O interventor Marcelo Bertucci, nomeado pelo Tribunal de Justiça da Bahia para o Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis e Hipotecas de Feira de Santana, disse em audiência pública na noite de quarta-feira,20, na Câmara de Vereadores que está como Interventor “para zelar pela legalidade” e revelou: “estou aqui em Feira há pouco mais de cinco meses, e identifiquei que os problemas a serem resolvidos existem há décadas, a exemplo dos imóveis clandestinos”. No plenário, estavam donos de construtoras e outros agentes do mercado imobiliário de Feira.
A interventora do 2º Ofícios de Registro de Imóveis e Hipotecas de Feira de Santana, Andrea Pignatti, manteve o tom do colega e queixou-se, claramente
“Nós, como registradores de imóveis que somos, saber que os cartórios, que têm uma função social, estão envolvidos em uma situação dessa magnitude, é muito complicado”.
Segundo ela, é preciso ter muita responsabilidade com o que é feito em relação às demandas cartorárias. “Registro de imóveis deveria ser algo que deveríamos nos orgulhar, porque os nossos registros públicos têm lastro”, evidenciou.
“Um mau registro é propenso a ser um ato anulável”, continuou Andrea Pignatti, pontuando problemas recorrentes relacionados ao que foi discutido durante a audiência pública, a exemplo da retificação de área e da ausência de emissão de uma certidão de limites, atestando que os imóveis se confrontam entre si.
Representando a OAB Subseção Feira de Santana, o secretário geral da instituição, Fabiano Vilas Boas, destacou que diversas reuniões estão sendo realizadas com o intuito de dialogar sobre o tema e encontrar soluções para todas as partes envolvidas.
Havia também representantes da Secretaria da Fazenda Municipal.A audiência pública foi solicitada pelo vereador Jorge Oliveira



