Zé Ronaldo sempre foi o “Hitchcock” do suspense político na Feira. Ser ou não ser candidato à reeleição, quem será o indicado a sucessor, essas “dúvidas” ele criou em todo final de mandato e lá se vão quatro, meiando o quinto. O suspense fazia a festa de radialistas sem assunto em busca de manchete. E todos eles tiveram desfechos previsíveis e lógicos para a conjuntura política do momento. Aqui pra nós, um suspense paraguayo (rs) mas entrava como uma luva no dia-a-dia da Feira.
Com esse histórico de Zé Ronaldo, o suspense atual – ACM Neto ou Jerônimo? – pode parecer mais uma “jogada política” para ficar na mídia e de alguma forma adquirir maior poder de barganha, uma moeda importante no jogo político, no próprio grupo de onde ele nunca sairá!
Porém esse, ao contrário dos outros, que se repetiam apenas como estratégia de mídia, é inédito e tem componentes políticos complexos, com implicações estaduais e nacionais que a leitora bem informada, tenho certeza, acompanha atenta. Ou seja, o estilo é o mesmo mas o enredo desse novo suspense de Zé Ronaldo não é tão simples, tem tramas imprevistas, mortes súbitas de candidaturas e divisões de partidos, e perspectiva de durar mais do que o normal nas novelas do tipo. Por isso o suspense de Zé Ronaldo pode demorar além de março e cada vez mais sem um desfecho tão previsível como os outros. Tudo pode acontecer, inclusive ele se dizer neutro no quesito estadual e até apoiar Lula.


