{"id":74130,"date":"2026-09-24T07:27:08","date_gmt":"2026-09-24T10:27:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/?p=74130"},"modified":"2026-09-24T09:42:33","modified_gmt":"2026-09-24T12:42:33","slug":"preservar-e-modernizar-sem-tirar-a-identidade-do-campo-do-gado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/2026\/09\/24\/preservar-e-modernizar-sem-tirar-a-identidade-do-campo-do-gado\/","title":{"rendered":"Preservar e modernizar sem tirar a identidade do Campo do Gado"},"content":{"rendered":"<div id=\"blogd-2491349075\" class=\"blogd-fim-do-post-mobile blogd-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/feiradesantana.ba.gov.br\/\" target=_blank><picture>\r\n  <source media=\"(min-width: 768px)\" srcset=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/980x1505.gif\">\r\n  \r\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/350x2007.gif\" alt=\"Publicidade\" style=\"width: 100%; max-width: 100%; height: auto; display: block; margin: 0 auto;\">\r\n\t<\/picture><\/a><\/div><p>Feira de Santana nasceu da feira. Configurada como entroncamento entre o Sert\u00e3o e o Rec\u00f4ncavo, essa posi\u00e7\u00e3o favoreceu a circula\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o do gado. A literatura sobre o tema, mostra que consolida\u00e7\u00e3o desse tipo de com\u00e9rcio levou a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os espec\u00edficos para os animais e ajudou a dar uma cara a economia feirense. A exist\u00eancia de lagoas e nascentes em abund\u00e2ncia fazia com que os tropeiros parassem para repouso deles e do gado.<\/p>\n<p>Ali surgia o feirante, que vendia alimentos, consertavam selas dos animais, vendiam redes e outras mercadorias. Assim antes da cidade de Feira surgia a feira. N\u00e3o demorou a que estes comerciantes passassem a dormir na regi\u00e3o e o povoamento se fez atrav\u00e9s do conhecido campo do gado.<\/p>\n<p>Este complexo foi empurrando a cidade para fora. A cidade se expandia e o campo do gado se deslocava. Aquela altura, j\u00e1 existia o matadouro que foi aumentado no bairro da Queimadinha. Em meados dos anos 70, eu menino adolescente, frequentava o espa\u00e7o hoje se localiza o Centro de Conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na verdade, o complexo ocupava o espa\u00e7o ate a garagem da prefeitura e o Parque do Saber. Ali era o matadouro municipal. Do outro lado tinha a Mafrisa, onde existe o Shopping Boulevard. Ao redor, lembro bem das salgadeiras, onde hoje existe o Bairro S\u00e3o Jo\u00e3o at\u00e9 a Avenida Maria Quit\u00e9ria.<\/p>\n<p>A gente se divertia, vendo o movimento dos comerciantes, a compra e venda fren\u00e9tica de gado, cavalos e acess\u00f3rios. O artesanato de couro, as selarias geravam riquezas locais. Entretanto, nada conseguia conter a fedentina daquela atividade econ\u00f4mica. A chegada de condom\u00ednios na regi\u00e3o fazia os protestos aumentarem contra a polui\u00e7\u00e3o do campo do gado.<\/p>\n<p>Para que o leitor tenha ci\u00eancia, a rua que liga o centro de conven\u00e7\u00f5es a Avenida Joao Durval, at\u00e9 hoje chamamos de Rua do Fedor. A\u00ed a cidade cresceu e empurraram o campo do gado mais uma vez para o local onde hoje se localiza.<\/p>\n<p>Feira de Santana deixou h\u00e1 muito de depender da pecu\u00e1ria como atividade estruturante. O com\u00e9rcio e os servi\u00e7os assumiram papel predominante, enquanto a pr\u00f3pria cadeia pecu\u00e1ria mudou, transporte rodovi\u00e1rio, frigor\u00edficos, novas formas de comercializa\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o regional reduziram a centralidade das antigas feiras presenciais. Isso ajuda a explicar por que um espa\u00e7o que historicamente movimentava milhares de animais hoje apresenta outra intensidade de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre o tamanho f\u00edsico herdado e sua utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica atual \u00e9 justamente o ponto que merecia investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em busca de lembran\u00e7as fui acompanhado de um colega professor da UEFS visitar o complexo numa quarta-feira. Fiquei decepcionado com o descaso. A pecu\u00e1ria de corte praticamente n\u00e3o existe mais ali no local. Se vende e se compra gado pela internet. Sobraram alguns poucos saudosistas que v\u00e3o ali bater papo. As lojas