“Em Feira acontece coisa
Difícil de acreditar
Devido à superstição
Que há em todo lugar
E embroma muita gente
Mas nada escapa da mente
Do trovador popular”
Começa com esses versos o folheto de cordel “Um Lobisomen Ataca Em Feira De Santana” de Antônio Alves da Silva, um poeta que viveu 50 anos na Feira, onde morreu em 2013, com 84. A história segue uma tradição que remonta ao mitológico Bicho do Tomba, a que se refere Lênio Braga no painel de azulejos da Rodoviária de Feira, feito muito antes do cordelista lançar o folheto.
“Tudo que acontece sai
No jornal de Zé Coió
Teve até Bicho do Tomba
Que sangrava no ‘gogó’
Escrito por seu “Tilofe”
Poeta que come bofe
Lá no Beco do Mocó”
O Chupa-Cabra, o Cadeirudo, o ET da Lagoa de Berreca, o sumiço misterioso de ZéZé Falcão… Tudo que é história assustadora de “bicho” há na Feira. “Como em todo lugar“, adverte com honestidade o poeta nos primeiros versos, mas, convenhamos,na Feira essas estórias fazem parte de uma vocação, são produtos da inquieta e peculiar criatividade feirense.
Quem não já ouviu uma história assim no seu condomínio, bairro, no seu distrito? Uma mulher de branco? um menino de aspecto aterrador assustando pessoas nas madrugadas? Todos são herdeiros do Bicho do Tomba.
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