Membros da ASMEA-FSA – Associação dos Servidores Municipais engenheiros e arquitetos de Feira de Santana, reuniram a imprensa, nesta segunda-feira (11), no auditório do Hotel Acalanto para apresentar denúncias contra a Prefeitura de Feira de Santana.  

Em pronunciamento lido pelo presidente da entidade,  Nivaldo Bellas Vieira Filho, ficou clara a insatisfação da classe com o Poder Público Municipal.

Os profissionais expuseram o descontentamento por não terem sido convocados para participar da elaboração do PDDU – recentemente aprovado pela Câmara Municipal – e acusaram o Poder Público de beneficiar empresários do setor imobiliário.

“Nós não participamos em nada da confecção destas caras e mal elaboradas legislações que tiraram benefícios do Município e que foram repassados para empresários do setor imobiliário”, diz trecho do documento lido.

Outro ponto questionado é o fato dos engenheiros e arquitetos serem considerados “incapazes” pelo secretário de Planejamento, Carlos Brito em declaração dada  entrevista à uma rádio. Segundo a ASMEA, o secretário usa esse argumento para a contratação de empresa para desenvolver o projeto de requalificação do Centro da Cidade.

 “É absurda a justificativa apresentada pela PMFS, de que um projeto que vem sendo desenvolvido com conhecimento de alguns poucos e favorecidos profissionais técnicos efetivos da PMFS há mais de um ano, agora não dispõe mais de tempo para ser desenvolvido por profissionais do quadro e por este motivo iremos ter que gastar R$5 milhões mais. Nós Engenheiros e Arquitetos de Feira de Santana viemos a público, através desta coletiva, afirmar que somos profissionais competentes, especializados nas mais diversas áreas das nossas profissões e temos capacidade técnica para desenvolver 80% das atividades do referido edital”, expuseram. 

Os profissionais trouxeram à tona também suspeitas sobre a obra do BRT. 

Segundo eles, a mesma pessoa que elaborou o edital de licitação do BRT, o Coordenador de Projetos Especiais da Secretaria de Planejamento, Membro da Comissão de Fiscalização e Implantação do BRT – Bus Rapid Transit no período de setembro de 2015 a julho de 2016, Joao Vianey Marval Silva, em agosto de 2016 foi contratado pela empresa STE vencedora do certame, para coordenar o contrato que ele mesmo planejou do início ao fim na prefeitura.

 A empresa STE – Serviços Técnicos de Engenharia que já foi responsável pelo BRT, agora é a única que não foi desabilitada deste novo processo licitatório de Requalificação do Centro Comercial de Feira.

 De acordo com a Asmea, curiosamente a prefeitura repetiu praticamente o mesmo edital, inclusive a planilha tem o mesmo formato.

Nenhum engenheiro ou arquiteto efetivo da prefeitura participou da confecção da planilha do edital de revitalização do cetro de Feira de Santana!

 “Quem da PMFS fez todos os levantamentos quantitativos e de valores para chegar a totais tão questionáveis e fora da realidade?”, questionam.  

Uma declaração do prefeito Colbert Filho ao site Acorda Cidade também foi questionada pelos profissionais, na qual ele teria cometido um “ato falho” e afirmado que a empresa já estava contratada antes mesmo da licitação acontecer.  

Um fato curioso também foi levantado pelos engenheiros e arquitetos da prefeitura. A prefeitura alega a necessidade da contratação da empresa para elaboração do projeto afirmando que os profissionais do quadro não  são capazes de realiza-lo.  Entretanto, eles citam que o profissional responsável pelo projeto, João Vianey Marval Silva participou e não foi aprovado no concurso que selecionou os atuais engenheiros e arquitetos do Município. 

O movimento da associação tem como objetivo valorização profissional dos Engenheiros e Arquitetos de Feira de Santana. “Quando falamos em valorização, não falamos somente da questão financeira, mas também das questões técnica, moral e cívica”, explicam. 

A categoria reclamou ainda, da falta de diálogo com o prefeito Colbert Filho (MDB) que, segundo eles, foi diversas vezes alertado da necessidade de conversar sobre os pontos expostos por eles, mas não foram ouvidos.

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura foi procurada para comentar as acusações, mas até o momento não enviou esclarecimentos. 

(Transcrito do Blog do Velame)