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Dom Franquito
domingo, 15 de fevereiro de 2026 / Publicado em Bahia, Colunistas, Destaques

Dom Franquito visita “El Capitan” de Caboto

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“El Capitan” Máximo Farias comanda este restaurante em Candeias, à beira mar de Caboto, como ex piloto de avião e apaixonado pelo mar, portanto, capitão do ar e do mar, de fato e de direito, e ao aportar nessa casa gourmet, graças a dois outros capitães do mar e da terra, Julival Góes e Moyses Cafezeiro, este último o capitão mor da embarcação, lembrei-me do saudoso e velho amigo do bar e do mar, Eujácio Simões, e de nossas andanças a comer siris e aratus em Mapele, Caboto e Passagem dos Teixeiras, na confraria do Marquês da Placa Ford, como o chamava.
Certa ocasião em Mapele sentado à mesa de um restaurante caseiro enquanto as moquecas borbulhavam no fogo, entre inúmeras cervejas – o calor era grande – alguém apareceu com uma garrafa de pinga das boas, creio, o personagem apelidado “Camisa de Seda”, e uma cestinha contendo umbus e entre um gole da gelada e outro, o cheiro da moqueca invadindo o ambiente, porém, ainda não servida, bebemos em completo o que existia na garrafa e devoramos mais de uma dúzia de umbus.
Admito, com o calor que fazia,  só mesmo artes de cachaceiros para tal façanha: umbu, que não era de Barrinha nem doce no gosto e uma amarelinha de excelente qualidade. Parecia lavras de um vulcão a nossa degustação preliminar.
Por posto, o capitão Goes, na visita ao “El Capitan” ofereceu-se uma pinga desse naipe, que ele e vários outros dos nossos marujos e marujas, estavam a degustar. Mas, diante da minha impossibilidade renal órgão que só admite água, muita água, declinei o convite, acrescentando que a estada no “El Capitan”, na tarde da última sexta-feira foi maravilhosa.
Fomos recebidos, a marujada, ao som de um sax alto bem afinado e tocado, a gentileza do capitão Máximo em pessoa envergando uma camisa com a imagem de Yemanjá, e um grupo de garçonetes uniformizadas de sua nau que nos atendeu como pode, uma vez que não é fácil receber marujos e marujas que pareciam ter vindo de alto mar, famintos, com sede de geladas puro malte, todos a buzinar os ouvidos das meninas fazendo pedidos os mais variados possíveis desde a moqueca de camarão, um dos carros chefes da casa, a pititingas, pastéis, caipiroscas e o que mais fosse.
A fome é inimiga da perfeição e a pressa também. Foi um bate cabeça da zorra, o capitão Máximo com um radinho a transmitir mensagens à cozinha, distante do salão comedor 100 metros e ligada por uma passarela estreita sobre o mar, o que não é missão das mais fáceis e aprazíveis. E ainda tinha o vai e vem de outros clientes e dos marujos e marujas que se dirigiam ao banheiro para alívios imediatos.
Creio, no entanto, que entre marchas e contra marchas, todos saíram satisfeitos, a comida é excelente, farta, gostosa e valeu muito a visita ao “El Capitan”. Eu sentei-me numa mesa com Eduardo e sua filhas os quais, desde o barco, haviam pedido uma moqueca de camarão, pedida que chegou depois da minha um empanado de camarão, por sinal, ambos deliciosos. Os meus camarões bem empanados, crocantes, de textura agradável, cor rosa, saudáveis; e a moqueca servida a Eduardo e filha – segundo seu dizer – muito boa, farta, a ponto de comerem a gosto e ainda levarem uma quentinha.
Claro com tantos marujos e marujas a exigir pressa nos serviços aos poucos as meninas garçonetes, mui gentis, foram controlando a situação, o capitão Máximo visitando mesa a mesa e conversando com os clientes, o músico do sax encantando com seu som agradável, Cafezeiro atendendo a todos com extrema atenção, e os pratos e bebidas foram sendo servidos dentro da realidade de uma excursão, onde gosto e exigências são múltiplos.
O Restaurante “El Capitan” fica na enseada à beira mar onde existem mais dois outros restaurantes o “São Roque” e o “Pier Sun” – são praticamente geminados – todos com ancoradouros para lanchas e jet-skis – o que eles chamam de pequenas ilhas. O local do “El Capitan” se chama “Ilha do Capitão” e tem, nos pareceu, o mais largo ancoradouro o que permite atracar uma escuna como a nossa.
Num local assim, no verão, o vai e vem das embarcações e dos clientes são intensos, mas todos se entendem, embora alguns pilotos de jets exagerem em manobras exibicionistas, até molhando as pessoas. Mas, isso também faz parte do show. Máximo tem uma longa experiência com essa turma.
  No “El Capitan” para petiscar serve-se pititingas fritas, lambretas, camarão a alho e óleo, casquinhas de siri, caldo de sururu ou camarão, pastel de camarão ou lula, carne de fumeiro com fritas a preços que variam entre R$36,00 a R$78,00. A casa também serve saladas de camarão, de polvo e a mix com preços que variam entre R$115,00 a R$178,00.
  De principal, as moquecas e os ensopados. E como estamos à beira mar, embora a casa sirva alguns grelhados em carnes, o melhor são as moquecas de peixe, camarão, lagosta, polvo, arraia e a mariscada e os pratos variam de preços entre individuais e para dois ou mais entre R$120,00 e R$258,00.  Nos grelhados há opções de carne de sol, picanha e carne de fumeiro com preços entre R$110,00 e R$175,00.
  A decoração da casa é estilo praiano com moveis em madeira, cadeiras confortáveis, gôndolas, sofás modulares, espreguiçadeiras e outros. Área de mar permite-se entrar de sunga, maiô, fio dental, sem camisa e outros estilos. O local é arejado, fresco, e há, no caminho da passarela dois caiques (quiosques) para atender grupos ou grupos de 6 a 8 pessoas.
  Missão difícil coube a Cafezeiro embarcar a turma de volta para Salvador, o fechar as contas, os pedidos de saideira, os ajustes, o passar dos cartões e até aqueles, suponho, que queriam prolongar a estada no “El Capitan” para n roscas tanto que houve um atraso no retorno da escuna, o sol estava a se por em Ilha de Maré, a embarcação singrou para a Ribeira e chegamos a noite tendo bela visão da cidade do Salvador brilhando com suas luzes.
Dom Franquito é colunista de gastronomia no site BahiaJá

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