A diretora-geral do Hospital Clériston Andrade (HGCA) em Feira de Santana, Cristiana França, rebateu através do Altos Papo as críticas à Central Estadual de Regulação que, nos últimos dias, foi chamada de “fila da morte” pela oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT).
“Eu fico extremamente triste, quando as pessoas falam em ‘fila da morte’. Isso é de uma crueldade, de um desrespeito a nós profissionais de saúde, porque parece que a gente está lá e pouco se lixando com a vida das pessoas. Quando eu digo a gente é porque eu também trabalhei na regulação”, afirmou.
Cristiana, que está à frente do Clériston desde fevereiro de 2023, falou sobre os critérios para regular pacientes e atribuiu a alta demanda na unidade hospitalar ao não funcionamento adequado da atenção básica (postos de saúde).
“O primeiro critério é gravidade e o segundo é tempo. Quem vai primeiro? Quem está mais grave. Então, às vezes, a população não entende. A regulação qualificou a assistência, que é importante. A base da pirâmide da saúde é a atenção básica e enquanto a atenção básica não funcionar, a gente vai ter hospitais cheios e toda essa confusão que está tendo aí”, alertou a enfermeira.

