O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) vai pedir na Justiça a reintegração de posse do prédio no centro de Feira de Santana, ocupado no último sábado por cerca de 100 famílias em vulnerabilidade, numa operação coordenada pela Frente Nacional de Luta que pede a integração do imóvel ao programa de moradia popular, Minha Casa Minha Vida.
Em nota oficial, o INSS também nega que o prédio está “inativo” e afirma que ele “abriga parte do Centro de Documentação Previdenciária (CedocPrev), responsável pela guarda do acervo de processos administrativos físicos do instituto”, desde 2010, quando os servidores da Gerencia-Executiva do órgão foram transferidos para uma outra agência.
Ou seja, há 16 anos, segundo o INSS, esse prédio, de sete andares, inaugurado em 1971, e com uma estrutura visivelmente sólida, vem servindo de depósito de arquivos acondicionados em caixas de papelão e em prateleiras espalhadas pelas enormes salas do edifício.

O BF questionou o INSS sobre a digitalização desses arquivos mas não obteve resposta. Aparentemente parece tratar-se de “arquivo morto”, pois não se registrou, durante todos esses anos, nenhuma movimentação de funcionários utilizando o “Centro de Documentação “, a não ser a de guardas patrimoniais que dão segurança ao edifício.
Aparentemente, a estrutura do prédio está em boas condições físicas. Mas o INSS afirma, ainda na nota, que a “transferência das atividades para a Avenida Getúlio Vargas ocorreu devido à inviabilidade técnica e ao alto custo para adequar a antiga edificação às normas contemporâneas de segurança e acessibilidade”.
Segundo informação de Adilson da Silva, um dos coordenadores da ocupação, esta semana eles terão uma reunião com o escritório da Secretaria de Patrimônio da União, em Salvador.



