SE o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) não levar em frente a inscrição do Centro de Abastecimento de Feira de Santana como um local de práticas do patrimônio cultural imaterial da Bahia a Prefeitura de Feira estará livre e desimpedida para levar em frente a PPP (Parceria Público Privada) com a empresa mineira Uai e construir um shopping utilizando a área do equipamento público mais tradicional da cidade da Feira.

O parecer técnico que tramita no Ipac acerca do tombamento cultural do local foi feito a pedido da Defensoria Pública do Estado da Bahia motivada pelas ameaças e tentativas de  expulsão dos ocupantes do setor de produção e comercialização de artesanatos regionais para iniciar a construção do ‘Shopping Popular’.Autoriza__o Para Constru__o do Shoping Popular-fotos Silvio Tito (8)

Em outubro do ano passado  no Paço Municipal Maria Quitéria, o prefeito José Ronaldo (DEM)  assinou com o empresário  Elias Tergilene, do Grupo Uai uma ‘ordem de serviço’ sem  data para o início da obra.

Operários contratados pela Prefeitura chegaram a iniciar perfurações em alguns locais, em meio aos boxes de artesanato. Houve, inclusive, conflitos entre comerciantes e prepostos do Governo.

rui otto ronaldoEm uma reunião com empresários na semana passada, o prefeito de Feira, José Ronaldo (DEM) deixou claro que o principal impedimento para o projeto é o processo em tramitação no IPAC.

Mas também deu a entender aos empresários que esse é um dos pleitos que fará (ou já fez?) ao governador Rui Costa (PT) tão logo assuma o quarto mandato como Prefeito da cidade, em janeiro.

SE Rui atender ao pedido…

Enquanto o ‘shopping’ para onde Ronaldo quer transferir os camelôs da Sales Barbosa não sai do papel e da polêmica, a iniciativa privada está concluindo a construção de um a cerca de 100 metros do Centro de Abastecimento, vizinho ao Terminal Central de ônibus urbanos.