Uma pesquisa analisou amostras de veneno de duas espécies de cobra coral verdadeira, a Micrurus ibiboboca e Micrurus bonita, de diferentes regiões da Bahia, e nos testes realizados com o soro antielapídico (exclusivo para picadas de corais), produzido pelo Instituto Butantan, em duas das amostras o veneno foi neutralizado satisfatoriamente mas numa terceira não chegou a ser neutralizado, mesmo com a utilização da maior dose testada. O fato, narrado em primeira mão pelo site Feira Hoje (clique), aconteceu em uma pesquisa da qual participam cientistas da Universidade Estadual de Feira de Santana, Ilka Biondi e Dulcineia Ferreira Andrade, do Laboratório de Animais Peçonhentos e Herpetologia. A pesquisa foi publicado em junho passado, na revista científica internacional Biochimie.
“O resultado não significa que o soro seja ineficaz de maneira geral, mas demonstra que diferenças regionais na composição dos venenos podem influenciar sua capacidade de proteção Os pesquisadores encontraram variações na composição, na toxicidade e nos efeitos biológicos dos venenos, inclusive entre animais da mesma espécie. As corais-verdadeiras possuem veneno neurotóxico, que pode comprometer o sistema nervoso e provocar quadros graves.”
O laboratório integra uma Rede de Pesquisa em Toxinologia Básica e Aplicada, formada por instituições do Brasil e de outros países da América do Sul.

