{"id":71773,"date":"2026-03-22T11:54:38","date_gmt":"2026-03-22T14:54:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=71773"},"modified":"2026-03-22T11:54:38","modified_gmt":"2026-03-22T14:54:38","slug":"o-modo-lirico-do-linguajar-sertanejo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2026\/03\/22\/o-modo-lirico-do-linguajar-sertanejo-2\/","title":{"rendered":"O modo l\u00edrico do linguajar sertanejo"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-4022856811\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.gov.br\/servico.asp?s=a&#038;titulo=Solenidade-festiva-marca-centen%C3%A1rio-do-Pa%C3%A7o-Municipal-Maria-Quit%C3%A9ria.html&#038;id=1&#038;link=secom\/noticias.asp&#038;idn=42892#noticias\" target=\"_blank\" aria-label=\"728&#215;90 (5)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/728x90-5.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><p>Em 1984 o artista pl\u00e1stico Juraci D\u00f3rea armou esculturas de couro em v\u00e1rios pontos do sert\u00e3o baiano, a maioria delas na regi\u00e3o de Canudos. Essas esculturas eram simples: fincavam-se algumas varas grossas no ch\u00e3o e se entran\u00e7ava por elas duas ou tr\u00eas solas e peda\u00e7os de solas, amarrando-as ou pregando-as para que se mantivessem firmes sob o tempo. Os locais escolhidos eram descampados, encruzilhadas, margens de rios, feiras livres; o p\u00fablico, o homem do campo.<\/p>\n<p>Isto, que para n\u00f3s, moradores de cidades, parece ins\u00f3lito &#8211; esculturas de arte feitas de varas e couro curtido &#8211; obteve dos sertanejos as mais variadas interpreta\u00e7\u00f5es. Sobre algumas dessas interpreta\u00e7\u00f5es &#8211; ou, mais exatamente, sobre o modo como essas interpreta\u00e7\u00f5es eram expressas &#8211; \u00e9 que vamos falar.<\/p>\n<p>Varas e couros est\u00e3o no dia-a-dia dos sertanejos. S\u00e3o materiais \u00fateis, t\u00eam fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. V\u00ea-los especados no ch\u00e3o pode significar mera ast\u00facia: as pessoas gostam de astuciar &#8211; pensam eles. Com poucos dias de relento, chega ali um e destamboca uma pontinha da sola para consertar a alpercata, fazer loros; e, naturalmente, a obra de arte completa o seu ciclo. Os paus fincados permanecem erguidos por mais algum tempo.<\/p>\n<p>Mas estamos agora com a escultura intacta, rec\u00e9m-inaugurada. Mulheres e homens, velhos e crian\u00e7as, se aproximam, procuram saber uns dos outros de que se trata, para que serve. Avelina, 42 anos, descansa o pote debaixo de uma moita, segura a barra do vestido:<\/p>\n<p><em>Parece a\u00ed uma inst\u00facia qui ningu\u00e9m nunca viu aqui, qui eu num vou diz\u00ea qui n\u00f3is j\u00e1 temos visto aqui, qui n\u00f3is nunca viu, n\u00e3o \u00e9<\/em>?<\/p>\n<p>Repare-se sua fala &#8211; uma tr\u00edplice nega\u00e7\u00e3o, e, ainda, a d\u00favida final: n\u00e3o \u00e9? \u201c<em>Inst\u00facia<\/em>\u201d \u00e9 algo que se inventa; para o sertanejo, instuciar \u00e9 tornar a vida interessante.<br \/>\nJos\u00e9 Dias, 28 anos; foi-lhe perguntado o que achava daquilo.<\/p>\n<p><em>Eu acho q\u2019isso a\u00ed \u00e9 um divirtimento, n\u00e3o ser\u00e1? Se n\u00e3o fosse divirtimento n\u00e3o tava teno ningu\u00e9m aqui, n\u00e9?<\/em><\/p>\n<p>A mesma interroga\u00e7\u00e3o final: n\u00e9? E a no\u00e7\u00e3o de \u201c<em>divirtimento<\/em>\u201d, daquilo que nos tira do marasmo cotidiano e nos remete para fora de n\u00f3s &#8211; ou, na melhor hip\u00f3tese, para dentro de n\u00f3s, para uma parte nossa aflorante, desejante de aflorar. Jos\u00e9 Dias n\u00e3o fala exatamente de arte (arte como divertimento), mas de divertimento puro e simples. Na verdade, o pr\u00f3prio conceito de arte, para eles, tem uma muito grande abrang\u00eancia.