Numa manobra de bastidores inalcançável para os pobres mortais, Zé Ronaldo tirou uma “pedra no meio do caminho” do seu candidato a deputado federal, empresário Zé Chico, mas imediatamente surgiu outra, Colbert Filho.
Com a desistência de Pablo Roberto, o ex-prefeiro de Feira, que defendia um “candidato único” do grupo ronaldista, lançou-se na disputa. A candidatura de Pablo o beneficiaria mais do que a Zé Ronaldo. Pablo foi a cara do governo de Colbert e ocupa uma Secretaria a quem Colbert deu cara nova, com uma sede palaciana.
Candidato, ele terá uma oportunidade rara de fazer a narrativa dele sobre o seu longo mandato de Prefeito, algo que ninguém mais faz.
Mas além desse aspecto subjetivo, há outro palpável e matematicamente comprovável: a candidatura de Colbert, não tanto quanto a de Pablo, também pode, mais uma vez, atrapalhar os planos do empresário Zé Chico de ser deputado federal com a diluição dos votos de Feira, onde está a força eleitoral maior de ambos. Embora Zé Chico possa ser “apadrinhado” com votação consistente em outros municípios.