todas fechadas e apenas um restaurante funcionando. Fiquei de voltar numa segunda, e voltei. Segunda feira, dia 21 de setembro, convidado pelos jornalistas Glauco Wanderlei, J\u00e2nio Rego e Everaldo Goes, l\u00e1 fomos visitar o complexo. Eles est\u00e3o produzindo seus textos, eu aqui estou com o olhar do economista, filho dessa cidade, que passei o olho cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, vou separar em tr\u00eas espa\u00e7os: feira de animais, matadouro e parte estrutural do complexo situado \u00e0 rua situado na Rua Her\u00e1clito Dias de Carvalho, n\u00ba 1.301, possui 102.320 m\u00b2 de \u00e1rea total, dos quais 54.114 m\u00b2 s\u00e3o de \u00e1rea constru\u00edda. Portanto, estou falando de aproximadamente 10,2 hectares, uma \u00e1rea urbana consider\u00e1vel. Um equipamento p\u00fablico desse tamanho demanda uma gest\u00e3o mais eficiente e por que n\u00e3o dizer, uma autonomia financeira. Mas aqui cabe uma pergunta que n\u00e3o quis ate aqui se calar: A utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social atual de uma \u00e1rea p\u00fablica de mais de 100 mil m\u00b2 \u00e9 compat\u00edvel com seu tamanho, sua localiza\u00e7\u00e3o e seu potencial urbano? Com a palavra, os pesquisadores com seus estudos sobre isto posto. A feira tradicional n\u00e3o acabou. Continua sendo realizada \u00e0s segundas-feiras.<\/p>\n<p>Uma reportagem publicada em 14 de setembro de 2026 pelo jornalista J\u00e2nio Rego no Blog da Feira, descreve justamente a situa\u00e7\u00e3o que observamos: o equipamento parece atualmente muito grande diante do volume de com\u00e9rcio de animais realizado no local. A reportagem associa essa redu\u00e7\u00e3o \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es da cadeia produtiva pecu\u00e1ria e \u00e0 perda da antiga abrang\u00eancia regional da feira. Uma reportagem do Globo Rural, de per\u00edodo anterior, registrava a comercializa\u00e7\u00e3o semanal de 700 a 1.200 animais no Campo do Gado. Atualmente a falta de transpar\u00eancia \u00e9 enorme, pois n\u00e3o encontrei nenhum dado estat\u00edstico sobre as \u00faltimas movimenta\u00e7\u00f5es de compra e venda do local. Um equipamento p\u00fablico dessa magnitude deveria dispor de indicadores sistem\u00e1ticos de movimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Tudo bem que em 2024 foram efetivadas melhorias no local, incluindo pintura, limpeza das \u00e1reas internas e externas, recupera\u00e7\u00e3o de banheiros, redondel e arquibancada. Na ocasi\u00e3o, entretanto, comerciantes j\u00e1 reivindicavam interven\u00e7\u00f5es adicionais justamente nos currais, considerados o n\u00facleo da atividade comercial.<\/p>\n<p>Sim, existe uma Associa\u00e7\u00e3o de Comerciantes do Complexo Matadouro e Adjac\u00eancias (ACMA). N\u00e3o quero aqui ser mal intencionado e afirmar que o complexo est\u00e1 abandonado, mas com certeza ele se encontra com subutiliza\u00e7\u00e3o relativa. Nome pomposo n\u00e9? Quanto ao matadouro, em maio de 2026, a C\u00e2mara Municipal aprovou autoriza\u00e7\u00e3o para que o Munic\u00edpio conceda \u00e0 iniciativa privada a administra\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Matadouro P\u00fablico Municipal por 15 anos, prorrog\u00e1veis por mais 15. A propriedade do im\u00f3vel continuar\u00e1 municipal.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio poder p\u00fablico reconhece que o modelo atual necessita de investimento e moderniza\u00e7\u00e3o, afinal de tudo s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos em moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura, equipamentos, manuten\u00e7\u00e3o especializada e adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas sanit\u00e1rias e ambientais. Todavia, at\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o deste artigo, a licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi publicizada. Enquanto isso, em maio de 2026, o vereador Jurandy Carvalho fez uma den\u00fancia que os res\u00eddios do matadouro est\u00e3o sendo jogados no Riacho das Panelas. Reclama\u00e7\u00f5es de moradores sobre fortes odores j\u00e1 se fazem presentes. Qualquer projeto de requalifica\u00e7\u00e3o do Complexo precisa considerar saneamento, tratamento de res\u00edduos e compatibilidade ambiental entre atividades produtivas e a ocupa\u00e7\u00e3o urbana que cresceu ao redor do equipamento. Aqui acende a luz amarela: a cidade est\u00e1 alcan\u00e7ando o campo do gado.