Economista pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2002), mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (2012), exerce o jornalismo desde 1995, quando ingressou no extinto jornal Feira Hoje. Posteriormente, atuou em outros órgãos de comunicação e foi Chefe de Redação da Assessoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Feira de Santana. É colunista do Blog da Feira.
O sumiço dos patriotas
quinta-feira, 2 de junho de 2022
por André Pomponet
Meados de 2018. O ônibus saiu de Salvador bem no começo da manhã. Linha regular, destinava-se às cidades da região sisaleira e, pelo caminho, catava quem se destinava à Feira de Santana, a Serrinha, a Conceição do Coité. Entusiasmado militante de Jair Bolsonaro, o “mito”, o cobrador estava exultante com o resultado das eleições presidenciais.
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Clic-clac! O fotógrafo!
quarta-feira, 1 de junho de 2022
por André Pomponet
“Porque nós temos agora mais um exagero, mais uma doença nervosa: a da informação fotográfica, a da reportagem fotográfica, a do diletantismo fotográfico, a da exibição fotográfica – a loucura da fotografia”. O título do texto – e o parágrafo acima – não refletem o espanto de nenhum cronista contemporâneo. Pelo contrário: é coisa antiga,
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0,1% da população feirense morre de causas violentas todos os anos
segunda-feira, 30 de maio de 2022
por André Pomponet
O percentual assusta: todo ano, mais de 0,1% da população feirense morre por causas violentas. No jargão da medicina, trata-se de “causas externas de morbidade e mortalidade”. Envolve situações como acidentes, suicídios, agressões, homicídios, envenenamentos e as controversas intervenções legais – supostos tiroteios entre as polícias e os criminosos – que, vira e mexe, ganham
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O dublê de escritor anônimo e comerciário da Sales Barbosa
sexta-feira, 27 de maio de 2022
por André Pomponet
Os textos passam a repousar em armários e gavetas à medida que ganham versão final, vão ficando prontos, após emendas e correções. A elaboração é à moda antiga: em tradicionais cadernos pautados, a caneta esferográfica azul – sempre azul – vai despejando a torrente de ideias. Depois, depura-as, com vagar, à noite, na sala acanhada
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O lúbrico combatente do “comunismo de costumes”
quarta-feira, 25 de maio de 2022
por André Pomponet
Deu trabalho, mas o homem reapareceu no conjunto Feira 6. Enxugava litrinhos de R$2,50, beliscava mortadela – a mais barata – em cubos, examinava as estudantes da Uefs com o olho acurado, aceso, lúbrico. Não era de negar fogo, parecia insinuar, lançando olhares venenosos. Mas, na verdade, aproveitava a tarde vadia, plácida, de céu azul
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Salgado, preço da charque afugenta sertanejo
terça-feira, 24 de maio de 2022
por André Pomponet
A charque – ou carne-seca, sinônimo costumeiro, embora sejam produtos diferentes – sempre foi importante na dieta do sertanejo. A literatura especializada indica que seu consumo se iniciou nos primórdios da colonização, quando os portugueses começaram a desbravar o semiárido nordestino para plantar cana-de-açúcar e criar gado, num sistema de pecuária extensiva. No preparo da
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Como está a vacinação contra a Covid-19 em Feira?
segunda-feira, 23 de maio de 2022
por André Pomponet
Vá lá que os casos de Covid-19 caíram na Feira de Santana nos últimos meses: dados da Secretaria Municipal de Saúde da quinta-feira (19) indicam que, naquele dia, havia apenas um paciente internado e foram registrados somente sete novos casos. Mas a situação já foi mais favorável e o número de casos pode crescer, como
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O xerife do pavilhão três
sexta-feira, 20 de maio de 2022
por André Pomponet
– O sujeito está aí, na cela administrativa. Ontem [domingo] de manhã, ‘saiu na mão’ [brigou] com um preso no pátio do [pavilhão] três. Surrou o outro, que tem consideração no meio da malandragem. Correram atrás dele e ele foi encurralado na própria cela. Uns trinta foram entrando, todo mundo foi ‘currando’ ele… Era manhã
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O traslado do finado no Ponto de Ipirá
quinta-feira, 19 de maio de 2022
por André Pomponet
Foi no começo da década de 1990, na Praça Froes da Mota. Pássaros piavam, álacres, na copa dos oitizeiros. Uma fileira de Kombis brancas espichava-se na lateral da praça, aguardando os passageiros com destino a Ipirá. Nos bancos, muita gente aguardava o embarque, carregando embrulhos, vaquejando crianças, inteirando-se das novidades em conversas, o acentuado sotaque
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A ojeriza ao Brasil atual lá fora
terça-feira, 17 de maio de 2022
por André Pomponet
– Bolsonaro! Bolsonaro! Quem gritou, com expressão de escárnio, foi um bêbado andrajoso no Mercado do Porto de Montevidéu. Quem ouviu – calado, fingindo que não estava entendendo a provocação – foi um brasileiro careca, de bigode ruivo, feições avermelhadas, que fazia turismo na capital platina naquele novembro de 2018. Apressou o passo e saiu
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