Após ouvir um radiofônico de alcance da cidade embarcar em declarações de “pauta livre” da população sobre um possível ‘queijo suíço’ que havia se transformado “toda a extensão” da avenida Iguatemi, e a Prefeitura responder ao caso isolado fruto da ação de descarte irregular de água servida sobre o asfalto por alguns moradores alertando para a responsabilização judicial dos envolvidos, acende na imprensa a necessidade de não ficar presa no século passado à tradicional apuração do joio e do trigo do Jornalismo moderno.
No ecossistema digital, a informação circula rapidamente e boatos geram grande impacto antes que o Jornalismo profissional consiga refutá-los. E na contemporaneidade este conceito de “pós-verdade” cria um cenário em que apelos à emoção e crenças pessoais têm mais influência na formação da opinião pública do que os fatos objetivos. É aí que mora o perigo da linha tênue que a mídia enfrenta no desafio de combater a desinformação e resgatar sua credibilidade, em meio à polarização e ao livre fluxo de conteúdos no ambiente digital.
Jornalistas precisam encarar a disrupção da simples apuração para a instantânea verificação ‘ativa’ de dados, o _fact-checking_. O contrário, será apenas ‘trigo de fake news’!
Andrews Pedra Branca, jornalista, comunicólogo e professor do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado da Bahia (DEDC XIV/CSRTV)_




