O debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, ontem, na Tv. Bandeirantes, teve seus pontos altos não em novidades sobre ideias ou planos para governar a Bahia nos próximos quatro anos, mas nos ataques pessoais, uma espécie de perfil negativo, feitos entre eles.
Acm Neto (União Brasil) saiu na frente. Para reforçar a sua “tese” de que o governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, vive “num mundo paralelo“, ele criou a “Jerolândia“, um governo que, segundo ele, coloca nos outros a culpa pelos erros que comete. Já o candidato do PSOL, Ronaldo Mansur, teve uma pergunta ignorada pelo candidato: “não vou responde um absurdo desse”
Ronaldo Mansur (PSOL) foi quem primeiro “colocou o boné” de Bolsonaro na cabeça de ACM Neto, lembrando que os dois candidatos ao Senado da chapa carlista são bolsonaristas.E nomeou Antônio Carlos Magalhães (fez questão de chamá-lo sempre pelo nome do avô) como o “anti-Lula” da Bahia: “Por que você tem raiva de Lula? Você disse que ia dar uma surra nele“, perguntou, por duas vezes, sem obter resposta.
Jerônimo Rodrigues (PT) entrou na ciranda de Mansur, após uma pergunta sobre a BR-324 onde ACM insinuou que o governador era mentiroso. Além de repetir o “anti-Lula”, o governador foi mais longe e evocou parte da antiga frase que por anos, a oposição usou para definir o estilo de governo do avô ACM: “um saco de dinheiro numa mão e o chicote na outra”. E engrossou a farinha: “Você gosta de humilhar“, disse, dando exemplos, entre outros o episódio de 2022 com o prefeito de Feira, Zé Ronaldo, preterido, de última hora, da candidatura de vice de ACM Neto. “Zé Ronaldo chorou“, disse.
No debate foram pedidos dois direitos de resposta: de Jerônimo e ACM Neto. Nenhum foi concedido.