<br \/>\nDe qualquer forma, a presen\u00e7a de pessoas, o interesse dessas pessoas \u00e9 que era, segundo Jos\u00e9 Dias, a prova de divertimento.<\/p>\n<p>Colhidas num gravador, essas falas foram registradas exatamente como est\u00e3o. Se, para n\u00f3s, a maneira como as frases est\u00e3o constru\u00eddas chega a pesar suficientemente, a ponto de determinar sobre o seu significado em certos momentos, para eles, os autores, importava muito mais o que queriam exprimir.<\/p>\n<p>Quando deparamos com uma frase como esta: \u201c<em>Eu acho q\u2019isso a\u00ed \u00e9 um divirtimento, n\u00e3o ser\u00e1<\/em>?\u201d, com o surpreendente futuro do verbo no final, somos levados a escarafunchar muito mais significados que os expl\u00edcitos; mas isto n\u00e3o ser\u00e1 objeto do nosso estudo, fazemos apenas o registro, para, aos poucos, irmos nos aproximando do nosso intento.<br \/>\nUm outro sertanejo, Silvestre de Souza, est\u00e1 diante da mesma escultura:<\/p>\n<p><em>Agora eu nom acho bunito pruqu\u00ea nom \u00e9 coisa de a pessoa se vir\u00e1 e diz\u00ea: \u00e9 bunito. Mais \u00e9 descen\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p>O bonito e o decente. H\u00e1 aqui um crit\u00e9rio de valor, como se o conceito de arte (beleza), embora estando esta ausente para Silvestre de Souza, tivesse seus contornos bem delimitados (n\u00e3o se pode dizer que \u00e9 bonito). Respeita-se o decente; o \u201cmas\u201d (mais), e apenas esta palavra, \u00e9 que nos autoriza a inferir que o que \u00e9 \u201c<em>descen\u00e7a<\/em>\u201d, embora n\u00e3o sendo \u201c<em>bunito<\/em>\u201d, merece igualmente respeito.<br \/>\nCertas respostas nos fazem ficar sentidos por n\u00e3o termos maiores explica\u00e7\u00f5es do entrevistado. Que teria sido bonito para Silvestre de Souza? E onde foi esse homem buscar a autoridade para afirmar a beleza ou n\u00e3o beleza de algo? Ele n\u00e3o acha bonito porque \u201c<em>n\u00e3o \u00e9 coisa de a pessoa se vir\u00e1 e diz\u00ea: \u00e1 bunito<\/em>!\u201d Sua opini\u00e3o, ele a fundamenta numa pretensa opini\u00e3o dos outros, todos os outros, das pessoas &#8211; e aqui deparamos com uma caracter\u00edstica comum a v\u00e1rios dos depoimentos registrados: um ponto de vista nunca est\u00e1 solto, mas sempre embasado numa armadura l\u00f3gica.<br \/>\nMas se Silvestre de Souza se sente \u00e0 vontade para dizer o que \u00e9 bonito, com \u00c1lvaro Cardoso, rapaz de 22 anos, n\u00e3o se d\u00e1 o mesmo:<\/p>\n<p><em>O povo particul\u00e1 das capital, acridito que pode ach\u00e1 muito mais lindo. N\u00f3is qui mora na ro\u00e7a, n\u00f3is assiste um couro assim, achano qui t\u00e1 pariceno uma espera de ema.<\/em><\/p>\n<p>Uma espera de ema \u00e9 um rancho improvisado onde o ca\u00e7ador se amoita para aguardar a desconfiada ave. Uma interpreta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m justa, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Contudo, afirmar que \u201c<em>o povo particul\u00e1 das capital pode ach\u00e1 muito mais lindo<\/em>\u201d n\u00e3o deixa de ser, bem ao modo sertanejo, uma forma de salvaguardar seu gosto delimitando o do outro (o povo particular da capital). \u201c<em>Muito mais lindo<\/em>\u201d \u00e9, igualmente, um jeito de n\u00e3o achar nada lindo aquilo. Ou seja: um n\u00e3o-dizer, dizendo.<br \/>\nPassamos agora a dois depoimentos de homens maduros, dois tipos dessa gente, sem d\u00favida.<br \/>\nUm:<\/p>\n<p><em>Isso a\u00ed, fazen\u2019 mer\u2019 q\u2019ist\u00f3ria&#8230; Bot\u00f4 a\u00ed pras, as veis, pra quem v\u00ea, pergunt\u00e1: pra qui \u00e9, pra qui num \u00e9? Agora, fazen\u2019 mer\u2019 q\u2019ist\u00f3ria, eu t\u00f4 falano, mais num \u00e9 de minha conta.<\/em><\/p>\n<p>Outro:<\/p>\n<p><em>Bom, eu n\u00e3o tenho leitura, t\u00e1 intendeno? Eu num tenho leitura ninhuma, n\u00e3o leio. Agora, aquilo ali eu acho qui tem uma grande tioria.