeroso \u2013 simples e mau, brutal e infantil, valente por instinto, her\u00f3i sem o saber \u2013 um belo caso de retroatividade at\u00e1vica, forma retardat\u00e1ria de troglodita sanhudo aprumando-se ali com o mesmo arrojo com que, nas velhas idades, vibrava o machado de s\u00edlex \u00e0 porta das cavernas&#8230;\u201d<\/em> por muitas outras, \u00e9 justamente ele (esse mesmo estilo) que nos faz volver \u00e0quela \u201c<em>realidade maior do que a realidade<\/em>\u201d, dos versos do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, tamb\u00e9m nitidamente vislumbrada por aquele Cam\u00f5es em:<\/p>\n<p><em>\u201cCousas h\u00e1 i que passam sem ser cridas,<\/em><br \/>\n<em>E cousas cridas h\u00e1 sem ser passadas.\u201d<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o que o estilo seja o justo e correto. O pr\u00f3prio Euclides j\u00e1 bem via isto quando escreveu: \u201c<em>Se um grande homem pode impor-se a um grande povo pela influ\u00eancia deslumbradora do g\u00eanio, os degenerados perigosos fascinam com igual vigor as multid\u00f5es tacanhas.<\/em>\u201d Mas \u00e9 o estilo, sim \u2013 dizemos -, o fadado a permanecer. Isto \u00e9 decerto uma defesa da literatura, reconhe\u00e7o. Mas a vida escrita \u00e9, de certo modo, literatura. A \u201c<em>Tr\u00f3ia de taipa dos jagun\u00e7os<\/em>\u201d \u2013 como Euclides denominava Canudos em sua exaltada evoca\u00e7\u00e3o de Homero \u2013, \u00e9, queiramos ou n\u00e3o, literatura. N\u00e3o houvesse quem a descrevesse, e com as exatas palavras da arte liter\u00e1ria, ter\u00edamos no m\u00e1ximo uma mancha de brutos e quase indistintos fatos perfeitamente ilh\u00e1veis no espa\u00e7o e no tempo. A luta do dia 1 de outubro, por exemplo, \u00e0 qual o escritor assistira de bin\u00f3culo desde os montes que rodeavam a vila rebelde, ao lado das guarni\u00e7\u00f5es e seus canh\u00f5es tonitroantes, \u00e9 descrita com min\u00facias de pesquisador, mas \u00e9 sobretudo o estilo ex\u00edmio de grande romancista o que se mostra em toda sua pujan\u00e7a. Os exemplos s\u00e3o in\u00fameros. \u201cFechemos este livro\u201d \u2013 escreve ele na pen\u00faltima p\u00e1gina:<\/p>\n<p><em>\u201cCanudos n\u00e3o se rendeu. Exemplo \u00fanico em toda a hist\u00f3ria, resistiu at\u00e9 ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precis\u00e3o integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando ca\u00edram os seus \u00faltimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma crian\u00e7a, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 o estilo a realidade instaurada por Euclides. Perpassa todo o livro. Ainda ali, pr\u00f3ximo \u00e0 cita\u00e7\u00e3o acima, mas n\u00e3o exatamente o gran finale, vemos: \u201c<em>Caiu o arraial a 5. No dia 6 acabaram de o destruir desmanchando-lhe as casas, 5200, cuidadosamente contadas<\/em>.\u201d A \u00faltima p\u00e1gina, propriamente, \u00e9 dedicada ao Conselheiro. \u00c0 exuma\u00e7\u00e3o do seu cad\u00e1ver, morto e enterrado semanas antes. \u201c<em>D\u00e1diva preciosa<\/em>\u201d \u2013 escreve Euclides \u2013 \u201c<em>\u00fanico pr\u00eamio, \u00fanicos despojos opimos de tal guerra!<\/em>\u201d A palavra opimos que registramos n\u00e3o \u00e9 usual; quer dizer \u201cexcelente, rico\u201d. Mas em \u201c<em>despojos opimos<\/em>\u201d, se quer dizer (vem dos romanos) as armas do general inimigo, morto e despojado pela m\u00e3o do general vencedor. Que despojos!<\/p>\n<p>O homem \u00e9 quase uma extens\u00e3o da terra em Euclides. A frase que abre um dos cap\u00edtulos desta se\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 aquela mesma: \u201cO sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte.\u201d S\u00f3 que, antes de tudo, o que Euclides revela desse homem \u00e9 a sua s\u00f3 apar\u00eancia. \u201c<em>\u00c9 desgracioso, desengon\u00e7ado, torto. H\u00e9rcules-Quas\u00edmodo, reflete no aspecto a fealdade t\u00edpica dos fracos<\/em>\u201d \u2013 assim o descreve. Mostra-lhe a abatida postura, a emprestar-lhe aquela humildade deprimente.<\/p>\n<p><em>\u201cA p\u00e9, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. (&#8230;) E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo \u2013 cai \u00e9 o termo \u2013 de c\u00f3coras, atravessando largo tempo numa posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio inst\u00e1vel, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos p\u00e9s, sentado sobre os calcanhares, com um simplicidade a um tempo rid\u00edcula e ador\u00e1vel<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Entretanto, diz, toda esta apar\u00eancia de descanso ilude. Transmuta\u00e7\u00f5es completas s\u00e3o operadas quando de uma necessidade, s\u00fabita precis\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u201cO homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabe\u00e7a firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instant\u00e2nea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos \u00f3rg\u00e3os; e da figura vulgar do tabar\u00e9u canhestro, reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um tit\u00e3 acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de for\u00e7a e agilidade extraordin\u00e1rias<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>A precis\u00e3o s\u00fabita pode ser, por exemplo, recolher uma r\u00eas tresmalhada; a descri\u00e7\u00e3o tem algo de cinematogr\u00e1fico e as palavras s\u00e3o de um poeta (<em>&#8230;acicates de rosetas largas nas ilhargas da montaria..