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Maria Antonieta, e  todos chamam Tieta, tem aí por volta de 90 anos, nem ela sabe. Netos, bisnetos, uma infinidade de vizinhos e amigos.

É a voz do bairro São João do Cazumbá, um ‘enclave’ urbano bem mo meio do Centro Industrial do Subaé (CIS).

É a mãe velha de todos que moram por ali, um agrupamento que tem mais de século e parece ter origens quilombolas.. Tieta ‘não tem cara de médica’ mas na pequena comunidade  é respeitada pela simplicidade e caridade.

É a última ‘benzedeira’  ou ‘rezadeira’ de uma geração de mulheres com poderes de cura que tomaram  fama numa das localidades mais pobres  de Feira de Santana: o bairro São João do Cazumbá.

São João do Cazumbá,  como Pedra do Descanso, é um nome  intrinsecamente ligado à história oral e memorial de Lucas da Feira, esse estranho e para muitos ainda ‘indesejável’ personagem mais  famoso da formação antiga da Feira dos Olhos D’Água de Senhora Sant’Anna.DSC05867

Tieta  sabe pouco sobre Lucas e nem quer saber mais. Tieta quer  mais é uma creche para as crianças, a maioria negra,  que crescem na comunidade.

E me aponta o lugar indicado. ‘Está lá na Prefeitura. Não fazem se não quiserem’.

Está dito, Tieta.