A música tem que continuar mas NÃO o patrimônio arquitetônico da Filarmônica 25 de Março que está caindo aos pedaços, no centro antigo de Feira de Santana. Hoje à noite, a Filarmônica perfiladae solene , como fazia nos serões dos século passado, executa dobrados e polcas para autoridades da cidade no Coreto da Igreja Matriz. A menos de 300 metros, a velha sede da orquestra, se deteriora abandonada.

A restauração da banda, inclusive com o resgate de valiosas partituras de maestros feirense, foi conduzida pela Fundação Senhor dos Passos há mais de uma década. Mas o prédio foi esquecido. Paredes, telhados, instalações, tudo acabado. É um enredo conhecido: quando começar a desabar, aparecerão os “salvadores da pátria” do mercado imobiliário e o “ponto” será “leiloado” com os mais espertos. E ainda terá alguém para dizer: “vai ser melhor, vai construir um prédio moderno…” Feira, eu te conheço.