<\/em>.):<\/p>\n<p>\u201c<em>Mas se uma r\u00eas alevantada envereda, esquiva, adiante, pela caatinga garranchenta; ou se uma ponta de gado, ao longe, se trasmalha, ei-lo em momentos transformado, cravando os acicates de rosetas largas nas ilhargas da montaria e partindo como um dardo, atufando-se velozmente nos d\u00e9dalos inextric\u00e1veis das juremas.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A biografia de Antonio Conselheiro, que segue a descri\u00e7\u00e3o do homem sertanejo, coloca-nos como que diante do cen\u00e1rio prestes a se abrir: o da guerra. \u201c&#8230;<em>E surgia na Bahia o anacoreta sombrio, cabelos crescidos at\u00e9 aos ombros, barba inculta e longa; face escaveirada; olhar fulgurante; monstruoso, dentro de um h\u00e1bito azul de brim americano; abordoado ao cl\u00e1ssico bast\u00e3o, em que se apoia o passo tardo dos peregrinos&#8230;\u201d<\/em> Conta Euclides que j\u00e1 naqueles \u00faltimos dias da guerra, em 1897, um caboclo lhe dissera ter conhecido aquele Antonio Mendes Maciel, apelidado o Conselheiro, nos sert\u00f5es de Pernambuco, estado vizinho da Bahia. Desde mo\u00e7o, misterioso; andando sem rumo certo, indiferente \u00e0 vida e aos perigos, dormindo ao relento \u00e0 beira dos caminhos, \u201c<em>tornou-se logo alguma coisa de fant\u00e1stico ou mal-assombrado para aquelas gentes simples. Ao abeirar-se das rancharias dos tropeiros aquele velho singular, de pouco mais de trinta anos, fazia que cessassem os improvisos e as violas festivas<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>A beleza era-lhe a face tentadora de Sat\u00e3 \u2013 diz Euclides. \u201c<em>O Conselheiro extremou-se mesmo no mostrar por ela invenc\u00edvel horror. Nunca mais olhou para uma mulher. Falava de costas mesmo \u00e0s beatas velhas, feitas para amansarem s\u00e1tiros.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O homem n\u00e3o s\u00f3 aconselhava ou fazia serm\u00f5es; tamb\u00e9m escrevia. Sabia articular seus pensamentos de algum modo e impressionava. Profeta, viera para anunciar o fim dos tempos.<\/p>\n<p><em>\u201c&#8230;Em 1896 hade rebanhos mil correr da praia para o cert\u00e3o (sic); ent\u00e3o o cert\u00e3o virar\u00e1 praia e a praia virar\u00e1 cert\u00e3o.\/ Em 1897 haver\u00e1 muito pasto e pouco rasto e um s\u00f3 pastor e um s\u00f3 rebanho.\/ Em 1898 haver\u00e1 muitos chap\u00e9us e poucas cabe\u00e7as<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Essas foram algumas das frases que correram mundo. O cinema nacional e a can\u00e7\u00e3o popular escolheram uma delas para cavalo de batalha \u2013 e n\u00e3o custa repeti-la: <em>\u201cO sert\u00e3o vai virar mar e o mar vai virar sert\u00e3o.\u201d<\/em> Metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira a conhece.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o, depois de ter dissertado sobre a terra, o homem e o her\u00f3i do livro, \u00e9 que Euclides da Cunha nos introduz na cidade-fortaleza, Canudos \u2013 \u201c<em>uma tapera de cerca de cinquenta capuabas de pau-a-pique<\/em>\u201d no ano de 1890 -, em seis anos transformada na \u201c<em>Tr\u00f3ia de taipa dos jagun\u00e7os\u201d<\/em> e suas quinze a vinte mil almas. O livro nos toma, ent\u00e3o, o f\u00f4lego e n\u00e3o mais queremos abandon\u00e1-lo. Euclides elenca os outros personagens: Jos\u00e9 Ven\u00e2ncio, Paje\u00fa, Lalau, Chiquinho, Jo\u00e3o da Mota, Pedr\u00e3o, Est\u00eav\u00e3o, Joaquim Tranca-p\u00e9s, Raimundo Boca-torta, Chico Ema, Norberto, Quinquim de Coiqui, Antonio Fogueteiro, Jos\u00e9 Gamo, Fabr\u00edcio de Cocoboc\u00f3, Macambira, Vila Nova, Jo\u00e3o Abade, Antonio Beato, Jos\u00e9 Felix, o Taramela, Manuel Quadrado.<\/p>\n<div id=\"blogd-882251758\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p>Que durmam em paz e nos perdoem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Legi\u00f5es de homens estropiados, com suas armas toscas, a bater-se contra o ex\u00e9rcito nacional: foi isto o que se viu, do amanhecer ao p\u00f4r-do-sol daquele 1 de outubro de 1897. Os mortos, todos: os derrotados. 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