Marcos Porto fez uma nesga de dois metros para a boca de sino da calça jeans. Isso mesmo. Marcos era um exagerado. Quando ele montou na moto cinquentinha lá defronte à casa dele, na lateral esquerda dessa Capela de São Vicente, sob os olhares de grande parte dos cangaceiros do Patamar, o tecido cobriu os pneus, manivela, corrente, mas ele acionou o pedal, acelerou e tomou o rumo sabe Deus de onde.
Marcos depois virou Menino Jesus em procissão da Catedral. Sempre foi performático e criativo. Ousado, sem limites convencionais. Uma vez devoramos uma caixa inteira de chocolates Sonho de Valsa debitada na Cooperativa Popular na conta dos nossos pais. Eu angustiado com culpas, ele se divertindo com leveza de um anjo. Marcos era um anjo.
Memórias da São Vicente que você não admite. Mas são reais.
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