Na Bahia é silêncio quase total quando o assunto é banco Master. No estado, as duas figuras políticas polarizadas e de maior evidência estão envolvidas no escândalo m Jaques Wagner (PT) e ACM Neto (UB). O silêncio atinge a grande imprensa sediada na capital, onde o grupo carlista detém o controle de um jornal, o Correio da Bahia que mantém suas páginas sem quaisquer referências ao caso.
Hoje o jornal o “O Globo” publicou o que já se desconfiava: há um pacto para que o caso do Master não “contamine” a campanha política baiana. “Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia“, diz hoje o jornal em manchete na primeira página.
Wagner é alvo de investigações que apuram se ele agiu em prol dos interesses do banqueiro e de seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. A PF suspeita da atuação do senador em projetos importantes para a instituição financeira, como a “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, o senador recebia benefícios, como aeronave à disposição, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador. Neto evitou o tema nas redes sociais.”, relata o jornal.
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo | Brenno Carvalho/O Globo




