O público tem até este sábado (18) para visitar a Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia, exposição coletiva de arte que reúne 62 obras produzidas por 62 artistas plásticos baianos ou naturalizados baianos, em cartaz no Museu da Misericórdia da Bahia. A exposição é uma grande homenagem a Salvador e foi idealizada para marcar o aniversário da cidade, celebrado em 29 de março. Com diferentes expressões artísticas como fotografia, desenho, pintura e escultura, os trabalhos exaltam a história, a fé, a natureza, lugares, pessoas e manifestações culturais, celebrando a beleza, a riqueza e a diversidade da capital baiana. A Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e no sábado, das 9h às 16h30. Um bate papo com o arquiteto e professor Chico Senna, que assina o texto de apresentação da exposição, vai marcar o encerramento da mostra, dia 18, das 14h às 16h30.
Curadores da exposição, o artista plástico Chico Mazzoni e a museóloga Ângela Petitinga contam que, quando a proposta da mostra foi lançada, em novembro de 2025, a adesão dos artistas foi “imediata, intensa e renovadora”. “O grupo trouxe toda a sua potência criativa para celebrar e representar Salvador através da arte contemporânea. A cidade inteira é matéria estética; um corpo que insiste em pulsar o futuro, inspirando incessantemente o movimento da arte”. Chico e Ângela revelam ainda a intenção de tornar a mostra anual. “Queremos que essa edição seja uma semente para um caminho contínuo, um encontro marcado para que a cada ano, no aniversário de Salvador, a cidade e a arte voltem a se encontrar, reafirmando a renovação e a reinvenção, tão sinalizadoras da contemporaneidade”.
O arquiteto e professor Chico Senna, que assina o texto de apresentação da exposição, destaca a criatividade e autenticidade dos artistas plásticos ao evocar uma cidade tão rica e inspiradora como Salvador. “Nascidos ou naturalizados baianos, de várias gerações, estes artistas, tão plurais e diversos nas suas linguagens, regionalmente universais, expressaram-se para homenagear Salvador, uma cidade onde os limites não encontram obstáculos para suas explosões artísticas. Suas artes se revestem de um simbolismo, subjetivo e de caráter humano, individual e coletivo, como reflexo de uma vivência imersiva na efervescência desta metrópole que atravessa a sua história com muita personalidade, como nenhuma outra no mundo, no encontro de povos e culturas, de diversas raízes e matrizes, que se mesclam, definem e redefinem, num apaixonante caldeirão cultural, com criatividade, veracidade e autenticidade”.
A mostra – que presta ainda tributo ao mestre Carybé, expondo também duas obras do imortal intérprete da cultura baiana – reúne trabalhos em suportes, linguagens e técnicas diversas, desde o desenho, a pintura, a fotografia e a joalheria, até as artes digitais e outros híbridos — além de esculturas em metal, madeira, cerâmica e poliuretano. Entre elas, uma que utiliza o Raku, milenar técnica japonesa de emendar pedaços de cerâmica com ouro verdadeiro.
Artistas participantes – Ana Gradin ,Ana Kruschewsky, Aruane Garzedin, Bel Borba ,Bernardo Ribeiro Tochilovsky, Bruno Pomponet,Carlos C R Luz,Carmen Freaza,Célia Mallett,Chico Mazzoni,Christianne Lisboa,Davi Caramelo, Dodô Villar,Dulce Cardoso,Enoc Alma,Erickson Britto,Floro Freire,Fred Sá,Gabriel Pinheiro,Goya Lopes,Grace Gradin,Guache Marques,Hilda Salomão,Irene Omuro,José Ignacio,João Telles,Juarez Paraíso,Juraci Dórea, Lilian Morais,Lorena Presas,Lourenço Mueller,Luiz Humberto Carvalho,Luiz Mario,Marcelo Silva,Márcia Magno,Marcos Rodrigues,Mari Simas,Maria Luedy, Maria Nazaré Santos,Marta Suzi,Murilo Ribeiro,Neide Cortizo,Neto Robatto,Ordep Serra,Paula Magno,Paulo Canuto,Pico Garcez,Ramiro Bernabó,Rachel Mascarenhas, Rebouças,Reinaldo Giarola,Rejane Alice,Sérgio Rabinovitz,Sílvio Carvalho,Suy Andrade,Teka Portela,Tati Sampaio,Ulla Von Czékus,Vânia Viana,Viga Gordilho,Waldo Robatto,Xico Diniz


