Às 20 horas e alguns minutos, ele cantava Elomar, “o Villa-Lobos do século 21”, e em seguida começou a homenagear o parceiro de música ,arte, vida e família, Jorge Magalhães. No telão atrás de Dionorina apareceu a foto, presença nítida do escritor, poeta e jornalista baiano, com quem ganhou prêmios e, disse, através do qual ingressou no mercado musical. Nesses momentos, teve que usar a fralda do primeiro neto, que usa nos shows há 20 anos, para enxugar as lágrimas da emoção. De Jorge Magalhães, destacou Lockdown, feita em plena pandemia. Cantou duas vezes, uma no final do show.

De cada música autoral dessa parceria com Jorge que ele cantou, contou também um pouco de história de como nasceu. “Minha vida é cheia de Jorges: São Jorge, Jorge Magalhães, de Angelica, Jorge Papapá…! E cantou “Cidadão”, de Papapá, um balanço baiano ainda mais iluminado pelo auxílio excelentíssimo do sexteto com violonista, violoncelista, baixista, dois percurssivos e um tecladista que acompanhou Dionorina no violão durante o espetáculo inteiro.
Foi um show com fortes doses de nostalgia. A linha melódica escolhida de propósito. “Minha vida é isso, família, música, amigos…”. Saudou a mulher, “medalha de ouro que eu ganhei” , falou de filhos, netos e de familiares de Jorge também presentes no Teatro que também tem nome de outro parceiro e amigo de Dionorina, que ele também referenciou, Carlos Pitta.
Na plateia, regueiros populares e “históricos”, o guardador de carro, o verdureiro de barbas longas, a senhora de cabelos brancos escorridos. Auardavam o reggae pesado, que não veio totalmente mas estavam com semblantes satisfeitos.
Não faltou, claro, o imortal “hino da Rua Nova”, de dona Pomba, dos Malês da Feira, a popularíssima “Cobra Coral”, imortalizado por Jorge de Angélica, por ele próprio , Gilsam e outros que ainda virão. E sobre a música, fez a observação que ela é autoria aninima, do cancioneiro popular e folclórico, “lá do Pará“. Mas deu um crédito especial a Jorge [de Angelica] pela introdução dela na cultura popular de Feira: “ele teve a clareza de ver que essa canção dizia o que também existia no Pomba de Malê, pois tínhamos um amigo, amigo Dito, que andava com uma cobra coral…”

