“O Terminal Rodoviário de Feira embarcava em 1995, 220 mil pessoas, hoje embarca 60 mil. Há uma queda. Como é que você vai mudar um equipamento que está em queda de demanda de passageiros? É muito complicado isso. Não é questão de ser contra. É questão de fazer estudos de viabilidade econômica. Vai ter demanda para uma nova rodoviária? Aracaju fez isso, mudou a rodoviária sem estudar demanda. Quem conhece a rodoviária de Aracaju sabe, está lá morrendo, gemendo de dor e morrendo aos poucos.”
O questionamento, bem claro e evidente, é do professor de Economia, Antônio Josevaldo, com ampla experiência também no setor de transportes. Josevaldo deu entrevista ao Acorda Cidade (leia) dentro de um debate que surgiu na esteira do Terminal novo de Salvador, sobre o destino do Terminal Rodoviário de Feira de Santana.
Um dos argumentos mais utilizados pelos que querem que Feira imite Salvador e mude a Rodoviária de local é a impossibilidade dos ônibus de dois andares acessarem as plataformas.
A direção da Agerba já admitiu fazer um “retrofit” no equipamento, ou seja, sem tirar características arquitetônicas e culturais, adequar o equipamento as novas tecnologias de mobilidade e confortabilidade. Ou seja, não é problema para a engenharia modernizar o Terminal Rodoviário de Feira. A engenharia pode quase tudo.
ETARISMO URBANO – Mas o senso comum tende a achar que “por estar velha” , a Rodoviária deve mudar de lugar e o governo construir uma nova, embora seja quase um consenso de que a localização do equipamento não complica trânsito, é conveniente para comércio e passageiros, pois é central.


