Menos de 10% da população feirense vive em favelas ou comunidades urbanas, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Detentora da 35ª maior população entre as cidades brasileiras, a Princesa do Sertão ocupa apenas a 49ª colocação no ranking da população que reside em favelas. No levantamento, apurou-se que há 49 comunidades urbanas no município, com 44.699 habitantes. Esse número representa 7,25% da população feirense.
A área do município ocupada pelas favelas totaliza 18,63 quilômetros quadrados. A densidade demográfica é bem elevada: são 2.399 pessoas por quilômetro quadrado. Para efeito de comparação, a média total do município não vai além de 472,45 pessoas. Ou seja: no espaço ocupado por uma pessoa na média total da população, acotovelam-se cinco residentes em comunidades.
Confirmando o que todo mundo intui, pretos e pardos destacam-se entre os moradores das favelas feirenses. Os pretos são 29,2% da população total, mas somam 35,6% nas favelas; os pardos, por sua vez, são 53,6% da população e 52,6% nas favelas; os brancos é que estão, percentualmente, bem menos presentes nessas comunidades: são apenas 11,6%, contra 16,8% na população geral.
Há 20,1 mil moradias nas favelas, o que representa 7% do total de domicílios contabilizados na Feira de Santana. As mulheres são maioria: para cada 100 delas, há 91 homens. Para cada 100 pessoas com até 14 anos, há 42,4 idosos, o que mostra que a população das comunidades também está envelhecendo. A idade mediana, a propósito, é de 31 anos.
Há equivalência entre alguns números observáveis nas favelas e nos demais espaços da cidade: se 97,5% da população geral tem acesso a água encanada até dentro de casa, nas favelas esse percentual é só um pouco menor: 96,3%. Iluminação pública no entorno é quase igual: 97,6% nas favelas e 97,9% fora delas. Ambos os serviços, pelo visto, estão próximos da universalização.
Existe distância maior em relação a vias pavimentadas no entorno. Enquanto o percentual alcança 93,3% no município em geral, esse índice cai para 82% nas comunidades. Bueiros e bocas-de-lobo são ainda mais escassos: só existem em 17,35% das vias nas favelas e em 32% fora delas. Eloquentes, os números mostram o quanto a Feira de Santana precisa avançar em pavimentação e, sobretudo, em saneamento.
No recorte do IBGE há mais informações relacionadas à infraestrutura, o que é natural para caracterizar com mais precisão as favelas ou comunidades urbanas. Mas uma informação – que até já foi apresentada anteriormente – chama a atenção: a taxa de analfabetismo. Nas favelas, 90,4% das pessoas são alfabetizadas, contra 93,4% no conjunto da população.
Por um lado, a informação é positiva: atesta a quase universalização do acesso à educação básica; por outro, mostra que o domínio da escrita e da leitura é indispensável, mas não suficiente para se superar a condição de pobreza. Somadas, as visões mostram que há avanços, mas que é fundamental seguir em frente.
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