Padre Sátiro Dantas e seus sermões não conseguiam impedir o impulso lúdico dos pequenos moradores em torno da capela. “Pelada” no patamar todo dia, de manhã até a tardinha. Menino de bater de vara. O capelão recorreu à Policia. Para assustar, dar um choque, alertar os pais que cuidavam de suas vidas sem se importar com os ferrolhos das portas afolozados com as boladas que tanto obcecavam o padre.
Não foi dramático, foi desafiante. Até divertido, nos tornarmos os “cangaceiros do patamar”, subversivos, perseguidos pela Polícia de Clodoaldo.
O Delegado chegava de repente, estacionava bruscamente, saia do jeep, assustava a meninada, ameaçava menino, dava carão nos que ficavam, deixava recado para os que se escondiam pelo fundo redondo da igreja da resistência a Lampião em Mossoró. Levava a bola pros presos da cadeia e sempre saia sob vaias.
Mas a nossa grande vitória sobre Clodoaldo e suas invasões à República do Patamar foi impigida por Paulo Cesar Paula que lhe tirou as bolas das mãos com um chute enquanto o delegado fazia aquele “discurso de autoridade”. Foi uma correria e uma gritaria que até doutor Leodécio reclamou.
Depois disso meu querido diretor do Diocesano mudou de estratégia, ou o próprio Clodoaldo desistiu da missão.
A República continuou.
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