Muita gente em Feira de Santana diz que frequentou a Boate Jerimum. Mas não foi bem assim como muitos dizem. O espaço que o arquiteto e empresário Amélio Amorim construiu em Feira no século passado era de alto luxo e permissível economicamente apenas a uma parcela ínfima da população feirense naquela época.

Hoje, a estrutura da boate foi completamente reformada e, após mais de 40 anos, se integrou ao Centro Estadual de Cultura Amélio Amorim e, agora sim, está aberto a público mais amplo, e servindo a atividades de arte e cultura, como a exposição “Estéticas da (re)Existência”, uma exposição de arte contemporânea do Coletivo FeminiNUS “que debate identidade, corpo, memória e diversidade”, em cartaz até o próximo dia 23.
Com curadoria de Simone Rasslan, a mostra utiliza o espaço onde principalmente jovens da elite feirense se divertiam e dançavam em meio às luzes estroboscópicas emitidas do teto e do chão.
São trabalhos em pinturas, esculturas, fotografias e instalações de 10 mulheres:Marilene Brito,Simone Rasslan,Júlia Atanazio,Mariana Leão,Sandra Olazával,Regina Moura,Priscila Lopes,Bel Carneiro,Leiliane Oliveira,Nanne Santana.

