Sem me importar com a agonia,
Nem com o tal do vai e vem,
Ou com a vida de alguém,
Chego ali é com alegria,
Para a ‘prosa’ do dia a dia,
Onde se fala bem e mal,
Tudo é muito natural,
Me divirto assim de graça,
Da Sombra Do Oiti Na Praça
Vejo A Feirinha Da Marechal.
Política, sexo, esporte,
É todo tipo de assunto,
Um separado outro junto,
Se fala de vida e de morte,
Das coisas do sul e do norte,
Fala-se até do anormal,
Do diferente e do igual,
Assim o bom tempo passa,
Da Sombra Do Oiti Na Praça
Vejo A Feirinha Da Marechal.
Você quer desestressar
Ou então ficar informado,
Não se faça de rogado,
Corra logo, venha pra cá,
Você vai é se animar,
Etecétara, coisa e tal,
Tudo simples e normal
Venha ver como é massa,
Da Sombra Do Oiti Na Praça
Vejo A Feirinha Da Marechal.
Glosas de Nivaldo CruzCredo com mote de Janio Rego
Ilustração -Imagem ‘debaixo do oitizeiro da Praça João Pedreira, olhando para a rua Marechal Deodoro’, captada por Jânio Rego.

