Extrema direita fundamentalista ataca memória de Cachoeira e quer enterrar nome de Ubaldino de Assis
A extrema direita fundamentalista na Câmara de Vereadores protocolou um projeto para apagar o nome da Praça Ubaldino de Assis, o Jardim Grande, e trocá-lo por Praça da Bíblia.
É mais um ataque direto à memória histórica de Cachoeira, cidade tombada como Monumento Nacional pelo Iphan. O método é conhecido: começa trocando nome de praça, termina reescrevendo a história.
A reação veio imediata – Historiadores, pesquisadores e moradores denunciam o projeto como parte de uma ofensiva ideológica. “Hoje rasgam o nome de Ubaldino de Assis da praça. Amanhã riscam da história tudo que não for Bíblia”, afirma um morador sob sigilo, temendo retaliação.
Ubaldino de Assis (1861–1928) não foi qualquer um. Cachoeirano, advogado, foi deputado estadual e federal, intendente da cidade e provedor da Santa Casa de Misericórdia. Foi uma das principais lideranças da Primeira República na Bahia. Tentar apagar Ubaldino é tentar apagar a República em Cachoeira.
Alzira Costa é jornalista



