A entrada e a saída é um beco estreito, um corredor, formado pelos tabiques da obra e as paredes dos boxes. Lá dentro, muquifado, abafado, é onde o samba resiste todas as segundas-feiras, na Praça do Tropeiro. No chão de barro e paredes de zinco. Luizinho dos 8 Baixos, Marcinha Sambadeira, pandeirista, zabumbeiros, atabaques e triângulos. O samba da Praça tem um pinicado diferente e contagiante.
Tudo em ambiente de paz, pois como já dizia Bié dos 8 Baixos, um dos precursores desse movimento de Cultura Popular naquela praça: “samba num dá confusão não, chega doido, chega maluco, brinca alí e sai de boa”.


