Baianos ilustres, como Santa Dulce, Dona Canô e Ruy Barbosa são merecedores de homenagens mas essas não podem ser generalizadas ou tornarem-se um padrão a ser usado em todas as escolas de tempo integral construídas pelo governo da Bahia. E foi isso que a comunidade do distrito da Matinha rejeitou: a ideia da Secretaria de Educação de nomear as salas do Colégio Estadual Quilombola com os mesmos nomes existentes nos demais colégios de tempo integral, como por exemplos, o de Santo Amaro e o do bairro Aviário, em Feira de Santana.
A Matinha respeita os baianos que estão no “catálogo” da Secretaria mas quer homenagens a pessoas ilustres que viveram no Distrito. Através de lideranças e Associações locais foram levadas à SEC as sugestões de nomes que devem ser lembrados no colégio que quer privilegiar uma educação quilombola baseada no conhecimento dos usos, costumes e história da comunidade.
O órgão representativo da Secretaria em Feira, o Núcleo de Educação, colocou diversas exigências, que foram cumpridas mas, por último, está querendo se eximir da responsabilidade de arcar com os custos do material a ser colocado nas salas.
É como bem diz o ditado popular: “Engole um elefante mas se engasga com uma mosca”