<\/p>\n<p>Quando o atual Complexo foi constru\u00eddo durante a administra\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Falc\u00e3o, entre 1983 e 1988, a \u00e1rea do Pampalona ficava aproximadamente oito quil\u00f4metros distante do centro e era descrita como praticamente desabitada. A pr\u00f3pria Prefeitura reconhece que a implanta\u00e7\u00e3o do Complexo contribuiu para acelerar a ocupa\u00e7\u00e3o do entorno.<\/p>\n<p>Hoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 completamente diferente. Campo do Gado Novo, Pampalona, Gabriela, Sobradinho, Jardim Cruzeiro e outros bairros formam uma extensa \u00e1rea urbanizada.<\/p>\n<p>O futuro do Complexo do Campo do Gado n\u00e3o precisa significar a ren\u00fancia de sua fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Ao contr\u00e1rio, sua identidade ligada \u00e0 pecu\u00e1ria, ao vaqueiro, \u00e0 cultura sertaneja e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre Feira de Santana e sua vizinhan\u00e7a, pode constituir justamente o principal ativo para sua requalifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desafio seria transformar um equipamento utilizado intensamente apenas em determinados per\u00edodos em um espa\u00e7o de m\u00faltiplos usos, capaz de funcionar durante a semana, nos fins de semana e tamb\u00e9m \u00e0 noite. Nesse desenho, turismo rural e turismo cultural poderiam constituir um primeiro eixo. O visitante n\u00e3o encontraria apenas uma feira de animais, mas um espa\u00e7o de interpreta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o de Feira de Santana: hist\u00f3ria da pecu\u00e1ria, tropeirismo, vaqueiros, couro, alimenta\u00e7\u00e3o sertaneja, agricultura familiar e mem\u00f3ria das antigas feiras. Isso poderia envolver pequenos espa\u00e7os museol\u00f3gicos, exposi\u00e7\u00f5es, gastronomia, artesanato e eventos tem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A Universidade poderia participar levando o museu Casa do Sert\u00e3o a ter uma presen\u00e7a no local e levaria todo seu conhecimento acumulado intra muros. Os cursos de Agronomia, Economia, Administra\u00e7\u00e3o, Engenharia de Alimentos, Biologia e outros precisam estar conectados.<\/p>\n<p>Outro ponto seria a economia da cultura. Shows de forr\u00f3, samba de roda, m\u00fasica sertaneja e outras manifesta\u00e7\u00f5es regionais, festivais gastron\u00f4micos, literatura de cordel, apresenta\u00e7\u00f5es de quadrilhas, exposi\u00e7\u00f5es e pe\u00e7as teatrais poderiam estabelecer um calend\u00e1rio regular. O interessante seria evitar a l\u00f3gica de grandes eventos espor\u00e1dicos. O objetivo deveria ser criar fluxo permanente de pessoas. H\u00e1, entretanto, uma condi\u00e7\u00e3o importante: vida noturna n\u00e3o se cria apenas colocando bares e palcos. Seriam necess\u00e1rios ilumina\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, transporte p\u00fablico noturno, acessibilidade, estacionamento, saneamento, ordenamento do com\u00e9rcio e integra\u00e7\u00e3o com os bairros do entorno. Isso nos permite conectar o artigo \u00e0s quest\u00f5es de mobilidade urbana. N\u00e3o estou falando simplesmente em colocar alguns bares, um palco e realizar grandes shows de vez em quando. Isso seria pouco diante das dimens\u00f5es e das possibilidades do equipamento.<\/p>\n<p>A proposta deveria ser mais ambiciosa: criar condi\u00e7\u00f5es para que o Complexo seja utilizado tamb\u00e9m depois que o sol se p\u00f5e, transformando parte de uma \u00e1rea hoje subutilizada em espa\u00e7o permanente de cultura, gastronomia, lazer e conviv\u00eancia. A economia noturna poderia come\u00e7ar justamente pela identidade do lugar. Restaurantes de culin\u00e1ria regional, pequenos bares, casas de forr\u00f3, apresenta\u00e7\u00f5es de sanfoneiros, samba de roda, repentistas, literatura de cordel, teatro e manifesta\u00e7\u00f5es da cultura sertaneja poderiam conviver com feiras gastron\u00f4micas e de artesanato.