Num domingo, 2 de fevereiro de 1958, foi colocada a “pedra fundamental do prédio do IAPC”, órgão da previdência conhecido depois como INPS e, mais recente por INSS, na rua Sales Barbosa no centro de Feira de Santana. Na solenidade, o jornal ‘Folha do Norte’ registrou, entre outros, a presença dos vereadores Colbert Martins, Walter Nick Mendonça, Osvaldo Pirajá, Antônio Manuel de Araújo e Wilson da Costa Falcão que no ato representou o prefeito João Marinho Falcão. Não conseguimos identificar a data exata em que foi inaugurado, mas em 1967 ele já abrigava nos dois últimos andares (são sete) o Judiciário municipal, o Arquivo da Prefeitura e a Câmara de Vereadores. A contar daquela data solene, o edifício tem, portanto, quase 70 anos.

Em 2010 o INSS começou a desativar o edifício. Os servidores reclamavam de estacionamento e da “inconveniência” de chegar até o prédio através das barracas do Calçadão da Sales Barbosa que se espalhavam por aquela rua central. Alugou-se um imóvel no bairro Mochila e os servidores foram transferidos. Num domingo pela manhã, em 2013, um caminhão-baú retirou do prédio os últimos móveis que foram para a nova Gerência Regional na avenida Getúlio Vargas, inaugurada oficialmente em dezembro daquele ano, pondo fim, definitivamente, aos serviços do INSS no local. Lá ficou apenas parte do arquivo, em papel.
São, portanto, quase 16 anos desativado e servindo apenas como depósito de documentos antigos, acondicionados em caixas de papelão em estantes distribuídas por alguns andares e salas do prédio que já foi o mais alto de Feira.
Com a ocupação do ‘prédio-arquivo’ por cerca de 100 famílias, o INSS anunciou que vai acionar a Justiça para “reintegrar a posse“. E informou, após ser questionado, que os arquivos são de “documentos essenciais, que contém informações sensíveis dos segurados” e que “são digitalizados sob demanda, conforme a necessidade de atendimento a solicitações específicas.”



