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Lançado no início do terceiro governo do prefeito José Ronaldo (DEM) o ‘Pacto da Feira’ , um plano para reordenar o centro da cidade de maneira pacífica e convincente, fracassou a olhos vistos.

O  centro da cidade continuou sendo ocupado desordenadamente e agravaram-se os problemas de higiene, estética e mobilidade urbana.

Ontem a Prefeitura de Feira de Santana deu a prova da falência do plano e ‘quebrou o pacto’ de vez:  autorizou forças policiais a expulsar vendedores ambulantes em um dos locais mais movimentados do centro comercial, a avenida Senhor dos Passos, provocando um tumulto urbano constrangedor, com cenas de violência e intolerância que geralmente acompanham ações como essas.

É do conhecimento público que planejamento sistêmico e diálogo interativo são duas coisas distantes do perfil do grupo que governa a cidade há cerca de 20 anos.

Durante esse tempo, em que pese a confiança eleitoral depositada no prefeito José Ronaldo, sem negar alguns avanços pontuais, o que se viu foi uma sucessão de ‘armengues’ urbanísticos e uma imposição autoritária a projetos de gabinete e sem consulta popular.

De um lado, o despreparo, visível e notório,  para o diálogo com as classes menos favorecidas por parte das pessoas designadas pelo Prefeito para articular o  ‘pacto’. E de outro os interesses políticos para a reeleição do Prefeito em 2016, levaram o plano ao fracasso.

A desordem  provocada ontem pela Prefeitura no centro foi o reconhecimento público da incapacidade de gerir um plano baseado no diálogo e no convencimento. E de implementar ações equilibradas e bilaterais, ou seja, que contemplem governo e as pessoas do comércio informal das ruas.

O uso da violência é uma atitude que deve ser rechaçada por todos.

E o mais preocupante nesse momento é se constatar que, falido o Pacto Feira, a disposição do Governo é fazer tudo para  demonstrar que está ‘ordenando’ o centro.

Inclusive agredir  mulheres grávidas. Ou até mesmo crianças. Você duvida?