<\/em><\/p>\n<p>As falas em si nos comovem. Quando Manuel Alves afirma que \u201c<em>aquilo ali eu acho qui tem uma grande tiori<\/em>a\u201d, surpreende-nos com a palavra \u201c<em>tioria<\/em>\u201d(teoria): carrega-se ela subitamente de mais significados que aqueles que podemos atribuir-lhe \u00e0 primeira vista. Ter teoria \u00e9 ter um sentido; n\u00e3o \u00e9 o gratuito, como o pode ser e o \u00e9 com freq\u00fc\u00eancia a natureza, que ali est\u00e1 simplesmente, em si, sem outro significado que o de ser o que \u00e9. A conviv\u00eancia do homem do sert\u00e3o com a natureza que o cerca e o cobre, permite-lhe sentir no seu \u00edntimo tudo isso que mostramos no per\u00edodo acima; mas nem sempre express\u00e1-lo. Manuel Alves nos pega de surpresa com o uso de uma \u00fanica palavra &#8211; \u201c<em>tioria<\/em>\u201d. Ele n\u00e3o tem leitura, n\u00e3o tem leitura nenhuma, faz quest\u00e3o de frisar, pois se acha diante de pessoas cultas. Mas sabe o que tamb\u00e9m sabemos: aquilo n\u00e3o \u00e9 nenhuma tolice, tem seus significados. Mais uma vez ficamos sentidos por n\u00e3o ter ido adiante no di\u00e1logo: Manuel Alves haveria de nos trazer novas surpresas, certamente. Dir-se-ia que tal linguagem, a dessas gentes do sert\u00e3o de Canudos no ano de 1984, imita a do escritor mineiro Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, falecido duas d\u00e9cadas antes.<br \/>\nO depoimento anterior, de um vaqueiro, parece primar pela \u201cenrola\u00e7\u00e3o\u201d, o nada-dizer. N\u00e3o \u00e9 da sua conta; como quem diz: n\u00e3o entendo disso. Mas s\u00f3 que diz alguma coisa. Diz alguma coisa n\u00e3o sobre a obra, mas sobre o que a obra desperta no espectador. Ela est\u00e1 ali para despertar a curiosidade. &#8211; <em>Isso tem qui sirvi, tem qui sirvi purqu\u00ea si nom sirvice&#8230; &#8211; Q\u2019ondo nada pr\u2019arguma pessoa qui vem, qui nunca viu, vem olh\u00e1, num \u00e9?<\/em>\u201d Isto \u00e9 um di\u00e1logo de vaqueiros.<br \/>\nQuando se perguntou a Manuel Ferreira, outro tabar\u00e9u, o que \u00e9 que ele achava daquilo, respondeu:<\/p>\n<p><em>Parece assim, uma coisa assim, assim mais ou meno um sinal, num \u00e9? Assim, pur exemplo, assim uma coisa as veis vem pelo ar, pelo alto. Assim, mais ou meno assim, dano alguma vis\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<div id=\"blogd-3511930011\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER-SITE-ENTREGADECHEQUE-CAMARADEFEIRA.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p>Chama a imediata aten\u00e7\u00e3o a maneira como a resposta se vai formando na cabe\u00e7a de Manuel Ferreira: mais ou menos um \u201c<em>sinal<\/em>\u201d (compare-se com a \u201c<em>tioria<\/em>\u201d de Manuel Alves). E a explica\u00e7\u00e3o, da mesma vaga tessitura desse sinal: uma coisa que \u00e0s vezes vem pelo ar, pelo alto. \u201c<em>Dando alguma vis\u00e3o.\u201d<\/em> Isto \u00e9: dando a impress\u00e3o de algo que existe e n\u00e3o sabemos bem o que seja.<br \/>\nPara n\u00f3s, pessoas cultas, encanta-nos, neste depoimento, tanto a plasticidade da fala como o processo mental para se atingir o conceito. A dificuldade que Manuel Ferreira sente para explicar o seu pensamento n\u00e3o difere muito, neste sentido, da que sente qualquer de n\u00f3s para explicar a mesma coisa. Na verdade &#8211; arrisco-me a dizer &#8211; essa dificuldade nos vem pelo menos de Parm\u00eanides e n\u00e3o chega a desembocar ainda em Heidegger. Trata-se de responder \u00e0 pergunta: que \u00e9 o ser?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1984 o artista pl\u00e1stico Juraci D\u00f3rea armou esculturas de couro em v\u00e1rios pontos do sert\u00e3o baiano, a maioria delas na regi\u00e3o de Canudos. 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