<\/p>\n<p>Em vez de copiar os espa\u00e7os de entretenimento existentes em outras partes da cidade, o Campo do Gado teria de oferecer aquilo que nenhum shopping center pode reproduzir facilmente: sua hist\u00f3ria e sua liga\u00e7\u00e3o com o sert\u00e3o. Isto, certamente, tocaria o lado sens\u00edvel do morador da cidade e dos visitantes, aquela ideia de pertencimento. H\u00e1 ainda um efeito econ\u00f4mico que n\u00e3o pode ser desprezado. Quando um espa\u00e7o urbano passa a funcionar durante mais horas do dia, amplia-se a possibilidade de gera\u00e7\u00e3o de renda. Restaurantes precisam de cozinheiros e gar\u00e7ons; eventos demandam t\u00e9cnicos, m\u00fasicos, produtores e trabalhadores de apoio; feiras movimentam agricultores, artes\u00e3os e pequenos comerciantes.<\/p>\n<p>O mesmo patrim\u00f4nio p\u00fablico passa, portanto, a produzir atividades econ\u00f4micas durante um per\u00edodo maior, sem que seja necess\u00e1rio abandonar sua fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Isso que em Economia chamamos de uma palavra feia mas eficiente, sinergia de projetos. Mas economia noturna n\u00e3o nasce por decreto. N\u00e3o adianta inaugurar bares e palcos se as pessoas tiverem medo de permanecer no local ou n\u00e3o conseguirem voltar para casa. Seriam necess\u00e1rios ilumina\u00e7\u00e3o adequada, seguran\u00e7a, acessibilidade, transporte coletivo noturno, \u00e1reas de embarque e desembarque, estacionamento, saneamento, tratamento dos res\u00edduos, banheiros e manuten\u00e7\u00e3o permanente. Tamb\u00e9m seria indispens\u00e1vel considerar os moradores dos bairros vizinhos. Vida noturna n\u00e3o pode significar simplesmente transferir para Pampalona, Campo do Gado Novo e demais \u00e1reas do entorno problemas de ru\u00eddo, tr\u00e2nsito e desordem urbana. \u00c9 exatamente nesse ponto que a requalifica\u00e7\u00e3o deixa de ser apenas uma proposta cultural e passa a ser uma quest\u00e3o de planejamento urbano.<\/p>\n<p>O Complexo precisaria funcionar integrado \u00e0 cidade. Linhas de \u00f4nibus em hor\u00e1rios compat\u00edveis com os eventos, espa\u00e7os adequados para t\u00e1xis e transporte por aplicativo, circula\u00e7\u00e3o segura de pedestres e integra\u00e7\u00e3o com os bairros pr\u00f3ximos seriam componentes do projeto, e n\u00e3o detalhes a serem resolvidos posteriormente. N\u00e3o proponho transformar o Campo do Gado numa esp\u00e9cie de shopping center a c\u00e9u aberto. Seria justamente o contr\u00e1rio. Sua vantagem est\u00e1 naquilo que o diferencia. A boiada, o vaqueiro, o couro, a sela, o tropeiro, a m\u00fasica, a comida e a pr\u00f3pria feira fazem parte da mem\u00f3ria econ\u00f4mica e cultural da cidade. \u00c9 essa identidade que poderia ser convertida em turismo, cultura, lazer e renda. Talvez esteja a\u00ed uma das oportunidades que Feira de Santana ainda n\u00e3o percebeu inteiramente. Durante d\u00e9cadas, o Campo do Gado ajudou a movimentar a economia da cidade durante o dia. Nada impede que, preservando sua hist\u00f3ria, possa tamb\u00e9m ajudar a moviment\u00e1-la \u00e0 noite. Isso tamb\u00e9m permitiria inverter a l\u00f3gica atual de utiliza\u00e7\u00e3o do equipamento. Em lugar de concentrar movimento principalmente em determinados dias e hor\u00e1rios, seria poss\u00edvel estabelecer um calend\u00e1rio permanente. Numa noite poderia haver m\u00fasica regional; em outra, teatro; nos fins de semana, gastronomia, artesanato, exposi\u00e7\u00f5es, esportes rurais e atividades para crian\u00e7as. Grandes shows poderiam existir, mas n\u00e3o deveriam constituir o centro do projeto. Um equipamento dessa dimens\u00e3o precisa de frequ\u00eancia cotidiana, e n\u00e3o apenas de multid\u00f5es ocasionais.<\/p>\n<div id=\"blogd-2408226552\" class=\"blogd-final-post blogd-entity-placement\"><a href=\"https:\/\/www.feiradesantana.ba.leg.br\/\" target=\"_blank\" aria-label=\"BANNER_SITE_CAMARA_DE_FERIA_SET_AMARELO\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdafeira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BANNER_SITE_CAMARA_DE_FERIA_SET_AMARELO.gif\" alt=\"\"  class=\"no-lazyload\" width=\"728\" height=\"90\"   \/><\/a><\/div><p>Feira de Santana n\u00e3o precisa escolher entre preservar o Campo do Gado e moderniz\u00e1-lo. Pode moderniz\u00e1-lo justamente preservando aquilo que lhe d\u00e1 identidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feira de Santana nasceu da feira. Configurada como entroncamento entre o Sert\u00e3o e o Rec\u00f4ncavo, essa posi\u00e7\u00e3o favoreceu a circula\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o do gado. 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