Quando se estabeleceu como comerciante na praça da igreja, no início da década de 60 do século passado, o pé de coité já estava plantado no patamar da Matriz de Nossa Senhora da Conceição , em Conceição do Coité. O Sr Carlos Gomes é dono do Bar Esportiva, um dos pontos bem frequentados da praça. É um simpatico e diligente senhor de 68 anos, natural dali mesmo, a cidade que tem como símbolo essa planta de cujos frutos se faz a cabaça do berimbau entre outros usos existentes desde o Amazonas até o sertão e litoral brasileiros.
A Crescentia cujete é uma árvore que pode crescer até cerca de 15 metros e viver mais de 100 anos. Conta a história que o local começou a existir com o “pouso do Coité”, onde tropeiros descansavam próximos a fonte d’água. O pé de coité era a referência.

O fruto do coité, cuité ou cabaça é elemento decorativo na praça. A igreja é o imóvel mais antigo do município que tem cerca de 70 mil habitantes e fica a 108 km de Feira de Santana. A primeira versão dela foi erguida nos anos de 1700. Há quem diga que o coité foi plantado por um prefeito local na década de 1950 do século passado.
Nem todo lugar com nome de árvore faz isso. Conceição do Coité é uma exceção. Em Feira, por exemplo, ganha um prêmio quem encontrar uma baraúna no bairro do mesmo nome ou uma candeia, mesmo que fina, na praça do povoado da Candeia Grossa, no distrito da Matinha.


