Carlo Barbosa morreu aos 42 anos em Salvador, reconhecido no circuito das artes plásticas nacional. O crítico Walmir Ayala, um dos mais respeitados à epoca, dizia do trabalho dele: “o tratamento pictórico de suas cenas, religiosas e festivas, é nitidamente de transfiguração”. E é exatamente a transfiguração que ele usa na obra “O Flagelo de Lucas“, quando no lugar do rosto do escravo rebelde que caminhava para a morte ele desenhou um auto-retrato. Ele deve ser o primeiro artista plástico conhecido a usar o tema da morte de Lucas numa obra de arte.
A obra está na exposição “Entre Cores e Saudades”, que marca os 81 anos que o artista faria este ano, na galeria que tem o nome dele, no Centro Universitário de Cultura e Arte, no centro de Feira, até o dia 14 de agosto.

As obras expostas saindo acervo do museu Regional de Arte (MRA) e da Fundação Carlo Barbosa, dirigida pela família. Carlo tem obras também nos acervos da Funarte e do Museu Nacional do Paraguai.

