Em dezembro de 2001, o desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra foi eleito Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia para o biênio 2002/2004, contra o desembargador Amadiz Barreto, que era indicação do governador Antonio Carlos Magalhães. Dultra venceu por 18 a 10 dos votos. A derrota de ACM seria, para muitos, um grito de independência do Judiciário na sua relação humilhante imposta pelo carlismo.
Na Assembleia Legislativa o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) apresentou Moção de Pesar pelo falecimento do desembargador, na madrugada de hoje (24.02), aos 82 anos.
Ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra. “Era um homem extremamente gentil, falava manso, mas de natureza firme, decidida — como um bom sertanejo de Ipirá. Era extremamente culto e leitor voraz — especialmente de biografias. Foi um crítico da espetacularização da Lava-Jato e defensor do Supremo Tribunal Federal como guardião máximo da democracia. Entre 2002 e 2004, quando presidiu o TJ-BA, restabeleceu a independência do Poder Judiciário na Bahia, tornando-o soberano, livre de qualquer influência política”, destacou Menezes na Moção de Pesar apresentada à Mesa Diretora da ALBA.
A Cerimônia do Adeus a Dultra Cintra será realizada amanhã (25.02), às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.
